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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O NATAL DOS SONHOS DA CIDADE DO CORAÇÃO DA GENTE FINALIZA EM ALTA

Ontem no patamar da Matriz da Penha, foi realizado pela equipe da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo a ultima noite de programação do Ciclo de Natal da cidade do coração da gente com apresentações de flautas por alunos do Colégio Cônego Torres, seguido por uma emocionante apresentação da nossa querida e centenária Filarmônica Villabelense e o Maracatu Nação Império do Grupo Dançart que fechou de maneira digna.  Os trabalhos começado no último dia 15, onde a cidade passou a viver iluminada e ornamentada nesse período, onde os sentimentos são aflorados e as pessoas se confraternizam. “vivemos um momento diferente na cultura em Serra Talhada, realizamos um programação natalina toda com artistas locais, 
valorizando alunos e professores de escolas publicas que vem fazendo um trabalho bonito e também os alunos/artistas dos núcleos de formação do Movimento Cultura Viva e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vinculo da SMDS, o publico vibrou a cada apresentação”, disse o secretário Anildomá, animado com os cometários que recebia dos presentes a cada noite, elogiando as atrações. A grande novidade foi o local escolhido para se realizar o evento, retomando algo que já acontecia em tempos passado.
A noite foi de encantamento e alegria, terminando assim mais uma atividade da Secretaria que vem se firmando em seu trabalho de reconstrução da cultura, história, arte e turismo do município, que como todos sabemos têm grande potencial nesses e em outros aspectos.         

sábado, 28 de dezembro de 2013

UTENSÍLIOS INDÍGENAS ENCONTRADOS NA TERRA DE LAMPIÃO


SERRA TALHADA - No inicio do mês de dezembro, trabalhadores cavavam um cacimba a procura de água, no leito do Riacho de São Domingos, no Sítio Passagem das Pedras, onde nasceu Lampião, quando estavam numa profundidade de mais  de dois metros, encontraram duas pedras que chamou a atenção de todos, com uma delas em tamanho de 60 centímetros com uma cavidade em formato de concha, e a outra é uma espécie de mão de pilão, concluindo-se logo serem utensílios domésticos pertencentes aos índios que habitavam a região do Pajeú em meados do Século XVI. As peças são curiosas, não são objetos comuns na atualidade, deixando claro ser dos antigos moradores que povoaram a região sertaneja.



As pedras estão no MUSEU DO CANGAÇO, em Serra Talhada, disponíveis ao público e a quem possa interessar para aprofundamento de estudos, que possam elucidar elos e fragmentos do nosso passado.







VAMOS ENTENDER UM POUCO MAIS SOBRE A HISTÓRIA DO SERTÃO.

HISTÓRIA DO SERTÃO DO PAJEÚ E DO CANGAÇO

1.              A REGIÃO E SEU RIO 

O Pajeú está localizado no Sertão de Pernambuco, em área de 10.828 km2, que representa 8,78% do território estadual e com população de aproximadamente 300.000 pessoas.
O nome da região vem do nome do seu rio, que era chamado pelos índios de “Payaú”, ou “rio do pajé”.
O rio Pajeú nasce na serra do Balanço, em Brejinho , a uma altitude de 800m já nos limites com a Paraíba, e deságua no lago de Itaparica, formado pela barragem do São Francisco, depois de percorrer uma extensão de aproximadamente 353 km.
Os municípios totalmente inseridos na bacia do rio Pajeú são: Afogados da Ingazeira, Betânia, Brejinho, Calumbi, Flores, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, São José do Egito, Serra Talhada, Solidão, Tabira, Triunfo e Tuparetama. 

2.              O INÍCIO DA OCUPAÇÃO
A ocupação da área que atualmente compreende o Sertão do Pajeú , pelo colonizador português, teve inicio a partir de meados do século XVI.
A 1ª interiorização destas terras se deu a partir de Salvador. Assim, percebe-se um fator característico dos habitantes do Sertão do baixo e médio Pajeú : povoado por baianos e não por pernambucanos.
A povoação do alto Pajeú (cabeça do Pajeú ) se deu pela Paraíba, num período mais tardio.

3.              INDIOS,  PRIMEIROS HABITANTES 

É preciso recordar que antes da chegada do colonizador europeu, povoavam nesta região várias populações.
Dos nativos destacam-se os tapuias-cariris, que habitavam largas porções do agreste e do sertão.
Toda a região era chamada pelos portugueses de sertão ou “terras de dentro”.
Outras tribos vieram para o sertão fugindo do litoral, sobretudo os Cariris, ameaçados pelos colonizadores que escravizava-os ou simplesmente matava-os.
No sertão estavam principalmente os nativos que falavam uma língua, segundo os Tupis, muito diferente da deles e por isso denominaram-lhe de Tapuia, nome ofensivo que significa língua travada, bárbaro. O termo passou a ser usado pelos portugueses.
Das tribos tapuias que temos notícias, através de documentos, relatórios e crônicas da época colonial incluem-se os tamaqueus, koripós, kariri, paru, brankararu, pipipã, tuxá, trucá, umã e atikum.
Os tapuias pouco conheciam da agricultura, viviam como semi-nômades e tinham formas próprias de guerrear com tacape e lança.
Tinham o milho e o feijão como cultivos principais.
Usavam pouca cerâmica e não teciam; dormiam em estrados de madeira (jiraus).
Havia aldeia na margem do rio que podia ter até mil moradores.
O índio (ou nativo) sofreu perseguição desde o início da colonização e teve no século XVIII seu extermínio quase total, através das bandeiras montadas para sua captura.
Os índios do sertão sofreram guerras ou por defenderem as suas terras ou por pretenderem desfrutar os gados das fazendas que se espalhavam por seu território.
Os índios que não foram mortos ou escravizados refugiaram-se em aldeias dirigidas por missionários, chamadas de MISSÕES. Outros procuraram amparo com homens poderosos abraçando suas lutas e servindo-lhes, tornando-se vaqueiros ou jagunços.
O indígena trabalhava forçado nas Missões, ou como escravo nas fazendas de gado e plantações. Também nas casas como domésticos ou no trabalho de transporte.
O índio também foi cruelmente utilizado para guerrear contra outros nativos.
No final do século XVIII as chamadas “Guerras dos Bárbaros” praticamente exterminaram na bala e no facão as nações indígenas que resistiam contra os invasores brancos. Do baixo sertão até a cabeça do Pajeú, nos limites com a Paraíba, os índios foram caçados e massacrados.
Com base em pesquisas nos livros de batismo e casamento das paróquias do sertão pernambucano, no final do século XVIII e no século XIX, os índios nativos (registrados em geral como “da silva”) que sobreviveram já aparecem miscigenados com negros e brancos e constituem a massa da população brasileira dos sertões, conhecida como os pardos ou caboclos.  

4. OS HABITANTES DO PAJEÚ
A gente atraída para o sertão era em sua maior parte perversa, ‘ ociosa’ com aversão ao trabalho da agricultura’ , oriundos do litoral, entre eles muitos criminosos e fugitivos, que foram empregados nas fazendas de gado e nas guerras contra os índios do sertão.
Demonstravam natural inclinação para funções de combate e da lida com o gado, adaptando-se bem à vida rude do sertão. Documentos da época citavam que “constituía toda a sua maior felicidade merecer algum dia o nome de vaqueiro”.
As fazendas multiplicavam-se com facilidade porque os vaqueiros não ganhavam em dinheiro, mas em gado, em crias. De cada quatro animais nascidos, um era do vaqueiro.
Com o fim da guerra contra os holandeses, nos meados do século XVII, promoveu-se a distribuição das terras no Sertão “por grandes datas de sesmarias”, dadas aos seus ‘descobridores’ e/ou combatentes dos holandeses, que situaram fazendas de criação de gados, ou no cultivo das terras, fundando pequenos núcleos de população.
Margear os rios Capibaribe, Ipojuca, Pajeú , Moxotó, e São Francisco, eram as alternativas mais viáveis para se chegar aos sertões.
Nas margens desses rios se estabeleceram povoados, que posteriormente tornaram-se vilas e mais tarde, cidades.
Em meados do século XVIII, andavam pela  região da “cabeça do Pajeú”, os tropeiros ou Almocreves, profissionais que se especializaram no transporte de mercadorias pelas longas veredas do sertão. 

5. A PRIMEIRA LOCALIDADE DO PAJEÚ
Flores foi o primeiro núcleo populacional do sertão do Pajeú em 11/09/1783.
Porém, desde o fim do século XVII, já se encontravam indícios de ocupação branca na localidade.
Devido a uma lei de 1758, a distribuição de terras no sertão do Pajeú foi fragmentada em pequenas propriedades, devendo haver uma faixa de uma légua entre estas terras, a fim de usá-las para utilidade pública. 

Isto foi o início do latifúndio e da exploração no sertão do Pajeú, gerando o surgimento do cangaço, tendo Lampião como seu maior expoente.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SECRETARIA DE CULTURA DIVULGA CALENDÁRIO DE OFICINAS SOBRE O 7º EDITAL DO AUDIOVISUAL – FUNCULTURA

As capacitações serão realizadas gratuitamente em todo o Estado de 06 a 23 de janeiro.
Secult-PE / Fundarpe
Descrição da imagem
Durante as oficinas, os participantes conhecerão os detalhes do edital e terão orientações para formatação de projetos.
A Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e a Fundarpe iniciam no dia 06 de janeiro de 2014 uma série de oficinas de capacitação para elaboração de projetos para o 7º Edital do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual de Pernambuco – Funcultura Independente 2013/2014. O edital público é considerado um dos melhores do País e destinará um total de R$ 11,5 milhões para incentivo da produção, difusão, formação e pesquisa na área audiovisual. As oficinas serão realizadas em 22 municípios, contemplando todas as 12 Regiões de Desenvolvimento (RDs) do Estado. As oficinas são gratuitas e não necessitam de inscrição prévia. Ao final, os participantes receberão certificados. Em cada município, a Secult-PE conta com parceiros locais como prefeituras, pontos de cultura e cineclubes para a realização das oficinas. Confira o calendário completo com datas e locais abaixo. Em breve, a Secult-PE divulgará as oficinas sobre o edital Funcultura Independente 2013/2014.

O período para inscrições de projetos no edital Funcultura Audiovisual será de 21 de janeiro a 21 de fevereiro de 2014. O edital, os formulários e anexos necessários para inscrição estão disponíveis no sitehttp://www.fundarpe.pe.gov.br/governo-de-pernambuco-lanca-7-edital-do-programa-audiovisual-funcultura-20132014. O Funcultura faz parte de uma política específica para o audiovisual, desenvolvida pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe. A cada ano, mais pessoas buscam o incentivo do Funcultura. O 6º edital (2012/2013) alcançou número recorde de inscritos, com 406 projetos, um aumento de 56% em relação ao 5º (2011/2012), o que pode ser considerado resultado deste processo de formação por todo o Estado.

Durante as oficinas, os participantes conhecerão os detalhes do edital, as especificidades das categorias e subcategorias para formatação de projetos e as suas respectivas exigências. Os projetos podem ser de filmes de longa-metragem e de curta-metragem, produtos para televisão, pesquisas, formação (cursos, oficinas, seminários, encontros), difusão (festivais, mostras), preservação e cineclubes. A capacitação irá orientar sobre o preenchimento dos formulários e a elaboração do projeto, considerando a definição de objetivos, justificativas, estratégias de ação e orçamentos dos produtos culturais. Também serão abordadas dicas sobre criação de roteiros.

“Este momento de divulgação do edital é sempre muito importante. Com as oficinas que são realizadas da capital ao Sertão, abrimos novas possibilidades, principalmente para os produtores mais novos e do interior do estado, que ainda não tem muita experiência em elaboração de projetos. Isto possibilita cada vez mais uma interiorização e democratização do Funcultura”, ressalta o presidente da Fundarpe, Severino Pessoa.

A coordenadora do audiovisual Carla Francine reforça o caráter didático das capacitações: “Estas oficinas são necessárias, uma vez que algumas pessoas deixam de se inscrever por acharem complicados os trâmites do Funcultura, mas quando chegamos junto e conversamos, eles vêem que não é tão difícil assim”. Carla Francine ministrará as oficinas juntamente com as assessoras Milena Evangelista e Shirley Hunther e o produtor cultural Mauro Lira.

CADASTRO - Para inscrever projeto nos editais, o proponente pode ser pessoa física ou jurídica (empresas associações, fundações), com residência em Pernambuco há no mínimo um ano e ter Cadastro de Produtor Cultural (CPC) atualizado anualmente. O prazo para inscrição ou atualização do CPC para o Edital do Audiovisual é até o dia 20 de janeiro, enquanto que para o Edital Independente (geral) é até 31 de janeiro de 2014. O cadastro pode ser feito presencialmente ou com envio de formulário e documentação pelos Correios. A lista com a documentação necessária e os formulários do CPC estão disponíveis no link:http://www.fundarpe.pe.gov.br/fomento_funcultura_formularios.php. Durante as oficinas, a equipe também receberá inscrições ou atualizações do cadastro.

REGIONALIZAÇÃO - Com intuito promover cada vez mais a regionalização do Funcultura, desde o edital anterior (2012/2013), foi criada a categoria Revelando os Pernambucos, pela qual será habilitado pelo menos um projeto de cada uma das 12 Regiões de Desenvolvimentos do Estado (RDs), chegando a contemplar até 16 projetos, de mostras, festivais de cinema ou curta-metragem.


Informações:
Coordenadoria do Audiovisual - (81) 3184-3076 | 3184- 3158 |cinema.secult.pe@gmail.com
Atendimento do Funcultura
Presencial: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h
Endereço: Rua da Aurora 463/469, Boa Vista, Recife – Pernambuco; CEP: 50.050-000.
Por telefone: De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Telefones: (81) 3184-3023/3184-3026


Calendário de oficinas

Dia 06 de janeiro (segunda-feira) – Agreste Central – Pesqueira

Local: Auditório da Rádio Jornal
Endereço: F. Pessoa de Queiroz, s/n, Bairro Prado
Horário: 14h às 18h

Dia 06 de janeiro (segunda-feira) – Zona da Mata Norte – Timbaúba
Local: Escola Professor José Mendes
Endereço: Av. Dr. João Ferreira Lima – Timbaúba
Horário: 13h às 17h

Dia 06 de janeiro (segunda-feira) – Zona da Mata Norte – Goiana
Local: Cineteatro Polytheama
Endereço: R. Marechal Deodoro da Fonseca s/n - Goiana
Horário: 18h às 22h

Dia 07 de janeiro (terça-feira) – Sertão do Moxotó - Arcoverde
Local: Auditório do Ponto de Cultura Orquestra Sertão
Endereço: Av. Zeferino Galvão, n° 642, 1° andar do CECORA, Centro.
Horário: 14h às 18h

Dia 07 de janeiro (terça-feira) – Agreste Setentrional - LimoeiroLocal: Centro Cultural Ministro Marcos Vinicios Vilaça (Mesmo local do Cine Difusora).
Endereço: Praça da Bandeira - Centro
Horário: 14h às 18h

Dia 08 de janeiro (quarta-feira) – Sertão do Pajeú – Afogados da Ingazeira Local: Cinema São José
Endereço: Rua Nilton Cesar de Macedo Lima (vizinho à Rádio Pajeú)
Horário: 14h às 18h

Dia 08 de janeiro (quarta-feira) – Agreste Meridional – GaranhunsLocal: Auditório da Secretaria de Educação de Garanhuns
Endereço: Rua Siqueira Campos, 54 - Centro
Horário: 13h às 17h

Dia 08 de janeiro (quarta-feira) – Agreste Central – CaruaruLocal: Museu do Barro de Caruaru
Endereço: Praça Cel. José de Vasconcellos, 100 (Pátio de Eventos)
Horário: 19h às 22h

Dia 09 de Janeiro (quinta-feira) -Sertão do Pajeú – Serra TalhadaLocal: Auditório do Museu do Cangaço
Endereço: Vila Ferroviária, s/n - Centro
Horário: 14h às 18h

Dia 09 de Janeiro (quinta-feira) – RMR Sul – IpojucaLocal: Auditório da Secretaria de Turismo e Cultura do Ipojuca
Endereço: Rua Beijupirá, s/n
Horário: 14h às 18h

Dia 10 de janeiro (sexta-feira) – Sertão de Itaparica – FlorestaLocal: Cineteatro Recreio
Endereço: Rua Pereira Maciel, n° 109, Centro
Horário: 14h às 18h

Dia 11 de janeiro (sábado) – Sertão Central – SalgueiroLocal: Biblioteca Pública Municipal Francisco Augusto
Endereço: Rua Francisco de Sá, nº 221 - Centro
Horário: 14h às 18h

Dia 11 de janeiro (sábado) – RMR – Fernando de NoronhaLocal: Escola Geração e Renda
Endereço: Alto Floresta Nova, s/n – Floresta Nova
Horário: 18h às 22h

Dia 13 de janeiro (segunda-feira) - Sertão Central - Parnamirim
Local: Auditório da Escola Municipal Antônio de Carvallho (EMAC)
Endereço: Rua Capitão João Lopes Machado, s/n - Centro
Horário: 14h às 18h

Dia 13 de janeiro (segunda-feira) - Agreste Central - BezerrosLocal: Secretaria de Juventude e Emprego de Bezerros
Endereço: Rua Martins Junior, s/n - Centro
Horário: 13h às 17h

Dia 13 de janeiro (segunda-feira) – Zona da Mata Sul – Vitória de Santo Antão Local: FACOL – Faculdade Osman Lins
Endereço: Rua do estudante, 85 – Bairro Matriz
Horário: 18h às 22h

Dia 14 de janeiro (terça-feira) – Sertão do Araripe – OuricuriLocal: Escola São Sebastião
Endereço: Esplanada São Sebastião, s/n - Centro
Horário: 14h às 18h

Dia 18 de janeiro (sábado) - Petrolina - Sertão do São Francisco Local: Espaço Cultural Janela 353
Endereço: Rua Antônio Santana Filho, n° 353 - Centro
Horário: 14h às 18h

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

AUTO NATALINO - O BAILE DO MENINO DEUS NO MARCO ZERO

O ator serra-talhadense ARILSON LOPES brilha neste grande espetáculo


Ninguém imaginava que o baile se tornasse tão grandioso. “A primeira versão cênica era muito singela, minimalista, de faz de conta mesmo, com uso de teatro de bonecos, do teatro de sombras, de pura invenção”, diz o escritor Ronaldo Correia de Brito, sobre aquele Natal de 1981 que passou com a família no Crato, interior do Ceará. “Queríamos apenas divertir nossos filhos”.
    Mais de trinta anos depois, o Baile do Menino Deus é um dos principais autos natalinos do País, uma cantata em que o Papai Noel, a rena, o trenó e outros ícones importados dão lugar a personagens fantásticos das fábulas nordestinas para contar o nascimento do menino Jesus. O espetáculo fica em cartaz de hoje até a próxima quarta, noite de Natal, no Marco Zero do Recife.
    “Tudo foi feito de um modo tão despretensioso, que nunca imaginei que criaríamos uma obra que se tornaria maior do que nós”, diz Ronaldo. “Somos autores vivos de uma obra que já virou, praticamente, domínio público, tantas são as encenações Brasil afora”, brinca, sobre questões de direito autoral. O espetáculo já teve – e tem, todos os anos – tantas montagens que seu autor perdeu o controle de quantas.
    Naquele comecinho da década de 1980, Ronaldo criou o esqueleto da dramaturgia com um pedaço de texto escrito pelo amigo Assis Lima. Procurou, então, o músico Antônio Madureira, parceiro na opereta Lua Cambará, para compor as músicas. “Fomos escrevendo primeiro as canções e queríamos fugir de um Natal ao som de Jingle bells e muito mais próximo da música brasileira de origem ibérica, bem ao estilo da alma musical que Zoca já fazia no Quinteto Armorial”, lembra. 
    A peça ganhou corpo de grandiosa cantata natalina em 2004, quando teve sua estreia na praça do Marco Zero, com a produtora Carla Valença, da Relicário Produções. Desde então, há dez anos, vem atraindo famílias inteiras. São cerca de 60 mil pessoas a cada temporada anual. Incorporado ao calendário da cidade, o espetáculo tem patrocínio da Prefeitura do Recife, Governo de Pernambuco e Petrobras.
    “Há pelo menos três gerações o Baile do Menino Deus é amado”, diz um orgulhoso Ronaldo Correia de Brito, autor e diretor do espetáculo, escritor também reconhecido além do Recife onde se radicou (ele é cearense). Frequente em algumas premiações nacionais, Ronaldo ganhou, em 2009, o prêmio São Paulo de Literatura, um dos mais importantes do País, pelo romance Galileia. “No fundo, ainda me impressiona que seja tão atual e toque tanto as pessoas. Certamente por ser uma grande celebração, um ritual de nascimento, ao nosso modo, do Menino Deus. É por ele que fazemos”, complementa.
    A montagem deste ano carrega ainda mais, com bailarinos e canções, o aspecto de ópera popular de rua. No enredo, dois Mateus, arautos que, juntos a um grupo de crianças, tentam abrir uma porta para celebrar o nascimento do Menino Jesus diante da presença de Maria e José. A narrativa une figuras arquetípicas da literatura cristã a seres fantásticos extraídos ou inspirados em fábulas populares nordestinas como o Anjo Bom, o Jaraguá, a Burrinha Zabilin e a Ciganinha. Mateus são palhaços populares do Nordeste, os dois condutores da narrativa. “Neste ano, vamos valorizar mais a dramaturgia, a poesia do que é falado, com trechos novos”, adianta.
    No elenco, estão atores e cantores como Sóstenes Vidal, Arilson Lopes, Fabiana Pirro, Zé Barbosa, Isadora Melo, Damiano Massaccesi (circense, ator e músico italiano que estreia neste ano). Toda a trilha sonora é executada ao vivo por orquestra (15 instrumentistas), coro adulto (13 cantores) e infantil (12 crianças), sob regência e direção musical do maestro José Renato Accioly. Os cantores solistas estão à altura do repertório: Silvério Pessoa, Jadiel Gomes, Surama Ramos e Virgínia Cavalcanti.
(Fonte: JC On line).

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE BOAS FESTAS DA FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO

=> ALGUMAS PALAVRAS AOS NOSSOS COMPONENTES, PARCEIROS E AMIGOS AGRADECENDO O ANO QUE PASSOU E DESEJANDO O MELHOR PARA O ANO QUE CHEGA. 


As mensagens de Natal e Ano Novo tomam conta da vida da gente, nas emissoras de rádios, na televisão, nos jornais, nos equipamentos de som e nas vitrines das lojas, no face book, em todo canto o muído é um só: Feliz Natal praquí, Ano Novo pracolá... e nós não vamos ficar de fora. Temos também nossos desejos de um mundo melhor!

Portanto vamos continuar nossa peleja pelos sonhos pra fazer um 2014 bem arretado e inoxidável pra nós tudim! 
Se vire num cão chupando manga debaixo duma bacia num dia de segunda feira e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem que quebrar o chapéu na testa e meter os peitos no mundo, enfrentando toda barrocheira virado num potó chôco.
Mesmo que seus objetivos estejam lá pro escambau, debaixo da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça. Peleje virado num jumento.
Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar, muitas vezes sofrendo que só suvaco de aleijado. Não fique só frescando, coçando o saco, alisando o queixo.
Não fique resmungando, inguiando e batendo no quengo por besteira. Seja macho e pense positivo. 
Reflita sobre as besteiras do ano que finda e sacuda no mato os maus pensamentos.
Agora é só levantar a cabeça e desembestar no rumo da vent
a que vai dar tudo certo em 2014. Neste momento gostaria de estar com você, aqui ao meu lado, sentado num tamborete, saboreando um taco de rapadura com água de quartinha!
Façamos de 2014 um ano fuderoso de bom, pra cabra macho nenhum botar defeito!

=> Um beijão de ANILDOMÁ, CLEONICE, KARL MARX, SANDINO LAMARCA, SAULO ALEXANDRE E SIMÃO PEDRO.
(Mais um borná tapadim de cheiros e abraços do PONTO DE CULTURA CABRAS DE LAMPIÃO / PONTO DE MEMÓRIA)

MENSAGEM DE FIM DE ANO DA PRESIDENTA DA ACADEMIA SERRA-TALHADENSE DE LETRAS Srª ZENOBIA MELO

Fogos, alegria, esperanças, muita champanhe, lagrimas, muitos abraços muitos sorrisos, emoção, muita emoção! Estamos vivos mais um ano nos foi dado...
Claro que a passagem de ano não é assim para todo mundo. Há os que estão nos leitos, imobilizados. Inconscientes. Nada sentem. Há os que estão nos leitos, porém conscientes. E sem esperança, sem alegria, sem fé, sofrendo muito. Há os que se insolam se trancam no próprio mundo e não veem motivo nenhum para comemorar nada.
Há os têm raiva de tudo. Aqueles que pensam que a felicidade só existe para os outros e se esquecem de que a felicidade o bom humor, a alegria de viver está dentro de cada um de nós.
Há os que perderam bens materiais, ou bens humanos e há os ganharam coisas compensadoras, no entanto, continuam tristes e insatisfeitos.
A vida terrena já é tão curta que temos a obrigação de transformar o que nos é desagradável em algo pelo menos aceitável. Como nos diz, Dale Carnegie: “fazer do limão, uma limonada”. “Jamais chorar pelo leite derramado”. O que passou é passado. Se foi ruim, que nos sirva de exemplo para construirmos uma vida nova, diferente, se foi bom agradeçamos.
Ser realista e consciente é ter sabedoria. Entender o que nos cerca. Ter serenidade em todas as situações. Jamais se esquecer de agradecer a Deus, Esse pai bondoso e misericordioso pelo dom da vida.
Aproveito e agradeço nesse momento: obrigada Pai por eu fazer parte daqueles que comeram a passagem do ano entre pessoas queridas e com alegria, apesar do mundo instável em que vivemos, apesar do que ganhamos e do que perdemos no decorrer do ano que passou.
Sabemos através da história que os primeiros seres humanos viviam no paraíso. Não foram fortes o suficiente, caíram na tentação e perderam a paz. Botaram a culpa na serpente.
  Nós também não somos fortes o suficiente e nos deixamos levar pelas tentações e enganos. Pois é, perdemos a paz toda vez que nos deixamos vencer pelas tentações.
   Todo ser humano é vulnerável aos vícios: drogas, infidelidade, ao comodismo e colocam sempre a culpa nos outros.
A família continua sendo para mim a célula-mãe da sociedade e ainda considero a mulher peça principal e a responsável pelo equilíbrio emocional do lar. Uma mulher sensata aconselha, está sempre presente e impede a guerra em família.
Observamos a história: Uma mulher trouxe o pecado, porém, outra foi escolhida para remediar o mal e nos deu o salvador Jesus e por sua intercessão Jesus operou seu primeiro milagre transformando água em vinho.
Quem primeiro viu o Cristo ressuscitado foi uma mulher.
Há mulher que ao invés de estimular gastos no seu lar, inibe-os, sabiamente.
Feliz da Família que pode ter uma mulher equilibrada, ajuizada, sensata que sempre planta e colhe a paz na sua casa.
Sabemos que a paz é uma planta muito delicada, precisa de ininterruptos cuidados. É uma peça muito importante que nos ajuda a viver no mundo de hoje que está incompreensível e virou uma fumaça tóxica que compromete a vida sobre a face da terra. O mundo contamina a natureza. O mundo quer destruir-se. Quem é o mundo, meus irmãos? Essa bola redonda, cheia de água, de terra, de verde, que gira no espaço?  Só isso?  Não!   O mundo somos nós: pessoas, gente, tudo. E estamos todos envolvidos como linhas num carretel.  E agora?
Calma! Não entremos em pânico! Quem é o culpado dessa situação? Todos nós. O mundo inteiro é culpado.
Porque nos esquecemos que nossa passagem aqui na terra é muito breve e erramos, deixamos tudo correr à revelia. Invertemos tudo; trocamos liberdade por libertinagem, um saudável copo de vinho, por barris de aguardente, e nos deixamos ficar doidões.
Não param para conversar com Deus. Não ensinam aos filhos a fazerem isso, lá se vem jovens insatisfeitos, infelizes, revoltados, também vazios que se viciam em drogas, viram vegetativos, algumas vezes, danosos, não seres humanos. Porque a natureza é implacável para quem abusa dela. E quando é agredida reage com secas demais, ou enchentes demais, terremotos, maremotos, enfim, quanto mais o homem envenena o planeta, mais o planeta agoniza se e esperneia, vemos tudo na TV com a velocidade da luz.  E agora? Que podemos fazer?
Minha humilde mensagem para o ano de 2014 é que tenhamos muita fé, tiremos da nossa vida tudo o que não é de Deus.
 Plantemos, a semente da paz, em cada coração, em cada pessoa que faz parte do nosso convívio. Assim a nossa vida vai andando no caminho do bem, contaminando o nosso próximo que contaminará seus próximos até contaminarmos o mundo inteiro... E pelo menos no nosso grupo possamos ouvir do mestre: “A paz esteja convosco!” E nós numa única voz possamos responde: Ela está no meio de nós. Amém.

CLIMA DE NATAL TOMA CONTA DO PATAMAR DA MATRIZ DA PENHA

Com apresentações dignas e de uma qualidade excepcional o patamar da Igreja Matriz se encheu do espirito natalino, com inúmeras famílias, além da presença dos internos do Abrigo Ana Ribeiro que vibravam a cada apresentação, se confraternizando neste momento do ano em que tudo se renova e os sentimentos afloram.
Pelo ‘palco’ passaram na noite de ontem os Caretas de Triunfo com reino de barulho encantador numa demonstração de alegria e festa, seguidos da Sanfônica da Cidade de Carnaíba que levantou o publico e o fez dançar numa total animação, na sequencia veio o Pastoril do Folhas Outonais que fez bonito e arrebatou aplauso da plateia com idosos e crianças fazendo evolução; tivemos ainda as Cambindas de Triunfo trazendo uma centenária manifestação de dança escrava, mantida viva pelo senhora Diana Rodrigues com adolescentes daquela cidade, fechando a noite com brilhantismo, graça e musicas próprias desse período, o Coral do Centro Espírita Cicero, cantou e encantou por 40 minutos, emocionando a todos e afirmando mais uma vez que Serra Talhada têm talentos que só vendo.
A programação do Ciclo de Natal da Cidade do Coração é uma Realização da Secretária de Cultura e Turismo e segue no dia 24 com a Caravana Cultura Viva e o Pastoril Infantil Fundação Cultural Cabras de Lampião e dia 29 com Apresentação de Flautas do Colégio Cônego Torres, Concerto da Filarmônica Villabellense e o Maracatu Nação Império. Começando sempre após a Missa terminar.