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quinta-feira, 28 de abril de 2011

CABRAS DE LAMPIÃO - AGENDA

O Grupo de Xaxado Cabras de Lampião segue percorrendo os sertões nordestinos divulgando o Xaxado. Veja as apresentações do Grupo agendadas para o mês de MAIO:

04/05/11 (Quarta-feira)
Triunfo, PE (SESC)

06/05/11(Sexta-feira)
Sousa, PB (Centro Cultural Banco do Nordeste)


13/05/11 (Sexta-feira)
Serra Talhada, PE (Museu do Cangaço)

19/05/11 (Quinta-feira)
Arcoverde, PE (II Festival Cena Aberta)

20/05/11 (Sexta-feira)
Piranhas, AL (Centro Cultural)

21/05/11 (Sábado)
Poço Redondo, SE (Praça de Eventos)

Grupo de Xaxado Cabras de Lampião

Grupo de Xaxado Cabras de Lampião
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com
Tel: (87) 3831 3860 / 3831 2041

MUSEU DO CANGAÇO


MUSEU DO CANGAÇO
NA ESTAÇÃO DO FORRÓ
Serra Talhada – Pernambuco - Brasil

O MUSEU DO CANGAÇO/PONTO DE CULTURA CABRAS DE LAMPIÃO tem no seu acervo:

  • Móveis e utensílios da época do cangaço;
  • Processos jurídicos contra Lampião e outros cangaceiros;
  • Bilhetes escritos pelo próprio punho de Lampião;
  • Armas pertencentes a cangaceiros;
  • Acervo de matérias de jornais da época do cangaço noticiando as ações e a morte de Lampião;
  • Demonstrativo de ervas medicinais da vegetação da caatinga;
  • Vasta biblioteca do cangaço;
  • Teses de mestrados e monografias focando o cangaço e Lampião feita por estudiosos de todo Brasil e do exterior;
  • Mais de quinhentos títulos de versos de cordéis;
  • Laudos médicos e raios-X das cabeças dos cangaceiros quando decepadas pela polícia;
  • Acervo de aproximadamente 800 fotografias do cangaço;
  • Documentários em DVDs (sobre Lampião, Zumbi dos Palmares, Antonio Conselheiros e Padre Cícero);
  • Sala multimídia: Filmoteca - filmes e documentários em DVDs, sala de exibição de filmes e documentários;
  • Sala de estudo e pesquisa;
  • Loja de artesanatos, livros, cordéis, cartão postal, etc.

AGENDE SUA VISITA
MUSEU DO CANGAÇO
PONTO DE CULTURA CABRAS DE LAMPIÃO
Telefone: (87) 3831 3860  e (87) 9938 6035
E-mail - cabrasdelampiao@gmail.com

domingo, 24 de abril de 2011

ARRETADO, CHICO CÉSAR!



O PONTO DE CULTURA CABRAS DE LAMPIÃO  manifesta total apoio a nota publicada pelo Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César. Esse sentimento deve ser aplicado também para os municípios onde os prefeitos contratam bandas que não possuem nenhuma relação com a nossa cultura e história. Os grupos de cultura popular vão perdendo espaços preciosos. É horrível quando lemos as programações dos eventos em tudo quanto é cidade – nas Festas de Padroeira, Festas Cívicas, Vaquejadas, Pegas de Boi, no Ciclo Junino e Natalino, Carnaval, Exposição de Animais e o diabo a quatro – e nos deparamos com uma verdadeira falta de respeito com a cultura e com os artistas que cantam e exprimem  as tradições. 

Dinheiro público é pra ser direcionado com produtos e serviços de qualidade, com construção cidadã. Tem que ser gasto com RESPONSABILIDADE e, principalmente, com ações de INCENTIVO e FOMENTO a cultura regional. Isto nos faz lembrar uma máxima sempre aplicada pelo movimento cultural de Serra Talhada: QUEM ACHA SER LOUCURA INVESTIR EM CULTURA, É POR QUE NÃO SABE O PREÇO DA IGNORÂNCIA.

Leiam a nota: 

“Tem sido distorcida a minha declaração, como Secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição. São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César

terça-feira, 19 de abril de 2011

GUERREIROS DO SOL: Nas Veredas do Cangaço


Uma trupe de artista da Terra de Lampião sai pelo sertão afora homenageando os grandes cangaceiros que escreveram a história dos homens bravos do Nordeste. Na bagagem carregam recitais de poesias, feira de artesanatos e apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. É o Projeto GUERREIROS DO SOL: NAS VEREDAS DO CANGAÇO, que visa fortalecer a identidade cultural do homem sertanejo.

ROTEIRO

Afogados da Ingazeira (PE), homenageando Antonio Silvino, no dia 28 de abril/11. (NO CINE TEATRO SÃO JOSÉ).

Sousa (PB), saudando Chico Pereira, filho de Nazarezinho, no dia 06 de maio/11. (NO CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE).

Serra Talhada (PE), cidade de Lampião, no dia 13 de maio/11. (NO MUSEU DO CANGAÇO).

Piranhas (AL), homenageando Corisco, nascido em Mata Grande, será no dia 20 de maio/11. (NO CENTRO CULTURAL E NO CLUBE).

Poço Redondo (SE),  reverenciando Sila, no dia 21 de maio/11. (NA PRAÇA DE EVENTO).

Patu (RN),  berço de Jesuino Brilhante, no dia 18 de junho/11. (NA PRAÇA PRINCIPAL).

GRAÇAS AO PROGRAMA BNB DE CULTURA 2011 ESTAMOS SEMEANDO CULTURA NO SERTÃO DOS GUERREIROS DO SOL - NAS VEREDAS DO CANGAÇO.

PROGRAMAÇÃO

15h30min:
 - Abertura da exposição de artesanatos, livros e filmes sobre cangaço.
 - Exposição de fotografias do cangaço – “No Rastro de Lampião”.
 - Recital - SOU CANGACEIRO – com Carlos Silva.
 - Exibição do documentário VIRGOLINO: DO HOMEM AO MITO.
 - Palestra – “LAMPIÃO. NEM HERÓI NEM BANDIDO. A HISTÓRIA”, com o pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza.
 - Apresentação do GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO.
 - ...Encerramento.

ACESSO GRATUITO PARA TODO PÚBLICO.

Maiores informações:
MUSEU DO CANGAÇO (Ponto de Cultura Cabras de Lampião)
(87) 3831 3860 / 3831 2041 / 9938 6035
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com

Lado Feminino do Cangaço


Correndo pra cima e pra baixo, chegando nas vilas, povoados e cidades, irradiando sua justiça, chega Lampião num final de tarde a Santa Brígida, na Bahia e vai direto à casa do sapateiro José de Neném (José Miguel da Silva) procurar umas encomendas que dias antes havia solicitado a um coiteiro.

Precisava de alpargatas novas, consertar algumas e receber uns couros para os bornais e bandoleiras. No meio da conversa percebeu Lampião que a mulher do sapateiro não tirava os olhos de cima dele e ficava o tempo todo soltando laços de fita. A principio não deu atenção, mas depois soube que dona Maria de Neném - seu verdadeiro nome era Maria Gomes de Oliveira, nascida no dia 8 de março de 1911, na fazenda Malhada Caiçara, era filha de José Felipe e dona Maria de Oliveira Déa - tinha os seguintes irmãos : José, Ozeas, Izaías, Arlindo, Ananias, Benedita, Antonia, Dorzina, Chiquinha, Nana, Dondon e Deusinha -  vivia em constantes desentendimentos com o marido. Foi a brecha que o Comandante das Caatingas precisava para seu coração e sua alma se entrelaçarem nas garras do “feitiço atrativo do amor…” poucos dias depois ele saiu daquele vilarejo poeirento com a agora Maria Bonita montada na garupa do seu cavalo, seguido por dezenas de cangaceiros. Era 1930.

Algum tempo antes o padrinho e assistente espiritual de Lampião havia lhe orientado para nunca deixar mulher participar do bando, muito menos viver maritalmente com nenhuma delas, porque, segundo as Escrituras Sagradas, a mulher é a verdadeira perdição do homem. A feminilidade de Maria Bonita foi mais forte do que os conselhos de Patriarca do Juazeiro, Padre Cícero Rumão Batista.

Vale esclarecer que Maria Bonita, ou Santinha, como era tratada por Lampião, foi a primeira mulher a participar do cangaço. Nessa mesma ocasião sua cunhada, Mariquinha, acompanhou o cangaceiro Labareda, que na verdade se chamava Ângelo Roque. Daí em diante mais ou menos quarenta mulheres estavam nas trincheiras do cangaço, trazidas pelos companheiros.

Não é possível compreender a mulher cangaceira, sem que não se tenha uma idéia clara do que era exatamente a sociedade naquele tempo. Se observarmos com os olhos atuais, com os conceitos atuais, não vamos entender nada. A educação da mulher sertaneja se resumia em ser bem apurada com as prendas domésticas: saber cozinhar, costurar e obediência geral ao homem.

O preconceito contra a mulher no universo do sertão era superior ao de qualquer outra parte. Mas mesmo assim, tivemos aquelas que emprestaram sua coragem e sua força  para dar mais beleza à história, como por exemplo Sila, que aos treze anos deixou toda a família pra trás e foi viver com seu grande amor, o cangaceiro Zé Sereno, nas brenhas, sem lugar para chegar.

Segundo Dadá, que faleceu em 1994, esposa de Corisco, disse que:
“Não havia amor como aquele do cangaço. A vida era doce, apesar da policia e da perseguição”.

Os casais de cangaceiros mais conhecidos no tempo de Lampião, foram os seguintes:

Lampião e Maria Bonita
Corisco e Dadá
Zé Sereno e Sila
Português e Cristina
Luiz Pedro e Neném
Boa Vista e Laura (Doninha)
Serra Branca e Eleonora
Juriti e Maria Fernandes
Mariano e Adelaide
Labareda e Maria
Passarinho e Maria da Conceição
Rio Branco e Florência
Pedra Roxa e Quitéria
Cirilo de Ingrácia e Moça
Mariano e Otilia de Jesus
Gitirana e Maria Cardouso
Criança  Dulce
Mourão e Sabina da Conceição
Gato e Inacinha
Lavandera e Lili
Cajazeiras e Enedina
Zé Baiano e Lídia
Canário e Adélia
Gorgulho e Áurea
Juriti e Abília
Arvoredo e Dória
Beija Flor e Emilia
Elétrico e Eufrosina
Veado Branco e Idalina
Pinga Fogo e Iracema
Besouro e Zefinha
Relâmpago e Josefa Maria
Cocada e Marina
Labareda II (Ângelo Roque) e Mariquinha
Bala Seca e Verônica
Pancada e Maria de Jesus
Azulão e Maria
Azulão III e Maria Jovina
Moita Braba e Sebastiana Lima
Passarinho II e Liça
Virgínio e Durvinha

Havia no bando dezenas de homens solteiros e quase não se registra  presença de mulheres solteiras junto aos cabras de Lampião.

Relata Luiz Cristóvão dos Santos no “Brasil do Chapéu de Couro”:
“Amor estranho e selvagem (o de Lampião e Maria Bonita), feito de sustos e sacrifício. Abraços que os estampidos interrompiam, conversas de enamorados que as emboscadas cortavam. Beijos rápidos trocados ao clarão da luta. Amores precipitados, os corpos machucados rolando na terra dura”.

Foi nesse clima que no iniciozinho de 1931 Maria Bonita engravida. A barriga foi tomando forma e quando vem o parto, o menino nasce morto. E assim teve quatro gravidezes. Somente a última segurou.

Nasceu, debaixo dum umbuzeiro, na fazenda Enxu, propriedade de Zequinha ª Tavares, estado de Sergipe, em meados de dezembro de 1932 a março de 1933, Expedita. A dona Rosinha, moradora dos arredores da fazenda Pedra d’Água, foi a parteira.

Como criar?

No cangaço não se cria os filhos. Tem que se procurar alguém da mais extrema confiança para entregar o rebento.

Havia por ali um vaqueiro chamado Severo Mamede e sua esposa estivera grávida também, e teve uma menina com poucos dias de diferença da filha de Lampião Maria Bonita.Foi ele quem teve a incumbência de criar Expedita e espalhou a notícia que sua mulher havia parido gêmeas.

A mãe de Maria Bonita, dona Déa, morreu em 1964, picada de cobra. E seu marido, em 1965.

As mulheres tinham grande influência na vida e no comportamento dos cangaceiros, inclusive, é unânime o que dizem os historiadores, que Maria Bonita era a única pessoa que conseguia se aproximar do Rei do Cangaço quando ele estava irado, chegando até a conter sua ira. Havia grande respeito entre os cangaceiros e suas mulheres.

O ingresso da mulher nos bandos de cangaceiros foi um fato cabal que demonstra o poder do sexo feminino em mudar radicalmente o curso da história. E que não é por trás do grande homem que existe uma grande mulher, ela está ao lado, ombro a ombro.

Texto extraído do livro – LAMPIÃO. NEM  HERÓI NEM BANDIDO. A HISTÓRIA – de Anildomá Willans de Souza.

Grupo de Xaxado Cabras de Lampião


O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO é o maior divulgador desta dança e mantém a originalidade e autenticidade conforme criada pelos bandoleiros do sertão. É uma trupe de artistas sertanejos - exatamente da cidade que nasceu Virgolino Ferreira da Silva, o LAMPIÃO - que reproduziu no palco como os cangaceiros se divertiam nas caatingas, nos intervalos dos combates.

O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO trouxe os cangaceiros para frente das luzes e o cangaço se transformou num show de arte com uma nova e revolucionária imagem do Rei do Cangaço.

É um espetáculo que conduz o expectador a um mergulho no mundo mágico e místico do sertão.

Com músicas ao vivo - sanfona, triângulo e zabumba - e um repertório do cangaço, MPB e uma indumentária semelhante a dos cangaceiros, a saga de Lampião é mostrada em uma forma envolvente e de singular beleza.

O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO se apresenta em quadras, clubes, praças, palcos, tablados, teatros, etc. Em festas de emancipação, convenções, festivais, eventos culturais e festas tradicionais.

Tenha este espetáculo em sua cidade e seu evento ficará mais bonito.

Contatos:
MUSEU DO CANGAÇO (Ponto de Cultura Cabras de Lampião)
Estação do Forró - Vila Ferroviária - Serra Talhada - Pernambuco
Tel: (87) 3831 3860 / 3831 2041 / 9938 6035
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com