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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

PROJETO - PASSEANDO PELA HISTÓRIA – MUSEU DO CANGAÇO É RETOMADO PELA FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO

 

O município de Serra Talhada, terra natal do cangaceiro Lampião, retrata as histórias do Cangaço, por meio do projeto “Passeando pela História – Museu do Cangaço”, vai reiniciar nestes dias 15, 16 e 17, no Museu do Cangaço, com as Cidade de Quixaba, Santa Terezinha e Carnaíba. O projeto é direcionado aos professores e adolescentes das escolas públicas do Sertão do Pajeú, que além de conhecer a história do seu povo, vão vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos de Lampião e seu bando.
De acordo com a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto visa levar as escolas a conhecerem os bens culturais de Serra Talhada para que os jovens valorizem a história do sertão pernambucano. “Todo o percurso será feito com acompanhamento de condutores turísticos que detém total conhecimento dos fatos”, afirma ela.
O ponto de partida da aventura será o Sítio Passagem das Pedras – onde nasceu Lampião. Nesse percurso, o grupo irá conhecer o roteiro “Nas Pegadas de Lampião”, que passa pelas Pedras da Emboscada, onde aconteceu o primeiro confronto armado entre a família de Virgulino e Zé Saturnino (primeiro inimigo de Lampião), a Casa Grande da Fazenda Pedreira (palco de memoráveis confrontos com cangaceiros) e encerra, voltando para o Sítio. 

Na cidade, a visita começa na Praça Agamenon Magalhães, que originou o município e que ainda mantém os casarios construídos nos séculos XVIII e XIX. Depois, o grupo segue para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída pelos escravos no século XVII, a Casa do Artesão (ateliês de artistas plásticos), que conta com muitas histórias e lendas que permeiam o imaginário popular e a Casa da Cultura de Serra, onde os jovens terão contato com o acervo cultural da cidade.

As escolas visitarão também o Museu do Cangaço, o maior do gênero do Brasil, que funciona na antiga estação ferroviária e que tem relíquias do personagem sertanejo (Lampião), como utensílios domésticos, armas usadas, fotografias, livros, filmes e documentários sobre os cangaceiros, volante (era como chamava a polícia que perseguia Lampião) e outros personagens que foram parte forte da história do cangaço. Os visitantes serão recebidos por monitores que contarão a vida de Lampião e ainda irão acompanhar uma palestra do pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza, que tem quatro livros publicados sobre o tema.
O grupo poderá saborear a culinária sertaneja e apreciar a apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, dança criada pelos cangaceiros. Lampião deu uma grande contribuição para a cultura do sertão. “O Xaxado é uma dança que foi criada por Lampião e seus cangaceiros. Outra faceta pouco divulgada da vida dele é que ele era poeta e nos versos retratava o dia a dia do cangaço, as suas angústias, o que ele sentia falta enquanto cangaceiro e as durezas desta vida”, revela Karl Marx, coordenador técnico do evento.
Fotos: Carlos Silva
Contato para entrevista: Cleonice Maria dos Santos, presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião - (87) 99938-6035. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

FESTA LITERÁRIA E FEIRA DO LIVRO DO VALE DO PAJEÚ VÃO MOVIMENTAR SERRA TALHADA

Acontece entre os dias 08 e 11 desse mês de agosto a terceira edição da Festa Literária de Serra Talhada – FLIST, importante evento do calendário literário, artístico e cultural do município, realizada esse ano juntamente com Feira do Livro do Vale do Pajeú. Com o tema “Ler no Sertão”, o evento acontecerá na Estação do Forró, nos períodos da manhã, tarde e noite, das 9h às 11h e das 15h às 21h .
A programação será diversificada e contará com atividades circenses, contação de estórias, lançamentos de livros, palestras e oficinas literárias,  Cinema no Museu do Cangaço e apresentações culturais. Entre outras pautas serão comemorados os 70 anos do escritor Raimundo Carrero com atividades especiais, a exemplo de rodas de conversas com grandes escritores atuais sobre a grandiosidade da obra de Carrero.
“A região tem uma forte tradição nas letras e na cultura dos cantadores, quem não escreve, lê versos, recitais, declama cordéis e outras formas escritas que mantém a continuidade desse costume antigo pautado pela literatura. Por isso, criamos a FLIST para contemplar essa fatia grande de produtores das letras que agora se soma com a Feira do Livro do Vale do Pajeú, numa parceria que vem para dar robustez ao que já temos desenvolvido”, destaca Anildomá Williams, presidente da Fundação Cultural de Serra Talhada.
SERVIÇO
FLIST – Festa Literária de Serra Talhada / Feira do Livro do Vale do Pajeú
Quando: 08 a 11 de agosto de 2017
Onde: Estação do Forró
Horário: 9h às 11h e das 15h às 21h

TIAGO GOMES: um menino com uma história trágica que busca no hip hop, no rep, no ser ator/palhaço uma vida menos dispendiosa


Tiago Cristiano Gomes, nasceu em Juazeiro-BA aos 2 anos foi para São Paulo. “Tenho como recordação minha mãe falando que arrancou um pedaço da orelha de meu pai (até hoje não sei o nome dele) com os dentes, pois na separação ele queria me cortar pela metade”. Relata. O menino foi crescendo numa favela na zona sul da capital paulista (Divinea, que hoje não existe mais); “aos 5 anos em um dia de chuva eu ia a uma venda, era estreito o caminho, o córrego estava em nível elevado, uma dona esbarrou em mim, eu caí e a água me arrastou rápido, tive calma, veio no pensamento pra que eu afundasse, contei até 3... Quando subi estava perto de umas moitas de capim, me agarrei e faltando pouco pra chegar no acero a tal dona apareceu, estendeu a mão e eu sobrevivi. Relembra ele com ar triste.
Tiago foi crescendo largado, pois a mãe tinha que trabalhar, eram 5 morando no barraco; a irmã mais velha, o levava pra guardar carros em um bairro nobre, Moema, em 1994 aos 7 anos em uma dessas idas ele sofreu um atropelamento, se levantou e saiu xingando o motorista, até que um passante o levou ao hospital, que era particular mais o atenderam. “Quando saímos de lá Andreia (irmã) e eu já planejava o que dizer pra mãe... Falamos que caí e bati o queixo em uma pedra”. Conta.
Seu cunhado sempre curtiu samba, ele às vezes o levava em bares onde era feito ao vivo, ou junto a fogueiras nas noites frias ele ficava por ali, ora tocando reco-reco, ora repique, ou tantan. “A favela foi retirada, pouco antes mudamos para outro lugar, distante do centro, na região do Grajau”. Comenta e acrescenta: “sempre gostei de músicas, elas me levam a um espaço particular, onde só entramos porque o compositor permite; luzes e palco me atraem, ainda na favela eu fui vê cover de Michael Jackson (parece clichê), eu queria dançar, cantar, tocar”.
Com alguns colegas passou a ouvir musicas de uma coletânea - CD Dinamite escutava Espaço Rap, um dia na porta de um colega inventaram de compor um rap ele começou a escrever e colocar ritmo na letra. “Fui ao centro de São Paulo com Andreia, certa vez passando pela Rua São Bento ela falou: você quer vê os caras dançando Hip Hop eles rodam no chão, pulam e tal... Fiquei curioso mais pra minha decepção não tinha ninguém lá nesse dia”.
Um amigo de infância, o falou que no bairro Auri Verde estava ensinando Dançar Break ele começou a frequentar, aprendeu os passos... “Aí Edson, Fábio, Ricardo e outros formamos o Crews Break’s in War meu primeiro grupo de danças. Mais pra frente eu dancei outros estilos, tipo axé, pratiquei um pouco de Capoeira no Ilé Alaketuaxé Ibualamo fiz e aprendi muitas coisas lá, até que começou um projeto que gerou a banda Oluwa tocávamos samba reggae, começamos com latas de tinta, as baquetas eram feitas de cabo de vassouras, tampa de veja, espuma de colchão e panos, depois chegaram instrumentos: caixas, bumbo, viraram realidades em 2002, saímos pelas ruas, na frente e o povo acompanhando, comemorando o penta. Fizermos muitas apresentações no Memorial da América Latina, Teatro Municipal de Diadema... Nossa uma vez com os batuques caiu um refletor do teatro”. Relembra.
Foram convidados pra tocar no comício da prefeita Marta Suplicy, casas noturnas; fizeram uma matéria pra Rede TV. Aí o instrutor começou a trabalhar, ficou sem tempo para o grupo. “Ele dizia que eu tinha talento e pediu pra aprender algumas músicas, assim o fiz apesar de tocar surdo, ele disse que eu poderia tocar qualquer outro instrumento do nosso estilo, alguns camaradas sentira-se menores por isso”. A banda acabou ele ficou sem saber o que fazer voltou a treinar Break na escola vizinha a sua casa; “os manos começaram um novo grupo o qual não fui convidado a fazer parte”. Pontua.
Em 2006 ele visitou Serra Talhada pela primeira vez, passou somente uma semana. “Encontrei uma garota e perguntei se alguém em Serra dançava break, ela disse que sim, mais não pude vê-los retornei para São Paulo”. Lá seguiu treinando na Escola. Nasceu seu primogênito (ele têm 3 filhos); “muita pressão sobre mim, achei que no tráfico poderia solucionar meus problemas financeiros ainda bem que percebi cedo que não era aquilo pra mim; na mesma escola que treinava começou uma reforma pedir emprego e conseguir, o relacionamento não ia bem e acabou”.
Fragilizado procurou uma Igreja evangélica e logo de cara o Hip Hop se fez útil. “Numa gincana fizemos um coral cantamos uma música do Irmão Lazaro o playback, depois continuamos a mesma musica com uma base de rap no culto de domingo às 7 da manhã o templo todo de pé a cara do pastor foi demais – impressionado”. Ele se afastou da igreja por ter voltado o relacionamento conturbado que não durou muito.
Em 2012 passou um tempo na zona leste de SP (cidade Tiradentes); "era mês de junho, teve um evento próximo ao terminal, uma galera fazia uma coreografia muito sincronizada, depois teve uma roda livre - minhas pernas tremiam, acabei entrando e foi bom demais, chamei atenção da galera, teve uns dois dançarinos que entenderam como uma batalha. Depois viramos colegas, passei a treinar no CJ180, o Primo break era o responsável pelo hip hop lá". 
São Paulo já não o fazia bem... “Me sentia vazio, voltei ao antigo bairro”. Certo dia de manhã decidiu vim para Serra Talhada, com uma mochila nas costas ele botou o pé na estrada em novembro 2012. “Minhas intenções iniciais era trabalhar no que fosse necessário, minha primeira atividade aqui foi fazer um piso em Triunfo (logo em triunfo) Nelson (tido como o cara que trouxe o Hip Hop ao Brasil) Nasceu na terra dos Caretas”.
Ano seguinte fez matricula na Escola Solidônio Leite, não demorou e estava dançando de novo... “Só por gostar, mas chamando muito atenção, as pessoas acreditavam mais que eu mesmo no meu talento para dança”. A falta de dinheiro o fez querer ir embora para Petrolina em abril mês de seu aniversário. “Estive lá na casa de minha Avó, fui a uma escola procurar vaga, voltei, fui pegar a transferência escolar. Eu precisava pensar, já era conhecido da galera do Break do Bom Jesus que dançavam muito; me sentia livre na dança; findou que justo naquele dia o pessoal se preparava para algumas apresentações na Caravana Cultura Viva, Clovis liderava a galera. Fui convidado a participar fiquei feliz, até esqueci que queria me mudar; fizemos 3 apresentações, a última não aconteceu...Os motivos eu não sei. Relata.
Nesse mesmo ano aconteceu a Conferencia Municipal de Cultura ele participou. “Algumas pessoas me pediram voto, fiquei curioso sobre aquilo mesmo sem saber muito sobre o município, no fim acabei sendo o terceiro mais votado e fui para Conferencia Estadual, ali começava todo processo de descobertas, pessoas como o Domá e sua esposa Cleonice tem grande importância nessa nova fase”.
Um dia saindo da escola o seu telefone toca: “era do SESC Triunfo perguntei quem passou o número e ela disse foi Cleonice, queria uma apresentação falei com a turma do alto com muita dificuldade conseguimos nos organizar e fomos a na Festa da Rapadura deu tudo certo abril novas portas”. fizeram apresentações em Triunfo, em 2014 passou a ministrar aulas de Hip Hop na Escola Solidônio Leite. “Alguns integrantes do grupo não se sentiram confortáveis com tudo que estava acontecendo comigo, se afastaram, eu não daria conta das apresentações de dança sozinho, começo a escrever rap a primeira vez que cantei um deles foi em Afogados da Ingazeira.
A Fundação Cultural Cabras de Lampião ajudou em uma viagem do artista ao Recife ainda em 2015 para participar do UFC da Rima batalha de MCS. Em setembro se apresentaram no Polo Cultural da Festa da Padroeira. “Léo, Mateus, Vitor e eu. Já estava difícil pra mim na Capital do Xaxado dançar Break e cantar Rap (tinha freiras na primeira fila do público me sentir amedrontado, mais no fim deu certo, até as pessoas das barracas aplaudiram, foi bacana viver esse momento, no Recife foi a mesma coisa depois da batalha cantei o rap os que se viraram aplaudiram”.

Foi convidado por Domá a participar do Espetáculo O Massacre de Angico em 2015 e 2016, recentemente participou do filme Lampião e o Fogo da Serra Grande, fez um curso de Palhaçaria com a Cia 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

MOSTRA DE CINEMA NO CEU

SERRA  TALHADA tem MOSTRA DE CINEMA, em programação paralela ao Festival de Cinema de Triunfo, no CEU DAS ARTES, promovido pela FUNDARPE e SECRETARIA DE CULTURA/GOVERNO DE PERNAMBUCO.  


Sinopses:

Gadjo Dilo (Ficção, 102 minutos, 1997, França), de Tony Gatlif. 
Stéphane, um jovem francês, atravessa a Romênia buscando uma cantora desconhecida: Nora Luca. No meio de uma noite, gelado pelo vento e a neve, Stéphane chega numa aldeia deserta, e conhece Isidore, um velho cigano. O jovem francês e o velho cigano fazem amizade...

O Silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras(Documentário, 78 minutos, 2016, PE), de Petrônio de Lorena
Rodado nas cidades de São José do Egito, em Pernambuco; Ouro Velho e Prata, na Paraíba, o documentário tem como personagem a própria poesia, presente no cotidiano da população que vive na fronteira entre os dois estados. Nas festas, nas casas, nas ruas, nos mercados, em barbearia e bares a verve poética aparece na voz dos descendentes de célebres vates do sertão e dos habitantes que convivem com essa tradição, relembrando histórias de cantorias, grandes respostas poéticas e dissertando sobre o sentimento e os temas da poesia na região.

Sessão Especial Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
A Escola de Ensino Fenomenal (Ficção, 2014, PR), de Nélio Spréa / Bravura(Animação, 2014, SC), de Giovanni Girardi e Flávio Tavares / As Aventuras de Minuano Kid (Ficção, 2014, RS), de Pedro Antoniutti e Edison Rodrigues / Super Plunf (Animação, 2014, SC), de Camila Kauling e Henrique Luiz P. Oliveira /Menino da Gamboa (Ficção, 2014, BA), de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna / Ana e a Borboleta (Animação, 2015, GO), de Isabela Veiga / Procura-se (Ficção, 2014, SP), de Jéssica Lopes / O Jovem Príncipe (Animação, 2015, BA), de Ducca Rios / H20BBY (Animação, 2015, SP), de Flávia Lopes Trevisan / Virando Gente(Animação, 2013, SP), de Analúcia Godoi / O Melhor Som do Mundo (Ficção, 2015, SP), de Pedro Paulo de Andrade / No Fim da Trama (Ficção, 2016, SC), de Patrícia Monegatto / Meninos e Reis (Documentário, 2016, SP), de Gabriela Romeu.


FEIRA DO LIVRO DO VALE DO PAJEÚ FESTA LITERÁRIA DE SERRA TALHADA/FLIST

FEIRA DO LIVRO DO VALE DO PAJEÚ
FESTA LITERÁRIA DE SERRA TALHADA/FLIST

CIRCO

DIA 08 - TERÇA FEIRA

09 h – Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias.

15 h –. Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias e apresentação do Grupo de Xaxado Zabelê.

21 h – Clênio Sandes e Chico Pedrosa: uma mistura explosiva de humor, causos, piadas, cordel e muita poesia.


DIA 09 - QUARTA FEIRA

09 h – Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias.

15 h –. Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias e apresentação do Grupo Sertão Frevo e o Hip Hop Resistência nas Ruas e Percussão.

20 h –Grupo de Xaxado Cabras de Lampião

21 h–  Show As Severinas.


DIA 10 - QUINTA FEIRA

09 h – Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias.

15 h –. Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias e apresentação do Espetáculo Mistura Pernambucana da FCCL.

20 h –Mulheres de sol e sangue – Performance poética com a atriz Daniela Câmara

21 h– Henrique Brandão


DIA 11 - SEXTA FEIRA

09h – Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias.

15h –. Shows de malabarismo, palhaços, trapezistas e brincadeiras lúdicas.
Contação de histórias e apresentação do Grupo de Danças Gilvan Santos.

20h–A mulher no atual cenário poético do Pajeú - Recital e bate papo com as poetisas Elenilda Amaral, Izabella Ferreira, Sara Cristovão, Thyelle Dias. Mediação de Izabelly Moreira

21h– Humor na Feira com Zelito Nunes e Eugênio Gerônimo.

22h – Apresentação do show Simplesmente com a cantora e poetisa Leda Dias.

Participação especial de Encerramento com Truvinca.


CINE CLUBE LAMPIÃO/MUSEU DO CANGAÇO

DIA 08 - TERÇA FEIRA
15 h – Papo Amarelo – O Primeiro Tiro.
            Redenção.

DIA 09 - QUARTA FEIRA
15 h - A Dona do Pecado dos Outros.
          Um Homem sem Sorte.

DIA 10 - QUINTA FEIRA
15 h – Bicho de Sete Letras.
          Dona Barbara do Araripe.

DIA 11 - SEXTA FEIRA
15 h – A Nona Cidade.
            Lampião e o Fogo da Serra Grande
           
LANÇAMENTOS DE LIVROS


DIA 08 - TERÇA FEIRA

19h30- Lançamento do livro – A MAIOR BATALHA DE LAMPIÃO: SERRA GRANDE E A INVASÃO DE CALUMBI, de Lourinaldo Teles Pereira Lima.

20h- Lançamento do livro DICIONÁRIO DE FOLCLORE PARA ESTUDANTES , de Rúbia Lóssio e Mário Souto Maior

20h30- Lançamento do livro ALMANAQUE PERNAMBUCO DE CAUSOS, MAL-ASSOMBROS E LOROTAS , de Rúbia Lóssio e Roberto Beltrão


DIA 09 - QUARTA FEIRA

19h30- Lançamento do livro – DE VOLTA A MINHA TERRA, de Adelmo Santos.

20h00- Lançamento do livro AS DUAS PEDRAS. CONTOS E PROSAS, de Paulo César Gomes

DIA 10 - QUINTA FEIRA

18H30 - Lançamento do livro CONECTANDO SABERES DA ESCOLA: ESCOLA , LITERATURA, EDUCAÇÃO E ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES,RELATOS E PROPOSTAS DE ATIVIDADES, de Adeilson Pinheiro Sedrins

19h- Lançamento do livro IN VIVO, de Sabrinna Alento Mourão

19h30 –Lançamento do livro CANTA DORES, de Isabelly Moreira.

20h- Lançamento do livro NOITE EM CLARA – UM ROMANCE (e uma mulher) EM FRAGMENTOS,de Sidney Niceas

20h30-Lançamento do livro ASPECTOS DESCRITIVOS E SÓCIO-HISTÓRICOS DA LÍNGUA FALADA EM PERNAMBUCO, de Adeilson Pinheiro Sedrinse Edmilson José de Sá ( Org)

DIA 11 - SEXTA FEIRA

19h – Lançamento do livro o GOGO DE OURO, de José Amaurílio de Sousa


SALA DAS PROSAS I

DIA 08 - TERÇA-FEIRA
14 h- Oficina Meu Livrinho com  Sabrina Carvalho e Camilo Maia- Editora Livrinho de Papel Fínissimo

19 h -A literatura não tem bons sentimentos - O escritor Ronaldo Correia de Brito conversa com o homenageado da festa, Raimundo Carrero, sobre a construção do seu universo literário

DIA 09 - QUARTA-FEIRA
14 h- Oficina Meu Livrinho com  Sabrina Carvalho e Camilo Maia-Editora Livrinho de Papel Fínissimo

19 h - Sobre os esforços que fazem a ficção - Marcelino Freire conversa com o homenageado Raimundo Carrero e relembra a experiência como aluno em suas oficinas de escrita.

DIA 10 – QUINTA-FEIRA
19 h- Delírios de Criação e Loucura - Uma leitura dramática da obra de Raimundo Carrero com as atrizes Ana Nogueira, Fabiana Pirro e Sílvia Góes.


DIA 11 – SEXTA-FEIRA
10h - Movimento Respeitem os 8 Baixos – Roda de conversa com Anselmo Alves (Produtor cultural) e Truvinca (Mestre de sanfona de 8 baixos) e mediação da pesquisadora Lêda Dias. ( Museu do Cangaço)

14h – Mulherio das letras de Pernambuco – Uma roda de bate papo com Patrícia Vasconcellos (Edta Caleidoscópio), Aninha Ferraz ( Edta Coqueiro) e Débora Echeverria ( EdtaCubzac)

14h-Workshop de Criatividade e Escrita com o Escritor Sidney Niceas.

18h30- De literatura e a nossa identidade sertaneja - Conferência do escritor Adriano Marcena.

19h30 - 40 anos no ar – Francisco José apresenta o seu livro e conversa sobre a jornada de um repórter pelos cinco continentes.


OUTRAS ATIVIDADES

ESCAMBO DE LIVROSerá um espaço para as pessoas trocarem livros em bom estado, só não podem ser didáticos ou religiosos. Qualquer pessoa pode chegar com um livro, deposita num cesto e pega outro.


ALVORADA LITERÁRIA FLIST: Todos os dias da Feira, às 5 da manhã, serão deixados livros em diversos pontos da cidade, para qualquer pessoa interessada numa boa leitura. O interessado recolhe o livro, lê e quando concluir a leitura, mesmo sendo após o evento, entrega o mesmo na Biblioteca Pública Municipal Cecílio Tiburtino. Livro gratuito para todos.

NOTA DE AGRADECIMENTO AO PUBLICO E ARTISTAS QUE PARTICIPARAM DO TRIBUTO A VIRGOLINO - A CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO

A FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO vem por meio dessa nota AGRADECER ao numeroso publico que se fez presente na programação do TRIBUTO A VIRGOLINO - A CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO edição 2017 com Programação no EREMPAC; no Cônego Torres; no Pátio da Feira Livre e na Estação do Forró a partir da 18h, culminando com a apresentação do Espetáculo O MASSACRE DE ANGICO - A MORTE DE LAMPIÃO. À grande Platéia que participou de cada atividade e que vibrou com cada apresentação o nosso Aplauso! O Projeto Incentivo: FUNCULTURA - FUNDARPE - SECRETARIA DE CULTURA/GOVERNO DE PERNAMBUCO. As Fotos são de Emmanuelle Silva





segunda-feira, 24 de julho de 2017

TRIBUTO A VIRGOLINO COMEÇA NESTA QUARTA-FEIRA DIA 26 DE JULHO COM UMA VASTA PROGRAMAÇÃO




No ano em que se comemoram os 120 anos do nascimento de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, o espetáculo "O Massacre de Angico - A Morte de Lampião", inicia nova temporada gratuita. De 26 a 30 de julho, as apresentações teatrais acontecem em Serra Talhada, sempre a partir das 20h, na Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária).

A peça conta o massacre de Lampião, Maria Bonita e seus companheiros de cangaço no leito de um riacho seco em Angico, em Sergipe. O roteiro do espetáculo é de autoria do pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Lampião nasceu. Segundo ele, o diferencial da história contada na peça é mostrar o lado humano do mais famoso dos cangaceiros. "Mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo, afetuoso, que não era somente a guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder, mas um homem que amava as poesias e sua gente", revela o autor.

Considerado o maior espetáculo ao ar livre do Sertão nordestino, a expectativa é reunir mais de 50 mil pessoas nos cinco dias da temporada. À frente da encenação, que conta com 50 atores e 70 figurantes, além de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa, está um mestre de grandiosas produções teatrais ao ar livre no Estado, o diretor, ator e dramaturgo José Pimentel, que também integra o elenco no papel do cangaceiro Corisco. Entre atores e atrizes, estão Emanuel Santos, Modesto Barros, Sandino Lamarca, Eriane Freitas, Juçara Queiroga e Neidinha Olímpio -  Miss Serra Talhada 2017 -, Karl Marx e Roberta Aureliano, que também canta durante a apresentação.

A encenação tem 1h30 de duração, e conta com uma arrojada trilha sonora que, além das vozes gravadas dos intérpretes, inclui obras de Chico Science a Amelinha. Os efeitos especiais e os cenários são assinados por Octávio Catanho (Tibi), parceiro de José Pimentel em todos os seus outros trabalhos. O espetáculo acontece desde 2012 e é realizado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio do FUNCULTURA/Secretaria de Cultura/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Serra Talhada, além de diversas empresas locais. A peça integra a programação do "Tributo a Virgolino - A Celebração do Cangaço - 120 Anos de Lampião", que acontece entre 26 e 30 de junho e vai contar com mais de 40 atividades culturais, como filmes, espetáculos teatrais, exposições fotográficas, shows, quadrilhas juninas, poetas, contadores de causos e capoeiristas, entre outras, em diversos pontos da cidade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O MASSACRE DE ANGICO - A MORTE DE LAMPIÃO CHEGA A 6ª EDIÇÃO E CELEBRA OS 120 ANOS DE NASCIMENTO DE LAMPIÃO



A temporada do MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO 2017 trará surpresas com novas cenas, acréscimo de cenários, incluindo novos atores e atrizes, como Emanuel Santos, Modesto Barros, Sandino Lamarca, Eriane Freitas, Juçara Queiroga e Neidinha Olímpio (Miss Serra Talhada 2017, que fará a CANGACEIRA DADÁ) e José Pimentel (que, além de dirigir, fará o CANGACEIRO CORISCO).
Há 120 anos nascia Virgolino Ferreira da Silva, que saltou pra dentro da História com o apelido de LAMPIÃO. E há 69 anos, o terrível encontro entre militares do Governo Getulista e cangaceiros liderados por Lampião e sua esposa, Maria Bonita, estes pegos de surpresa e quase sem nenhuma reação na madrugada do dia 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe, praticamente pôs fim à chamada Era do Cangaço. Em meio àquelas árvores retorcidas da caatinga e resultando num verdadeiro banho de sangue no sertão nordestino, 11 integrantes do afamado bando, incluindo o casal líder, foram mortos e tiveram suas cabeças decepadas. Esta tragédia verdadeira é o tema do grandioso espetáculo ao ar livre e gratuito “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”, concebido a partir do até então único texto dramatúrgico escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, nasceu. Mas o “molho” que rege toda esta história é o perfil apresentado deste homem símbolo do Cangaço, visto por um outro viés, bem mais humano, “mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo, afetuoso, que não era somente a guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder, mas um homem que amava as poesias e sua gente”, revela o autor.
Numa realização da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio do FUNCULTURA/Secretaria de Cultura/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Serra Talhada, além de diversas empresas locais, a montagem, que teve sua estreia em julho de 2012, com absoluto sucesso, volta a ser apresentada no município de Serra Talhada, de 26 a 30 de julho, sempre às 20h, na Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), sob o lema “O Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino”. Com entrada franca, a expectativa é reunir mais de cinquenta mil pessoas nos cinco dias da temporada. À frente da encenação, que conta com 50 atores e 70 figurantes, além de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa, está um mestre de grandiosas produções teatrais ao ar livre no Estado, o diretor, ator e dramaturgo José Pimentel.
Com cenas de relances quase cinematográficos, “O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO” reconta a vida do Rei do Cangaço, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, ainda em Serra Talhada. Para evitar uma tragédia iminente, e que de fato aconteceu, seu pai, Zé Ferreira, fugiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. Revoltados e para fazer justiça com as próprias mãos, Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos entregaram-se ao Cangaço, movimento que deixou muito político, coronel e fazendeiro apavorado nas décadas de 1920 e 1930 no Nordeste. Temidos por uns e idolatrados por outros, os cangaceiros serviram como denunciantes das péssimas condições sociais daquela época, tanto que a honra e bravura de Lampião foram decantadas pelos poetas populares, ao mesmo tempo em que o Governo o via como uma doença que precisava ser eliminada.
Foi com a decisão do então presidente da República, Getúlio Vargas, que as tropas militares conseguiram preparar, após diversas tentativas, uma emboscada em local propício, de única entrada e saída, em Angico. Mas até sua morte, outros fatos importantes da trajetória desde homem que marcou a história do Brasil, afamado como herói e bandido, são revelados, como seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exército Patriótico; as demonstrações de liderança e guerrilha nas visitas aos sete estados do Nordeste; seu amor à esposa, Maria Bonita, com frases poéticas ditas à luz do luar; a festa da cabroeira dançando xaxado e coco; e até a traição de Pedro de Cândida, coiteiro que foi torturado pelos militares e acabou entregando o local de repouso dos cangaceiros em terras sergipanas (Lampião foi assassinado aos 41 anos. Maria Bonita estava com 27).

No elenco, atores da própria Serra Talhada, mas também do Recife e Olinda, além da atriz/cantora Roberta Aureliano, que interpreta Maria Bonita e é natural de Maceió, Alagoas, mas passou toda a infância em Serra Talhada. O ator e dançarino Karl Marx, de apenas 27 anos, vive o protagonista. Integrante do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, ele comemora 13 anos à frente do mesmo papel, em outras montagens. “A responsabilidade é grande porque trata-se de uma personagem que mexe com a imaginação das pessoas, que influenciou a cultura popular sertaneja, os valores morais e até o modo de viver do nosso povo. Pra mim, que sou da terra de Lampião, que nasci e me criei ouvindo histórias sobre esses homens que escreveram nossa história com chumbo, suor e sangue, me sinto feliz e orgulhoso pela oportunidade de revelar seu lado humano, suas emoções, seus medos e todos os elementos que o transformaram nessa figura mítica. Este trabalho é mais do que um desafio profissional. É quase uma missão de vida, ainda mais quando se trata de Cangaço, tema polêmico que gera divergências, contradições e até preconceitos”.
Ambientada em cima de uma ribanceira de terra batida (mas sem ser necessária a itinerância do público e com visão privilegiada para todos), durante 1h30 a encenação acontece, contando com uma arrojada trilha sonora (que, além das vozes gravadas dos intérpretes, inclui obras de Chico Science a Amelinha, com a música Mulher nova, Bonita e Carinho, Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor, além de músicas do cancioneiro popular, como Mulher Rendeira; e a canção Se Eu Soubesse, na voz da atriz e cantora Roberta Aureliano, intérprete da Maria Bonita), iluminação detalhista e muitos efeitos especiais, estes últimos, assim como os cenários, assinados pelo mago da cenografia pernambucana Octávio Catanho (Tibi), parceiro de José Pimentel em todos os seus outros trabalhos.
FONTE: NIL JUNIOR
FOTOS: MANU SANTOS