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domingo, 12 de maio de 2013

CARAVANA CULTURA VIVA


O projeto CARAVANA CULTURA VIVA da Prefeitura de Serra Talhada terá sua versão ampliada no mês do São João. A novidade é que a Secretaria de Cultura do município vai levar artesanato, recital,
dança, teatro e cantoria também para a zona rural. A primeira etapa do programa chegou ao fim na noite deste sábado (11), reunindo cerca de 300 pessoas no bairro Ipsep. A segunda, aportará no final deste mês no Borborema, São Cristovão, Mutirão e Alto da Conceição.

Na primeira etapa, foram beneficiados com o projeto Cohab, Bom Jesus, Caxixola e Ipsep. Em todas as edições, o perfil multicultural foi o ponto alto das caravanas, que agregou xaxado, hip hop, coco, ciranda, caboclinho, repente, artesanato e espetáculos teatrais num só balaio artístico. Contabilizando o público médio nas quatro primeiras intervenções, mais de mil pessoas prestigiaram a iniciativa. De acordo com o secretário de Cultura do município, Anildomá Willans, a segunda etapa ganhará nova roupagem.
“Vamos preparar um novo modelo com novas apresentações na segunda etapa do Cultura Viva. A intenção é diversificar e para isso, já estamos planejando levar a nossa convulsão cultural também até os distritos da zona rural”, comentou. No bairro do Ipsep, os pais fizeram questão de levar a criançada para assistir ao espetáculo de mamulengos “Torturas de um Coração”, baseada na obra homônima do escritor Ariano Suassuna.

VAGAS: ESPETÁCULO “O MASSACRE DE ANGICO” ABRE INSCRIÇÃO PARA SELEÇÃO DE ATORES


  
Fundação Cultural Cabras de Lampião, coordenada pela produtora Cleonice Maria, realiza seleção de atores que irão compor o quadro de figurantes do maior espetáculo teatral ao ar livre do sertão:  O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO. As inscrições são gratuitas e estão abertas, podendo ser feitas no Museu do Cangaço,  em Serra Talhada. As vagas são limitadas. A oficina de atores e o teste vocacional será dia 30 de maio, das 14 às 18 horas.
A peça será dirigida pelo renomado ator e diretor José Pimentel, expert em produções teatrais ao ar livre. Ele dirigiu os mais emblemáticos espetáculos do País nesse estilo: a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, a Paixão de Cristo do Recife e a Batalha dos Guararapes, em Jaboatão, Zona Metropolitana do Recife. Em Serra Talhada, a produção fica em cartaz, gratuitamente no mês de julho, e mostra os últimos momentos de Lampião e Maria Bonita em Angico, Sertão de Sergipe, no dia 28 de julho de 1938.

CONFIRA OS DETALHES:
Sexo masculino, com idade acima de 18 anos.
Responsável pela OFICINA e SELEÇÃO : IZALTINO CAETANO (Diretor e Ator)

Mais informações:

MUSEU DO CANGAÇO

Telefone (87) 3831 3860 / (87) 9938 6035




TEATRO NO QUINTAL DO MUSEU - SENHORA DE ENGENHO - ENTRE A CRUZ E A TORÁ



ESPETÁCULO TEATRAL DE CAMARAGIBE CHEGA EM SERRA TALHADA
SENHORA DE ENGENHO - ENTRE A CRUZ E A TORÁ, leva à cena a vida da portuguesa Branca Dias, que fugindo da inquisição por ser judia, encontra abrigo no nordeste do Brasil Colônia, em 1554. Sua vinda para este país transforma toda a história da região.  Em meio a conflitos familiares, Branca Dias, se torna a primeira mulher a dar aulas, assume o comando do Engenho Camaragibe e principalmente luta para exercer o judaísmo e seus ritos sagrados. Devoção, traição, amor, perdão, esperança e fé são compartilhadas com a plateia que participa do espetáculo sentados na sala de visitas de Branca Dias, a senhora de engenho.

Em tempos de intolerância declarada às ditas minorias, é sempre um desafio levar a cena um debate de questões onde a história nos dá de exemplo para questionar nossos atos. Outro desafio é trazer a narrativa de uma personagem que influenciou um País. Muitas são as versões e por mais que se apurem os fatos, sempre temos uma forma de olhar a história. Quando a olhamos agregamos a ela nossa crítica e nosso julgamento. Mas o que realmente está em julgamento? Em cena uma batalha para poder exercer o direito de ser aquilo que é.  Mas como olhar a fuga e a transformação de pessoas para não morrer na fogueira do Santo Oficio? De que ângulo? De que lado?

Assim destas interrogativas partem o fio condutor  da encenação do espetáculo Senhora de Engenho.

A ação textual situa-se numa sala de engenho, mas a encenação a transforma num tribunal do Santo Ofício, onde os personagens são réus  e testemunhas, com a função de jure e juiz.  A cena é estruturada em formato de arena, onde a platéia observa de todas as perspectivas dessa história. Em cena o julgamento de uma fé, o julgamento de tolerâncias. Como todo julgamento, a interpretação é densa com ares de mistérios. Onde uma carta a qualquer momento pode ser tirada da manga e revirado o jogo. Branca Dias é réu e sua própria defensora, enquanto os outros personagens se revezam entre testemunhas de acusação e defesa. As vozes são graves, impositivas que acusam e apontam.  O olhar é soberbo e desafiador. A musicalidade pontua a resistência do judaísmo, frente os santos cristãos, que dão boas vidas a platéia.

Um espetáculo realista com tons simbólicos, onde a platéia tem um papel fundamental, mandar ou não a protagonista para a fogueira da inquisição. Fogueira que a platéia deverá queimar suas intolerâncias com as minorias e a maiorias.   

O espetáculo foi concebido para ser encenado em formato de arena.
Serviço:
A SENHORA DE ENGENHO
DIA 25 DE MAIO DE 2013 (SÁBADO),
ÀS 8 DA NOITE,
NO MUSEU DO CANGAÇO, NA ESTAÇÃO DO FORRÓ.
PREÇO ÚNICO R$10.00 (dez reais).