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domingo, 25 de junho de 2017

O MASSACRE DE ANGICO - A MORTE DE LAMPIÃO - TEMPORADA 2017

“O Massacre de Angico – A morte de Lampião” lembrando os 120 ANOS DE LAMPIÃO, é encenado no Sertão pernambucano
Espetáculo teatral acontece entre os dias 26 e 30 de julho, na Estação do Forró, em Serra Talhada; expectativa é reunir mais de vinte mil pessoas nos cinco dias da temporada.

Novas cenas, cenário renovado, mais emoções e ação serão os ingredientes que marcarão a  edição  2017 do maior espetáculo ao ar livre do sertão brasileiro – O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO.


Paralelo ao espetáculo, haverá Feira de Artesanatos, shows musicais, apresentações de grupos de danças populares, violeiros repentistas, exibição de filmes e a CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO.


6ª edição do espetáculo “O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DELAMPIÃO”, que conta a vida do Rei do Cangaço, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião - afamado como herói e bandido - e seu bando, acontece entre os dias 26 e 30 de julho, às 20h, na Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), em Serra Talhada, no Sertão pernambucano. A peça mostra o perfil apresentado deste homem, símbolo do Cangaço, visto por outro viés, bem mais humano. A expectativa é reunir mais de vinte mil pessoas nos cinco dias da temporada. O evento é gratuito.

O espetáculo tem direção do ator e dramaturgo José Pimentel e conta no elenco com artistas locais e atores do Recife e de Olinda. “Lampião me faz recordar meu pai, Virginio Pimentel, que costumava me contar a história de que o encontrou duas vezes, antes mesmo de eu nascer. Tinha uma foto lá em casa com meu pai vestido de cangaceiro e usando os dois punhais que ele ganhou de presente! Por isso, desde pequeno, eu ouvia falar bem de Lampião, que para mim sempre foi um herói”, afirma Pimentel. O intérprete de Lampião é o ator e dançarino Karl Marx, integrante do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. “A responsabilidade é grande porque se trata de um personagem que mexe com a imaginação das pessoas, que influenciou a cultura popular sertaneja, os valores morais e até o modo de viver do nosso povo”, conta ele. A atriz e cantora alagoana Roberta Aureliano, que passou toda a infância em Serra Talhada, fará o papel de Maria Bonita.

A peça é concebida a partir do único texto dramatúrgico sobre o tema, escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Lampião nasceu. Sobre a mesma temática, Anildomá possui ainda as obras: Lampião, o Comandante das Caatingas; Xaxado: Dança de Guerra dos Cangaceiros de Lampião; Nas Pegadas de Lampião e Lampião: Nem Herói Nem Bandido – A História. “O  cangaceiro violento, bandido, que não abre um sorriso, já está retratado por aí. Eu quis mostrar o outro lado deste homem, que chora, se apaixona, sente medo da morte pressentida, faz declarações de amor. Um Lampião diferente, mais gente: um Lampião com alma, que fala de           morte sim, mas também de amor. Que desafia o inimigo com um punhal, mas, ao clarão da lua sertaneja, declara-se poeticamente à mulher amada. Essa é proposta do espetáculo”, revela Anildomá.

A peça acontece desde 2012 realizada pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, e conta com o apoio da FUNDARPE/ Secretaria de Cultura/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Serra Talhada, além de diversas empresas locais.

Serviço:

Espetáculo “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”
Local: Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária)
Datas: Entre os dias 26 e 30 de julho
Hora: A partir das 20h

ENTRADA GRATUITA.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

FIG 2017 SERÁ TRIBUTO A BELCHIOR E PRESTARÁ HOMENAGENS A HERMILO BORBA FILHO E A ARIANO SUASSUNA

A 27ª Edição do Festival de Inverno de Garanhuns acontece

de 20 a 29 de julho


Reprodução
A poesia de Belchior vai decorar a cidade durante o festival
O homenageado desta edição será o cantor cearense Belchior, falecido no último mês de abril. A escolha se deu pela poética que traduz nossos anseios contemporâneos e a esperança que muitos brasileiros precisam vivenciar no Brasil de hoje. A poesia de Belchior vai estampar a decoração da cidade, durante o evento.
Reprodução
Um concerto em homenagem a Belchior vai marcar a abertura oficial do FIG que, pelo segundo ano consecutivo, acontecerá na Catedral de Santo Antônio. A partir do dia 21/7, a programação tomará os demais palcos e espaços do festival, nos moldes da edição anterior.
Outros dois espaços do FIG também prestarão homenagens a artistas nordestinos. A Praça da Palavra vai lembrar o centenário de Hermilo Borba Filho; e o Palco de Cultura Popular, a partir deste ano, passa a se chamar Palco da Cultura Popular Ariano Suassuna, marcando o 90º aniversário do escritor.
O escritor e teatrólogo pernambucano Hermilo Borba Filho será lembrado na Praça da Palavra

FOTO DA INAUGURAÇÃO DO PRÉDIO DA PMST DE SERRA TALHADA EM 1969

Por Paulo César Gomes



A foto em destaque é do dia em que foi inaugurado o atual prédio da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, o evento ocorreu no dia 31 de março de 1969.

A foto pertence ao acervo pessoal do Professor e Poeta Dierson Ribeiro.

O prédio foi construído durante a terceira gestão do ex-prefeito Luiz Lorena. Antes a Prefeitura funcionava no local aonde hoje funciona a Coletoria Estadual, na Rua Cornélio Soares, mais conhecida como Rua dos Correios.

Fonte: blog do Professor Paulo Cesar Gomes

SERRA TALHADA EM 1944, A CIDADE COM POUCO MAIS 3.500 HABITANTES

Por Paulo César Gomes



Na imagem acima nos deparamos com a Serra Talhada de 1944, uma cidade sem nenhuma estrutura de urbanização ou arborização.

A foto é da Praça Sérgio Magalhães e Barão do Pajeú, mais que na época era oficialmente conhecida por Rua Monsenhor Afonso Pequeno, entre os populares a rua era chamada de “Rua Grande” ou “Rua da Igreja”.

A fotografia foi tirada em um dia de grande movimento na cidade, possivelmente uma procissão da Padroeira Nossa Senhora Penha, visto que naqueles tempo a população que residia na zona urbana era algo em torno de 3.500 pessoas, isso quer dizer que o momento era importante e com grande apelo popular.

Chama atenção a curiosidade de algumas pessoas em relação a quem estava tirando a foto e ao observarem a multidão que se descola nas laterais da rua, algo muito parecido com as movimentações feita nos dias de hoje na Praça Sérgio Magalhães, principalmente quando ocorrem vitórias esportivas ou políticas.

Fonte: blog Prof. Paulo Cesar Gomes

terça-feira, 13 de junho de 2017

TEM FORRÓ NO QUINTAL DO MUSEU DO CANGAÇO

O Quintal do Museu do Cangaço volta com sua programação artística a partir desse dia 07 de julho, com o FORRÓ PÉ DE SERRA  de Assisão e de Luizinho de Serra, fazendo o fechamento dos festejos juninos na Capital do Xaxado; o evento é promovido pela Fundação Cultural Cabras de Lampião que já planeja para os próximos finais de semana apresentações de teatro adulto e infantil e atrações como grupos de danças, violeiros e humoristas, para movimentar esse espaço com uma programação cultural diferenciada e que agrade aos serra-talhadenses.

ASSISÃO - já lançou 46 discos e é autor de mais 700 composições, suas músicas também fazem sucesso na voz de outros cantores como Elba Ramalho, Fagner e o Trio Nordestino. Entre os seus grandes sucesso se destacam: “Alegria e Sorriso”, “Peixe Piaba”, “Agora é Forró Que Vamos Ter”, “Pau Nas Coisas” e “Pequenininha” que já possui mais de 240 regravações e “Esquenta Moreninha” que é considerada por muitos como um dos hinos do São João brasileiro, com 55 anos de forró o mestre Assisão continua na ativa e faz a poeira subir com seu autentico jeito de fazer forró.

LUIZINHO DE SERRA - Não é de hoje que o sanfoneiro serra-talhadense, LUIZINHO é considerado um dos melhores do país. Ele já acompanhou artistas renomados do nordeste e mesmo do cenário nacional, e agora, resolveu investir também na sua voz. Além de tocar magistralmente um dos mais belos instrumentos, o acordeom (sanfona, para nós sertanejos), ele também canta e encanta com sua voz e musicalidade, tendo inclusive recentemente feito uma turnê pela Europa, pense que o cabra é bom de forró.

Então marque na sua agenda e venha forrozar com a gente aqui no Quintal do Museu do Cangaço - na atinga estação de trem da cidade.

SERVIÇO:
FORRÓ PÉ de SERRA no QUINTAL do MUSEU
COM ASSISÃO & LUIZINHO DE SERRA
DATA: 07 de julho 2017
HORA: 21h
Adquira sua Mesa ao Preço de R$ 60,00
Senha Individual R$ 20,00
Venda de Mesas e Senhas:
Museu do Cangaço
Informações: 87.3831.3860

segunda-feira, 12 de junho de 2017

PROJETO PASSEANDO PELA HISTÓRIA – MUSEU DO CANGAÇO MOVIMENTA O SERTÃO DO PAJEÚ COM INCENTIVO DA CAIXA CULTURAL


O município de Serra Talhada, terra natal do cangaceiro Lampião, retrata as histórias do Cangaço e aspectos do turismo local, por meio do projeto Passeando pela História – Museu do Cangaço, que teve início no sábado 13 de maio 2017. O projeto é direcionado aos professores e estudantes das escolas públicas do Sertão do Pajeú, que além de conhecer a história do seu povo, vão vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos de Lampião e seu bando.
De acordo com a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto visa levar as escolas a conhecerem os bens culturais, artísticos e históricos de Serra Talhada para que os jovens valorizem a memória do sertão pernambucano. “Todo o percurso será feito com acompanhamento de guias turísticos que detém total conhecimento dos fatos”, afirma ela.
O ponto de partida da aula/aventura é o Sítio Passagem das Pedras – onde nasceu Lampião. Nesse percurso, o grupo conhece o roteiro “Nas Pegadas de Lampião”, que passa pelas Pedras da Emboscada, onde aconteceu o primeiro confronto armado entre a família de Virgulino e Zé Saturnino (primeiro inimigo de Lampião), a Casa Grande da Fazenda Pedreira (palco de memoráveis confrontos com cangaceiros).
Na cidade, a visita começa na Praça Agamenon Magalhães, que originou o município de Villa Bella (atual Serra Talhada) e que ainda mantém os casarios construídos nos séculos XVIII e XIX. Depois, o grupo segue para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída pelos escravos no século XVII (1789/1790), é apontado o ateliê de PAROSI e a sede da centenária Filarmônica Vila-belense, fundada em 1905 para animar a festa da Padroeira, que conta com muitas histórias e lendas que permeiam o imaginário popular e a Casa da Cultura/Museu da Cidade, onde os jovens terão contato com o acervo cultural da cidade.
O Projeto termina no Museu do Cangaço, o maior do gênero no Brasil, que funciona na antiga estação ferroviária e que tem relíquias do personagem sertanejo (Lampião), como utensílios domésticos, armas, fotografias, livros, filmes e documentários sobre os cangaceiros, volante (como era chamava a polícia que perseguia Lampião) e outros personagens que foram parte forte da história do cangaço. Os visitantes serão recebidos por monitores que contarão a vida de Lampião e ainda irão acompanhar uma palestra do pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza, que tem quatro livros publicados sobre o tema.
O grupo poderá saborear a culinária sertaneja e apreciar a apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, dança criada pelos cangaceiros. Lampião deu uma grande contribuição para a cultura do sertão. “O Xaxado é uma dança que foi criada por Lampião e seus cangaceiros. Outra faceta pouco divulgada da vida dele é que ele era poeta e nos versos retratava o dia a dia do cangaço, as suas angústias, o que ele sentia falta enquanto cangaceiro e as durezas desta vida”, revela Karl Marx, coordenador técnico do evento.
O projeto conta com o patrocínio da Caixa Cultural - Governo Federal e já recebeu escolas dos municípios de Iguaraci, Afogados da Ingazeira, Tuparetama e Ingazeira, cidades que formam a macro região do Sertão do Pajeú  que inclui Calumbi, Santa Terezinha, Solidão, Itapetim, Brejinho, Carnaíba, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo, São José do Egito, Flores, Tabira que a partir de julho vivenciaram essa experiencia.
da Assessoria
Fotos Sebastião Costa

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DOROTEA NOGUEIRA SERÁ GUERREIRA EM PAGINAS DE CALENDÁRIO EM 2018



 O PROJETO GUERREIRAS DO CALENDÁRIO - Idealizado em 2012 é uma iniciativa que reúne todos os anos mulheres que lutam contra o câncer - a maioria de mama - para posar para um calendário que terá a verba de sua venda revertida para algum bem relacionado aos tratamentos oncológicos. As edições anteriores foram lançadas nos anos de 2014, 2015, 2016 e 2017. É uma ação realizada pelo ROTORY INTERNACIONAL – distrito 4500.
Guerreiras do Calendário é feito por 12 pacientes ou ex-pacientes oncológicos para arrecadar fundos para a compra de um mamógrafo móvel. Um calendário especial para estimular o tratamento contra o câncer de mama é lançado a cada ano. O projeto "Guerreiras do Calendário" conta com fotos de mulheres que já viveram ou estão passando pelo tratamento contra o câncer. Nas fotos que sempre são temáticas, as guerreiras aparecem em momentos lúdicos e de singela beleza, mostrando a força que se deve ter na luta contra essa temível doença.
Dorotea Nogueira nossa querida e sempre vibrante artista, militante da campanha de prevenção contra o câncer de mama com sua Maria amiga do peito – uma cangaceira toda e rosa que brilha em eventos e campanhas para alertar as mulheres da importância do exame e da prevenção na luta contra essa doença, que se diagnosticado cedo tem cura – ela viveu esse drama em 2007 e saiu curada, firme e forte. Sua foto ilustrará a pagina de julho mês de seu nascimento; as fotos serão feitas em junho desse ano e o lançamento do calendário finalizado em outubro mês pulsante da campanha outubro rosa.
Aqui em Serra Talhada, Dorotea pretende lançar o calendário na segunda edição do - “Chã das Guerreiras”, evento realizado por ela no restaurante Dona Auristânia no mês de outubro. Essa guerreira tem brilhado muito no teatro e nas telas do cinema com trabalhos marcantes e que ela realiza com um cuidado todo especial e uma dedicação singular.
No cinema ela já viveu personagens como a Caipora do filme Bicho de 7 Letras;  d. Creusa no curta A Dona do Pecado dos Outros; dona Joana no longa Sertão de Sonhos – o filme; Maria Ferreira, Mãe de Lampião em Papo Amarelo – O Primeiro Tiro; Uma ex-atriz no filme A Nona Cidade; Beata/rezadeira em Nova Iorque de Léo Tabosa; Beata/Fofoqueira em Lampião e o Fogo da Serra Grande da Fundação Cultural Cabras de Lampião, entidade cultural pela qual ela alimenta um carinho todo especial.
No teatro ela fez apresentações em escolas na época de estudante e a mais de 30 anos atuou na peça: Seca do Sertão, representando uma Retirante; passou muitos anos sem atuar depois da cura da doença em 2012 retoma com toda energia esse sonho e têm atuado em espetáculos como: O Massacre de Angico – A Morte de Lampião fazendo uma Carpideira e uma Cangaceira; na Via Sacra do Jesus a 4 anos ela vive Claudia (esposa de Pilatos), atuou no esquete Geração positiva, Apresentação de encerramento do Grupo de atores pela Cia 2 em cena de Teatro, Circo e Dança; em 2016 nasce a palhaça Ambrosina no espetáculo de conclusão do Curso de Palhaçaria - Crássicos do Circo.

Desejo a essa guerreira muito sucesso nessa empreitada e a coluna Cena Aberta, estará sempre disponível para mostrar as histórias dessa mulher que é puro encantamento, enquanto pessoa e artista, uma guerreira brilhante, cheia de talentos, repleta de iniciativa e que vai atrás de realizar seus sonhos, deixando sua marca em cada feito e mostrando às mulheres que passam esse drama (ser diagnostica com câncer), que a cura é possível e parte dela está na força de vontade de viver após o tratamento.



CURSOS DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA GRATUITA

A Fundação Cultural de Serra Talhada disponibiliza no CEU das Artes no Bairro da Caxixola, oficinas culturais em várias modalidades. Faça sua inscrição, é grátis.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL NO CEU DAS ARTES NO BAIRRO CAXIXOLA

Na próxima sexta-feira, dia 09.05 as 20:00 horas, tem teatro no CEU das Artes. Venha assistir ao espetáculo FULANA, SICRANA, BELTRANA. Uma comédia muito divertida. Texto de Paulo Sacaldassy. Com Carlos Silva, Gildo Alves e Dany Feitosa. TEATRO É AO VIVO. A entrada é gratuita e o assentos são limitados.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ASSISÃO - O REI DO FORRÓ MANTEM VIVA A TRADIÇÃO JUNINA

Assisão é o nome artístico de Francisco de Assis Nogueira, que nasceu em Serra Talhada no dia 5 de maio de 1942. Desde criança descobriu que o forró estava em seu DNA. Quando era adolescente pensava em ser médico, foi estudar em Recife no Colégio Salesiano onde fez o curso preparatório pra prestar vestibular, mas desistiu da medicina antes do vestibular. Voltou pra Serra Talhada, seu negócio era cantar. No dia 5 de maio de 2017, completou 75 anos de vida e 55 de carreira. Seu primeiro compacto foi gravado na Gravadora Rosemblit em 1962, com quatro músicas de sua autoria. Entre o compacto e o primeiro LP se passaram 15 anos. Hoje têm mais de 48 discos gravados, só a música "Pequenininha" tem mais de 250 regravações. Hoje ele tem na bagagem mais de 700 músicas que foram feitas sozinho. A música "Estrela Guia", que foi gravada por Fagner, fez sucesso até no exterior. Sua fama como compositor levou a Gravadora Bervely a lançá-lo nacionalmente no álbum "Faz e Diz", um disco todo autoral. Ele acha que isso demorou muito porque nunca morou no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Até hoje ele vai e volta, cantando pelo Brasil afora, no seu ônibus, levando 13 pessoas que formam a sua banda. Mesmo morando em Serra Talhada conseguiu lançar seus discos pelas maiores gravadoras do país: RCA, EMI, Copacabana, Chantecler e Continental. Em 1993 ele fez o maior sucesso com a música: “Eu Quero Meu Amor”, gravada por Elba Ramalho, na novela “Renascer” da Rede Globo, no horário nobre. Uma novela de Benedito Ruy Barbosa. Nos anos 80 eu morava em São Paulo e ao entrar numa loja para comprar um disco de Raul  Seixas, eu senti muita emoção quando vi num corredor um LP de Assisão. Eu comprei esse disco e mostrei a todos os meus amigos. Tem um programa na Rádio bandeirante de São Paulo que começa as 4 horas da madrugada, é um programa de forró: “O Varandão do Pajeú”, com Mano Novo e Mano Véio. Era através desse programa que eu matava a saudade das coisas do meu sertão. Eu ouvia todo dia e sentia uma emoção, com as músicas que tocavam gravadas por Assisão. Na Avenida Gaspar Líbero que fica no centro de São Paulo, ao passar por uma loja de disco, eu escutei uma música que me chamou atenção. Numa letra que dizia: “Que forrozinho bom, parece cair do céu, lá em Serra Talhada na fazenda São Miguel”. Eu nem quis saber se estava indo atrasado para o trabalho, desci do ônibus, entrei na loja e comprei o LP de Assisão. O programa de forró, “O Varandão do Pajeú”, me dava um banho de emoção, através desse programa eu anoitecia em São Paulo e amanhecia no sertão, com o forró pé de serra dentro do meu coração. Assisão sempre foi um cantor independente, desde o início da carreira não seguiu nenhuma moda, e não aderiu a nenhum grupo ou associação de classes. Diz que existem muitos cantores que estão morrendo lascados, chegando ao fim da carreira sem ter dinheiro guardado. E pelo andar da carruagem, um dia o forró se acaba, quem vem fazer o São João é a cantora Lady Gaga.

Texto de ADELMO SANTOS, ESCRITOR.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CIRCULAÇÃO DA AULA ESPETÁCULO ENTRE O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO E O MESTRE DO FORRÓ ASSISÃO LEVOU OS RITMOS JUNINOS A ESCOLAS DE REFERENCIA DE VÁRIAS CIDADES

      Os alunos da Escola de Referência Tito Pereira de Oliveira, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), da Escola Dr. Joaquim Correia, em Vicência e EREM Joaquim Lira Aliança, na Mata Norte de Pernambuco, e a EREM Austro Costa de Limoeiro no Agreste receberam nos dias 29 e 30 de maio, o Projeto No Forró dos Cangaceiros - aula espetáculo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião e o Mestre do Forró Assisão.

   A aula com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião e o cantor Assisão que consiste em apresentações musicais e aulas sobre a cultura nordestina, como os ritmos Xaxado, forró pé de serra, o xote, o baião, o e forró autêntico. “O evento tem como objetivo reafirmar nossos valores fundamentados na identidade cultural sertaneja, sobretudo ao ciclo junino, tendo como ponto de partida a musicalidade e o ritmo da obra de Assisão, numa interação estética e inovadora com a poesia e a dança do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, resultando num espetáculo emocionante e de beleza singular”, revela Cleonice Maria, coreógrafa e diretora da aula espetáculo, além de presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião. O projeto conta na produção com 25 pessoas e tem Incentivo do FUNCULTURA/FUNDARPE - SECRETARIA DE CULTURA/GOVERNO DE PERNAMBUCO.

     A trupe passou ainda pela cidade de Porção no Sertão do Moxotó onde a EREM Comendador Manoel Caetano de Brito preparou um bela recepção para receber o cantor que muito tempo não tocava por lá e o grupo de Xaxado que é referencia mundial nesse ritmo.
    O Projeto segue nesse dia primeiro de junho em Carnaíba e termina no dia 06 na EREM José Pereira Burgos. 


segunda-feira, 22 de maio de 2017

MEDÉIA NO CEU


MEDÉIA – O EVANGELHO: Ao assassinar os filhos, em uma clara visão de vingança, Medéia chega ao Olimpo, na carruagem de Apolo, pai do seu pai, depois de vagar 10 anos pela terra.
É esse o instante em que se inicia o espetáculo.
Numa visão em flash back, a direção procura na força da interpretação, promover diálogos lógicos, entre Medéia e os demais personagens da trama original, mesmo tratando-se de um monólogo.
Em momento algum o ator estará sozinho em cena. O público por vezes será o outro personagem: ora os deuses, no Olimpo, ora as mulheres do Corinto.
Um texto magnífico, uma direção impecável, um ator de primeira grandeza. MEDÉIA chega aos amantes do teatro de Serra Talhada.
Texto de: Albemar Araújo (adaptado da obra de Eurípides)
Atuação de Albemar Araújo
Direção de Normando Roberto Santos.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

PROJETO PASSEANDO PELA HISTÓRIA NO MUSEU DO CANGAÇO MOVIMENTA O SERTÃO DO PAJEÚ


O município de Serra Talhada, terra natal do cangaceiro Lampião, vai retratar as histórias do Cangaço, por meio do projeto "Passeando pela História - Museu do Cangaço", que começa neste sábado, direcionado aos professores e adolescentes das escolas públicas do Sertão do Pajeú. Das 8h30 às 17h, no Museu do Cangaço, além de conhecer a história do seu povo, eles vão vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos de Lampião e seu bando.

De acordo com a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto visa levar as escolas a conhecerem os bens culturais de Serra Talhada para que os jovens valorizem a história do sertão pernambucano. "Todo o percurso será feito com acompanhamento de condutores turísticos que detém total conhecimento dos fatos", afirma.

O ponto de partida da aventura será o Sítio Passagem das Pedras, onde nasceu Lampião. Nesse percurso, o grupo irá conhecer o roteiro "Nas Pegadas de Lampião", que passa pelas Pedras da Emboscada, onde aconteceu o primeiro confronto armado entre a família de Virgulino e Zé Saturnino (primeiro inimigo de Lampião), a Casa Grande da Fazenda Pedreira (palco de memoráveis confrontos com cangaceiros) e encerra, voltando para a Cidade onde acontece uma programa que vai da visita monitorada ao acervo do Museu, exibição de um documentário no Cine Clube Lampião, almoço regional e uma Apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião.

ATOR GLOBAL QUE ESTEVE EM SERRA TALHADA EM 1999 MORRE AOS 75 ANOS

Nota de pesar da Fundação Cultural Cabras de Lampião pela morte do consagrado ator Nelson Xavier aos 75 anos, na noite desta terça-feira, 09 de maio em Uberlândia, Minas Gerais.

O ator esteve em Serra Talhada em 1999 em busca de informações sobre Lampião já que em 1982 tinha interpretado o famoso Cangaceiro na série global Lampião e Maria Bonita, escrita por Agnaldo Silva, com informações sobre o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião foi papar na casa do historiador Anildoma Willans, mentor do referido grupo e escritor de livros sobre o cangaço, que na ocasião o convidou para interpretar Lampião no Espetáculo O Massacre de Angico – A Morte de Lampião de sua autoria, que aquela época já pensava em realizar. Nossos sentimentos à família.

Nascido em São Paulo em 30 de agosto de 1941, Nelson Agostini Xavier cursou direito, mas sua paixão pela arte foi mais forte. Iniciou sua carreira no teatro, com peças como “Eles Não Usam Black-tie” (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, “Chapetuba Futebol Clube” (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, “Gente como a Gente” (1959), de Roberto Freire, e “Julgamento em Novo Sol” (1962), de Augusto Boal.

terça-feira, 9 de maio de 2017

MOSTRA DE CINEMA EM AFOGADOS DA INGAZEIRA

Divulgação
Divulgação
Cine São José
Os filmes apontam para lugares específicos onde a MPC busca estabelecer sua identidade, entre o debate político-social e a criação cinematográfica. Entre os títulos inéditos em PE estão os curtas “Diamante – o bailarina”“O estacionamento”“Ferroada”“Não me prometa nada”, “Impeachment” e “Vazio do lado de fora”, este último, selecionado para o próximo Festival de Cannes. Outros títulos importantes da recente produção brasileira são “Estado Itinerante”“Aqueles que ficam”“KBELA” e “Solon”. Do estado serão exibidos “Na missão, com Kadu”“Ainda me sobra eu”“FotogrÁfrica”“A ilha no meio do mundo”“Iluminadas” e, de São José do Egito, o inédito “Luz, Câmera, Carona!”.
A mostra de longas este ano amplia o foco para filmes brasileiros, apresentando obras urgentes como “Entre os homens de bem”, crítica ao ultraconservadorismo do Congresso Nacional, sob o ponto de vista do deputado Jean Wyllys; a ficção maranhense “Lamparina da Aurora”, em homenagem de Frederico Machado a seu pai, o poeta Nauro Machado; “Precisamos falar do assédio”, eficiente forma de tratar o tema de violência física e simbólica contra a mulher; e “Um Filme de Cinema”, nova e instigante abordagem de Thiago B. Mendonça para o cinema infantil.
De Pernambuco, “Martírio” e “Joaquim” olham de maneiras bastante próprias para a formação da sociedade brasileira e seus amargos sintomas que reverberam no agora. Rodado no sertão do Pajeú e da Paraíba, “O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras” parte do mote específico – a pessoa e os versos de Severina Branca – para fazer um panorama da poesia na região.
Mesas – No dia 16 de maio, a programação contará com a mesa “Cinema, Educação e Direitos Humanos, formada por Rosinha Assis (Recifest), Anna Andrade (Mulheres no Audiovisual PE e Cartas ao Mundão) e Alexandre Pankararu (Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo); no dia 17 de maio a mostra terá a mesa “Cinema, luta e resistência composta por Elaine Una (Cineclube Casa Farol e Movimento #OcupeCineOlinda), a jornalista Priscila Urpia (Cineclube CineRua / Movimento #CineRuaPE) e o realizador Pedro Severien (Ocupe Estelita). Já no dia 18 de maio será discutido o protagonismo dos negros e negras no cinema com a mesa “Participação e representação do negro no audiovisual”, formada pela atriz Dandara de Morais, a realizadora Juliana Lima (Mulheres no Audiovisual PE) e Igor Travassos (produtor, realizador e cineclubista).
Filme de abertura – A exibição do longa-metragem “Quelé do Pajeú” (Brasil, 1969), de Anselmo Duarte (“O Pagador de Promessas”), filme dado como desaparecido até ano passado, quando foi encontrado na Itália. Trata-se do primeiro filme rodado em 70 mm e som estéreo, uma história de vingança no sertão protagonizada por Jece Valadão, Rosana Ghessa e Tarcísio Meira. Na ocasião será feita uma homenagem ao produtor do filme, Ruy Pereira.
#CineRuaPE – O Cine São José é a casa da MPC e nele temos um dos poucos cinemas de rua em atividade no país. Fundado em 1942, ele passou por várias mudanças e chega ao século 21 com dificuldades para continuar funcionando, à espera da modernização técnica para entrar na era digital. Para provocar novas ideias e ações neste sentido, foi concebido em parceria com o Movimento #CineRuaPE um programa especial com exibições e debates com especialistas, marcado para a manhã de sábado (20).
Sessão Abraccine - No domingo (14) será exibido o documentário “Outro Sertão”, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, conectando a MPC ao circuito de exibição promovido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) em dez cidades brasileiras. O filme trata de forma poética o resultado de dez anos de pesquisa sobre os anos do escritor Guimarães Rosa na Alemanha nazista, onde atuou com Cônsul do Brasil em Hamburgo. Após a sessão, haverá debate com o professor de história José Rogério Oliveira (FASP) e André Dib (curador da MPC).
Oficinas - As oficinas da 3ª MCP serão realizadas entre os dias 8 e 13 de maio. Ao todo quatro oficinas serão ministradas na Secretaria Municipal de Assistência Social de Afogados de Ingazeira: captação de som, edição, produção e crítica de cinema, distribuídas nos turnos da manhã, tarde e noite.
A 3ª edição da Mostra Pajeú de Cinema é organizada pela Pajeú Filmes, com incentivo do Funcultura / Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco e conta com apoio da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, Vilarejo Filmes, Rádio Pajeú AM e Movimento #CineRuaPE.
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serviço
3ª Mostra Pajeú de Cinema
Quando: 14 a 20 de maio de 2017
Onde: Cine São José (Afogados Da Ingazeira – PE)
Gratuito

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
Domingo – 14/05 - 18h30 – Sessão Abraccine: Outro Sertão (ES, 2013, doc, cor, HD, 73’), de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela *debate com o historiador José Rogério Oliveira e André Dib (curador da MPC).
20h – Sessão de Abertura: Quelé do Pajeú (RJ, 1969, fic, cor, 35 mm, 107’), de Anselmo Duarte *em homenagem ao produtor Ruy Pereira.

Segunda – 15/05 - 8h - Matinê 1 
Vento (RJ, animação, cor, HD, 2016, 14’), de Beca Furtado
Os olhos de Cecília (RJ, fic, cor, HD, 2015, 19’), de Vitor Hugo Fiúza*
Animais (SP, animação, cor, HD, 2015, 13’), de Guilherme Alvernaz
Nº 27 (PE, fic, cor, 35mm, 2008, 19’), de Marcelo Lordello
Eu queria ser um monstro (RJ, animação, cor, HD, 2009, 8’), de Marcelo Marão

18h30 – Programa 1: Campo de batalha
A morte do cinema (BA, 2016, doc, cor, HD, 20’), de Evandro de Freitas
Tatame (RJ, 2016, doc, cor, HD, 21’, de Daniel Nolasco, Felipe Fernandes
Diamante, o bailarina (SP, 2016, fic, cor, HD, 22’), de Pedro Jorge*
Vazio do lado de fora (RJ, 2016, fic, cor, HD, 22’), de Eduardo Brandão Pinto*

20h – Longa
Precisamos falar do assédio (SP, doc, cor, HD, 2016, 80’), de Paula Sacchetta

Terça – 16/05 - 9h – Mesa 1: Cinema, Educação e Direitos Humanos
18h30 – Programa 2: Ver e Poder (102’)
Impeachment (ES, 2016, doc, cor, HD, 15’), de Diego de Jesus*
Jornal (RJ, 2017, doc, cor, HD, 22’), de Luiz Rosemberg Filho*
Luz, câmera, carona! (PE, 2017, doc, cor, HD, 17’), de José Alberto Júnior**
O olho do cão (RJ, 2016, fic, cor, HD, 20’), de Samuel Lobo*
Na missão, com Kadu (PE, 2016, doc, cor, HD, 28’), de Aiano Mineiro, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito

20h – Longa
Entre os homens de bem (SP, 2016, doc, cor, HD, 104’), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros*

Quarta – 17/05 - 9h – Mesa 2: Cinema, luta e resistência
18h30 – Programa 3: Ao que vai nascer (94’)
A Boneca e o Silêncio (SP, 2015, fic, cor, HD, 19’), de Carol Rodrigues *
KBELA (RJ, 2016, fic, cor, HD, 21’), de Yasmin Thayná
Iluminadas (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Gabi Saegesser
Solon (MG, 2016, fic, cor, HD, 16’), de Clarissa Campolina*
Estado itinerante (SP, 2016, fic, cor, HD, 25’), de Ana Carolina Soares

20h – Longa
Martírio (PE, 2016, doc, cor, HD, 160’), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida

Quinta – 18/05 - 9h – Mesa 3: Participação e representação do negro no audiovisual
18h30 – Programa 4: Pais e filhos (60’)
O voo (SP, doc, cor, HD, 2015, 11’), de Manoela Ziggiatti*
Quando os dias eram eternos (SP, 2016, animação, cor/PB, HD, 12’), de Marcus Vinícius Vasconcelos
FotogrÁfrica (PE, 2016, doc, cor, HD, 25’), de Alice Chitunda
Confidente (RJ, 2016, fic, PB, HD, 12’), Miguel Seabra e Karen Akerman*

20h – Longa
Um filme de cinema (SP, 2017, fic, cor, HD, 85’), de Thiago B. Mendonça*

Sexta – 19/05
8h – Matinê 2 (77’)
O voo (SP, doc, cor, HD, 2015, 11’), de Manoela Ziggiatti*
Boycóptero (PR, animação, cor, HD, 2016, 11’), de Almir Correia*
DaliVinCasso (SP, animação, cor, HD, 2014, 11’), de Marcelo Castro e Marlon Tenório
Outubro Acabou (RJ, cor/PB, HD, 2015, 23’), de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman
A orelha de Van Gogh (MG, animação, cor, HD, 2016, 10’50’’), de Thiago Franco Ribeiro*

Programa 5: Poetas - 18h30 - Curta: Ferroada (SP, 2016, doc, cor, HD, 25’), de Adriana Barbosa e Bruno Mello Castanho*
Longa: Lamparina da Aurora (MA, 2017, fic, cor, HD, 75’), de Frederico Machado*

20h – Curta: Armazém do Limoeiro (SP, 2016, doc, cor, HD, 18’), de Fábio Bardella e Filipe Augusto*
Longa: O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras (PE, 2016, doc, cor, HD, 78’), de Petrônio Lorena

Sábado – 20/05 - 10h – Programa 6: CINE RUA
Sessão entre amigos (PB, 2010, doc, cor, digital, 17’), de Cristhine Lucena*
CAMPOCONTRACAMPO (PR, 2016, doc, cor, HD, 15’), de Nathalia Cavalcante*
Imbilino vai ao cinema (GO, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Samuel Peregrino*
A morte do cinema (BA, 2016, doc, cor, HD, 20’), de Evandro de Freitas

11h - Debate: “Que cinema nós queremos? – planos para o Cine São José” 
18h30 – Programa 7: Terras estrangeiras (97’)
O estacionamento (PR, 2016, fic, cor, HD, 15’), de William Biagioli*
A ilha no centro do mundo (PE, 2016, fic, pb, HD, 22’), de Felipe André Silva
Aqueles que ficam (PB, 2015, fic, cor, HD, 24’), de Arthur Lins
Ainda me sobra eu (PE, 2016, doc, cor, HD, 15’), de Taciano Valério
Não me prometa nada (RJ, 2016, fic, cor, HD, 21’), de Eva Randolph*

20h – Longa
Joaquim (PE, 2017, fic, cor, HD, 97’), de Marcelo Gomes

Mesa 1: Cinema, educação e direitos humanos.
Conversar sobre a utilização do audiovisual como meio de formação educacional em seus diversos ambientes e possibilidades, bem como no conhecimento e fortalecimento da luta por direitos humanos individuais e coletivos dentro do Estado de Pernambuco.

Integrantes: Rosinha Assis – Recifest.
·         Anna Andrade – Mulheres no Audiovisual PE e projeto Cartas ao Mundão.
·         Alexandre Pankararu – cineasta e representante da APOINME (Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo).
Mesa 2: Cinema, luta e resistência.
Debater sobre o cinema, espaço de exibição e produção, como lugar de resistência e luta por direitos. Para tal, relatos e trocas de experiências de resistência de/em espaços de exibição e produções pernambucanas.

Integrantes:   Elaine Una – representante do Cineclube Casa Farol e do Movimento Ocupe Cine Olinda.
·         Priscila Urpia – jornalista e membro do Cineclube CineRua e do Movimento #CineRuaPE.
·         Pedro Severien – realizador e representante do coletivo audiovisual ligado ao Movimento Ocupe Estelita.
Mesa 3: Participação e representação do negro no audiovisual.
Refletir sobre os espaços ocupados por negros e negras na realização audiovisual pernambucana, e brasileira. Bem como esta tem contribuído para a manutenção e/ou quebra de estereótipos sobre a população afrodescendente no país.

Integrantes: Dandara de Morais – atriz.
·         Juliana Lima – realizadora / Mulheres no Audiovisual PE.
·         Igor Travassos – produtor, realizador e cineclubista
Sinopses: 
Entre os homens de bem (SP, 2016, doc, cor, HD, 104’), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros. Jean Wyllys é um dos deputados que transitam no Congresso Nacional atualmente. O político, que também é jornalista e professor, luta em favor das minorias, além de ser um dos maiores representantes da causa LGBT. Agora, ele expõe um período de três anos de sua rotina no âmbito público, o que provoca uma reflexão sobre uma época de polarização na política brasileira.
thumbnail_Entre homens de bem

thumbnail_Joaquim
Joaquim (PE, 2017, fic, cor, HD, 97’), de Marcelo Gomes. Com Júlio Machado, Nuno Lopes, Rômulo Braga, Isabél  Zuaa. A história dos acontecimentos e fatos que levaram Joaquim José da Silva Xavier, um dentista comum de Minas Gerais, a se tornar mais conhecido pela alcunha de Tiradentes, transformando-se em um importante herói nacional e mártir que veio a liderar o levante popular conhecido como “Inconfidência Mineira”.
thumbnail_Joaquim

thumbnail_Lamparina da Aurora
Lamparina da Aurora (MA, 2017, fic, cor, HD, 75’), de Frederico Machado. Com Buda Lira, Antonio Saboia. Nessa fábula existencial sobre o tempo, o corpo e a natureza, um casal de idosos recebe a visita de um jovem misterioso, todas as noites na fazenda abandonada em que passaram a viver.
thumbnail_Lamparina da Aurora

thumbnail_Martírio
Martírio (PE, 2016, doc, cor, HD, 160’), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida. Com Oriel Benites, Myriam Medina Aoki, Celso Aoki, Tonico Benites.  Uma análise da violência sofrida pelo grupo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil nos dias de hoje e que habita as terras do centro-oeste brasileiro, entrando constantemente em conflito com as forças de repressão e opressão organizadas pelos latifundiários, pecuaristas e fazendeiros locais, que desejam exterminar os índios e tomar as terras para si.
thumbnail_Martírio

O silêncio da noite
O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras (PE, 2016, doc, cor, HD, 78’), de Petrônio Lorena. Rodado nas cidades de São José do Egito, em Pernambuco, e Ouro Velho e Prata, na Paraíba, o documentário tem como personagem a própria poesia, presente no cotidiano da população que vive na fronteira entre os dois estados. Nas festas, nas casas, nas ruas, nos mercados, em barbearias e bares, a verve poética aparece na voz dos descendentes de célebres vates do sertão e dos habitantes que convivem com essa tradição, relembrando histórias de cantorias, grandes respostas poéticas e dissertando sobre o sentimento e os temas da poesia na região.
O silêncio da noite

thumbnail_Precisamos falar do assédio
Precisamos falar do assédio (SP, doc, cor, HD, 2016, 80’), de Paula Sacchetta. O documentário é resultado de um experimento social onde, durante a semana da mulher, uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro para coletar depoimentos de mulheres que já foram vítima de algum tipo de assédio. Ao todo, foram 140 relatos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, que nada têm em comum além de terem sofrido alguma violência.
thumbnail_Precisamos falar do assédio

thumbnail_Quelé do Pajeú
Quelé do Pajeú (RJ, 1969, fic, cor, 35mm, 107’), de Anselmo Duarte. Com Tarcísio Meira, Jece Valadão, Rosana Ghessa. Após ver sua irmã ser violentada por um desconhecido, Clemente, mais conhecido como Quelé na região, só vê uma saída: vingar sua irmã. Quelé sai do interior do estado de Pernambuco e começa a buscar nas matas e no brejo pelo homem que desgraçou sua irmã, enfrentando grandes perigos e contratempos durante a jornada.
thumbnail_Quelé do Pajeú

Um filme de cinema (SP, 2017, fic, cor, HD, 85’), de Thiago B. Mendonça. Com Bebel Mendonça, Isadora Mendonça, Rodrigo Scarpelli, Eugenia Cecchini, Antonio Petrin. Protagonizado por uma criança, o filme aborda o tema do que é cinema numa atmosfera de conto infanto-juvenil.