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domingo, 14 de agosto de 2011

LAMPIÃO E O CANGAÇO SÃO TEMAS DE PALESTRAS

ANILDOMÁ WILLANS DE SOUZA, pesquisador e escritor do cangaço, ministra palestras  sobre LAMPIÃO E O CANGAÇO  , conforme roteiro que segue:
Dia 26 de agosto/11 – Em Cedro/PE, com o tema A SAGA DE LAMPIÃO, às 14 horas, na Escola Castro Alves. Na ocasião o pesquisador estará recebendo o Título de Embaixador da Cultura.
Dia 30 de setembro/11, em Abreu e Lima/PE, às 20 horas, sobre VIRGOLINO  DO HOMEM AO MITO.
Dia 25 de outubro/11,  em Recife/PE, no 1º Seminário do Cangaço do Recife - História e Memória, sobre CANGAÇO   VERDADE E MENTIRAS,  das 14 às 18 horas, no Auditório da Livraria Cultura.
De 12 a 19 de novembro/11, em Recife/PE, no Centro de Convenções, durante o 32º Festival Internacional do Folclore, O CANGAÇO E A CULTURA POPULAR.

NA PISADA DE TUPARETAMA, O NORDESTE BRILHA

A comunidade rural do Alto de São Jorge (São José do Egito) foi a escolhida para o início do projeto e recebe as atividades da Caravana OLHA A PISADA!. Pela manhã haverá a OFICINA gratuita de MOBILIDADE e DANÇA POPULAR (EXPRESSÃO CORPORAL) EM PERNA-DE-PAU. À noite o público assistirá a apresentação do espetáculo DANÇANDO NAS ALTURAS. As ações acontecerão em espaço aberto, na área livre em frente à Capela do povoado.
OLHA A PISADA! está entre os projetos que foram classificados para o Prêmio de Dança Klauss Vianna 2010, referentes à circulação nacional de espetáculos e a outras atividades de dança.O Prêmio Klauss Vianna é uma ação fundamental de incentivo à produção artística, à circulação de espetáculos e à formação de público para a dança no Brasil. Seu nome é uma homenagem ao bailarino, coreógrafo, ator, diretor, professor e crítico de teatro e de dança Klauss Vianna (Belo Horizonte, MG, 1928-1992), que criou um método precursor de preparação corporal para artistas cênicos.
Com a caravana OLHA A PISADA! essas comunidades rurais terão acesso a espetáculos e oficinas que promovam o intercâmbio de grupos e artistas e o fortalecimento da dança como linguagem de expressão, de integração e de identidade regional.
A Associação dos Integrantes da Companhia de Danças Populares de Tuparetama é o único grupo pernambucano entre os selecionados, com Olha a Pisada! Caravana "Dançando nas Alturas" em comunidades rurais do nordeste.
OLHA A PISADA! é uma caravana cultural que vai percorrer 12 comunidades rurais do nordeste durante o 2º semestre de 2011, com o espetáculo de danças em pernas-de-pau DANÇANDO NAS ALTURAS tendo como atividade complementar a Oficina de mobilidade e dança popular em pernas-de-pau:
SACO DO ROMÃO – Flores-PE
VILA DO TIGRE – Santa Terezinha-PE
POÇO DA CRUZ – Ibimirim-PE
VILA TRAPIÁ – Riacho das Almas-PE
CAIÇARA- Ingazeira-PE
ALTO SÃO JORGE- São José do Egito-PE
SÍTIO PENDÊNCIA - Soledade-PB
ASSENTAMENTO MANDACARU- Sumé- PB
DEPENDÊNCIA-Ouro Velho-PB
ALTO DO TAMANDUÁ – Poço das Trincheiras-AL
AVILAR-Jundiá-AL
MALHADA GRANDE- Paulo Afonso-BA

A NOVA CADEIA DE VILLA BELLA

Quem contou esta história foi meu amigo Juarez Ribeiro de Barros, que dentro dos seus setenta  e tantos anos, é sempre bem humorado e só fala rindo, dizendo lorotas com todos que chegam ou passam. Filho do ex-prefeito João Alves de Barros, que administrou Vila Bella no período de 1925 a 1928, era um dos principais chefes da família Carvalho.
            Foi em sua gestão que o governo do estado de Pernambuco resolveu construir uma cadeia nova, mais segura, com estrutura moderna, dentro de um programa de combate ao cangaceirismo no sertão.
            O principal argumento para construir nesta cidade era o fato de ser aquele rincão o berço do mais perigoso cangaceiro e ser esta região povoada por bandos de salteadores.
No entanto, o que mais se comentava era que a finalidade primordial desta obra, sendo considerada, na época, uma espécie de segurança máxima, seria para prender Lampião.
O prefeito aplicava na construção cada centavo que recebia do governo estadual.
Um certo dia, não se sabe a data com precisão, mas era nos dias de novena da padroeira Nossa Senhora da Penha, Lampião estava com um pequeno grupo arranchado na fazenda Carrapicho, pertencente ao major Teófanes Tôrres, no beiço da cidade, quando conversa vai, conversa vem, disseram-lhe estarem levantando uma cadeia para prende-lo.
Quando anoiteceu, após a celebração da novena, uns vultos entraram no canteiro da obra e subiam nos tijolos amontoados, na areia, na meia parede, como se estivessem fazendo uma minuciosa fiscalização.
Quando o dia amanheceu, os primeiros pedreiros que chegaram ao local, encontraram um bilhete entre as grades de uma das celas já pronta:
“Prezado prefeito João Lucas: A cadeia está ficando muito bonita pra prender gente safada e ladrão de bode. Assina Lampião”.
A saber: a cadeia que foi construída na época é o mesmo prédio onde hoje funciona o Centro Administrativo de Serra Talhada.
Com tudo isso, as mulheres de Vila Bella gostavam de saber que uma das músicas cantada pelos cangaceiros lhes fazia alusão:
“As moças de Vila Bella
São bonitas e tem ação
Botam queijo e rapadura
No bornal de Lampião.”