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domingo, 12 de janeiro de 2014

HISTÓRIAS DO CANGAÇO – RUMO AO MASSACRE DE ANGICO

No capítulo de hoje – HISTÓRIAS DO CANGAÇO - RUMO AO MASSACRE DE ANGICO – vamos conhecer uma curiosidade do cangaço, pouco abordado pelos Historiadores, mas que é de notório saber nas ribeiras do Pajeú.

O PRIMEIRO TIRO -  Depois de um dia espichado de trabalho, em que as famílias e amigos se acomodam nos bancos e tamboretes nos alpendres das casas, saboreando um café torrado no caco e adoçado com rapadura, seguido de umas gostosas baforadas de cigarro de palha, os assuntos fluem com toda naturalidade, quer seja comentando fatos da atualidade, mexericos ou causos e exemplos do passado.

As conversas vão e vem, e vez por outra, qualquer matéria que se aborda, alguém tem na ponta da língua um causo que envolve o nome do Padre Cícero ou Lampião.
Aí já é mote pra todo mundo depor alguma passagem que seu avô ou avó presenciou, tendo um dos dois personagens citados como protagonistas.
E é justamente nestas histórias que quero me agarrar para trazer a tona às versões que escutamos a respeito do motivo de ter levado Virgolino a se tornar o Lampião.Isto é, como começou sua briga com Zé Saturnino, primeiro passo para tornar-se cangaceiro.
As conversas são muitas e todas têm seu fundo de verdade.
Entre um gole e outro de café, entre um cigarro e outro, as variantes vão tomando conta do tempo.
Pelo menos uma coisa temos certeza, que não foi um só incidente que rompeu os laços de amizade entre a família Ferreira e Zé Saturnino com os Nogueiras, e sim um aglomerado de acanhadas desavenças.
Muitas pedras foram postas nos caminhos dos dois:
Como falamos anteriormente, a família Ferreira, tinha como patriarca José Ferreira, que morava com a mulher e os filhos no Sítio Passagem das Pedras.
Tinha como vizinho o patriarca dos Alves de Barros, Saturnino Alves de Barros, da fazenda Pedreira, casado com Alexandrina, carinhosamente chamada de Dona Xanda.

Tamanha era a amizade destas famílias que este casal era padrinho de Antonio Ferreira, irmão mais velho da irmandade dos filhos de José Ferreira.


As residências de ambos tinham apenas uns setecentos metros uma da outra.
Pais amigos.
Filhos amigos.
Era uma relação amistosa.




Por serem tão vaidosos
Os Ferreira sempre andavam
Muito cheirando a perfume
Que nas viagens compravam
E todas festas que iam
As moças lhes perseguiam
E só a eles paqueravam.

Além da boa aparência
Que despertava atenção
Vestiam melhores roupas
Das feiras da região
E sempre que viajavam
Por onde eles passavam
Sobrava admiração.

Com isso outros rapazes
Sentiam-se enciumados
Vendo a fama dos Ferreira
Crescendo em todos os lados
Só pensavam na má fé
Procurando qualquer pé
Para acusá-los de culpados.
(Gilvan Santos)

Juntos iam as festas em Vila Bella, Floresta do Navio, Nazaré do Pico, São Francisco, São João do Barro Vermelho, nas demais fazendas quando por qualquer motivo comemoravam algo.
Trabalhavam nas lavouras.
Pegavam bois na caatinga, vestido num gibão, sem medo de enfrentar a agressividade daquelas brenhas.
Entre as amizades destacava-se a de Virgolino com José Alves de Barros (1).
Estes dois viviam emparelhados, desfrutando da juventude e todo divertimento nas redondezas.
Mas, pequenos detalhes indesejados começaram a fazer a diferença na camaradagem.
Dois jovens temperamentais, impulsivos e donos de si, iam, aos poucos, arranhando a afeição.
Fatos como:
Um certo tempo os dois selavam seus cavalos e embocavam no mato procurando um determinado garrote brabo.
Fizeram isto dias a fio e nada de encontrarem o bicho.
Certa tarde, após voltarem de mãos abanando, sem sucesso da pega, combinaram que só iriam continuar a busca dois dias pra frente, por que Virgolino iria cuidar de outros afazeres.
Tudo combinado.
Só que no dia seguinte José Alves de Barros - que entrou pra história com o nome de Zé Saturnino - preparou sua montaria e danou-se na caatinga e, por pura sorte, não precisou procurar muito, encontrou o tal garrote, laçou, dominou e chegou em casa vitorioso.
Quando Virgolino soube do acontecido ficou irado com o parceiro, alegando não ter o mesmo cumprido o combinado, conforme dito no dia anterior.
Outra ocorrência serviu de tempero para dar gosto neste burburinho: Foi numa festa na fazenda São Miguel. Gente de toda redondeza estava lá. Antonio Ferreira vinha chegando montado num cavalo e riscou o animal, acidentalmente, em cima, quase atropelando,  Zé Saturnino. Foi um fuzuê danado. Os presentes contornaram o entusiasmo dos dois e ficou o dito pelo não dito...ou, o feito pelo não feito. As horas foram passando, a festa corria animada com os comes e bebes, muita cantoria e conversas. Tudo parecia tranqüilo. Antonio montou novamente no animal, repetiu a cena da chegada e disse desafiando:
“- Da primeira vez não foi por gosto, mas agora é. Esse cavalo que vocês reclamam que não presta e que vive correndo atrás das éguas da vizinhança,  é o que melhor  serve pra minha montaria e pra cruzar com sua mãe e suas irmãs!”
Meteu as esporas no vazio do animal e saiu em disparada soltando gargalhadas. Os que ficaram, não acharam graça nenhuma. Viam, claramente, que boa coisa não estava pra advir.
Noutra ocasião, desapareceram uns dois ou três bodes do criatório da família Ferreira.E tudo levou a crer que  o autor da estripulia foi um morador da Pedreira,  chamado João Caboclo.
O velho Saturnino foi informado do acontecido mas nenhuma providência convincente foi nesta ocasião devidamente tomada. De tal forma que a situação andava colocando todo mundo a se olharem atravessado, com desconfiança.
Em outro momento, Virgolino em suas viagens como almocreve, comprou em Piranhas, Alagoas, dois chocalhos novos e pôs em seus animais. Zé Saturnino, numa brincadeira de mau gosto, provocou, dizendo que foram roubados. No bate boca que tiveram, o acusador acabou ganhando um apelido nada agradável: Zé Chocaio.
E o pior, o apelido pegou!

Começou mode um chocalho
Essa questão tão antiga
Com José Saturnino
Iniciou-se a intriga
Um debochava de cá
Outro xingava de lá
Assim começou a briga.
(Gilvan Santos)

A partir de futricas como estas os dois clãs começaram a andar na corda bamba.
E aí começaram a aparecer bodes com chifres quebrados, com orelhas cortadas, cavalos castrados, quando as miunças de um entravam na roça do outro, eram mortas.
Um torvelinho tomava conta de tudo.
Entretanto, os dois pais de família sempre conversavam tentando conter  o ímpeto dos filhos, que eram quem mais demonstravam rancor.
Certo dia, no apagar das luzes do  ano de 1916, num extremo de tarde, os três irmãos mais velhos dos Ferreiras, Antonio, Livino e Virgolino estavam juntando umas reses numa manga, pra levar pro curral. Quando passaram dentro da fazenda Maniçoba, também pertencente a Saturnino, escutaram gritos e gargalhadas. Ao olharem, perceberam que era José Saturnino com um grupo de amigos, entre eles, Zé Caboclo, Dionizio Vaqueiro e Paizinho derrubando a mata pra construírem uma casa e quando viram os Ferreiras passando começaram a soltar galhofas.
Não disseram nada.
Foram pra casa e relataram  tudo ao pai e não foram mais juntar o gado.
Foi motivo de mais um encontro dos dois chefes de famílias com o intuito de ponderar a situação.
No dia seguinte, do meio pro fim da tarde, os três irmãos, Antonio Rosa e um tal de Luís Gameleira, saíram nas montarias pra fazer o serviço que deixara de fazer no dia anterior.
Ao retornarem pra casa, conduzindo o criatório, ao passarem próximo a duas gigantescas pedras, uma sobre a outra, uma bela obra da natureza, nas imediações da fazenda Pedreira, uma emboscada estava pronta, montada por Zé Saturnino e seus homens, Zé Caboclo, Zé Guedes, Tibúrcio, Chico Moraes, Batoque, Olímpio Benedito e seus dois irmãos, Manoel e José.
A reação dos emboscados foi fugir levando Antonio Ferreira com um ferimento não muito grave na região do abdômen.

Depois do caso chocalho
Bastava qualquer asneira
Para haver desavença
Com a família Nogueira
Chegando a brigar armado
Quando saiu baleado
Um da família Ferreira.

Com Antonio baleado
Zé Ferreira disse então
Vamos embora daqui
Antes que aumente a questão
Isso não vai findar bem
Conheço os filhos que tem
Aqui não vai prestar não.
(Gilvan Santos)

Também morreu sua burra de montaria.
Foi o primeiro confronto envolvendo armas.
O desespero tomou conta do Sítio Passagem das Pedras.
No dia seguinte amanheceram em Vila Bella.
O velho José Ferreira, os três filhos e dois amigos, Venâncio e Roberto do Cipó foram direto procurar as autoridades, o coronel Cornélio Soares, Antonio Timóteo e o  delegado segundo-tenente Pedro Malta.
Nada resolveram.
Apenas disseram não quererem se meter em questões de ninguém.
Foram então ao fórum.
Deporam ao juiz e este, todo desavexado da vida, após ouvir todo relato, cheio de má vontade, apenas disse:
“- É. Quem tem medo de besouros não assanha o mangangá. Arranje um advogado!”
Procuraram os advogados e rábulas que tinham na cidade, mas nenhum teve disposição de entrar em confronto com a família Saturnino e Nogueira, que eram desdobramentos dos poderosos Carvalhos.
Aqui quero esclarecer aos leitores que por este tempo Zé Saturnino já estava casado com uma moça dos Nogueiras, chamada Maria, filha do fazendeiro João Alves Nogueira, da Serra Vermelha.
Pois bem, então Virgolino foi bem enfático e disse ao pai que agora ia resolver do seu jeito.
Foi então na casa comercial do senhor Pedro Martins e comprou dois rifles e dois mil cartuchos e mandou avisar ao então juiz de direito do 2º ofício de Vila Bella, Dr. Augusto Santa Cruz, que tinha dois advogados de primeira qualidade pra resolver suas causas.
A partir deste momento, a antiga amizade que vinha se deteriorando, passou a ter cheiro de pólvora.
Com a intervenção das autoridades e amigos, é feito um acordo muito estranho, que implicava num certo prejuízo para os Ferreiras, mas, como pensava Zé Ferreira, tudo valia em nome da paz. O acordo era que eles não mais freqüentariam a cidade de Vila Bella, e Zé Saturnino deixaria de ir a Nazaré.
Por alguns dias tem-se impressão de sossego entre as famílias. Até que, certo dia de feira Zé Saturnino entra em Nazaré montado em seu cavalo, ladeado pelo cunhado e um cabra, num tom de desafio e rompimento do trato.
Na saída da Vila os  Ferreiras montam uma emboscada, mas Saturnino escapa correndo a pé.
Mais uma vez a família é obrigada a fugir. Agora para o longínquo estado de Alagoas. Vão morar no Sítio Olhos D'água, mais ou menos duas léguas de Água Branca, sertão brabo da Terra dos Marechais.
Alguns dias depois os problemas reaparecem. Através de cartas Zé Saturnino incita o Tenente Zé Lucena, da policia alagoana, a perseguir e fazer pirraças com aquela família forasteira. Inclusive, segundo Seu Luiz Andrelino Nogueira – antigo escrivão de Vila Bella - estas missivas eram, na verdade, precatórias, redigidas por Antonio Timóteo  - escrivão que fazia as vezes de delegado - acusando os Ferreira de ladrão.
Em meio a tantas preocupações, desgostos e depressões, em conseqüência dos acontecimentos, morre, de vertigem, Dona Maria, a mãe dos Ferreiras.
Duas semanas depois, Virgolino, Antônio e Livino estavam viajando, tentando retornar seus trabalhos na almocrevia, quando sua casa foi invadida pela volante de Zé Lucena, assassinando friamente o velho  Zé Ferreira.
Os irmãos foram avisados e ao regressarem de viagem, reuniram-se ao redor do túmulo dos pais, no cemitério da paupérrima cidade de Santa Cruz do Deserto e da bôca de Virgolino sairam as palavras que nortearia sua vida :
 “- A terra que foi molhada com o sangue de um inocente, a partir de agora vai ser ensopada pelo sangue dos assassinos. Pois vou matar até morrer!”
Procurou matar Zé Lucena, mas teve sua vontade frustrada. Então voltou para sua terra pra matar Saturnino.
Já estava estigmatizado: agora a vida seria uma perpétua luta de morte contra os donos do poder e da lei, contra os “macacos”.
Para os Ferreiras não existia mas lei nem ordem escrita por homens de paletó e gravata, e um eventual código de honra estava previsto para ser adaptado às circunstâncias. Empunhou seu rifle e partiu para a vingança, com vinte e três anos, e, no bando de Sinhô Pereira, demonstrou ser um grande líder.
Seus irmãos também tiveram a mesma sina, sendo que Antônio passou a ser Esperança; Livino foi batizado de Vassoura; Ezequiel, Ponto Fino; e João Ferreira se encarregou de cuidar das irmãs. Maria casou-se com Pedro Raimundo; Angélica contraiu matrimônio com Virginio, que, infelizmente, com menos de um ano de casamento,  enviuvou. Aí entrou no cangaço ganhando o nome de Moderno; Virtuosa casou-se com Luiz Marinho e era quem mais mantinha contato com o irmão; e, enfim, Anália casou-se com Eliseu Norberto.
E assim, durante duas décadas peregrinando, desbravava as caatingas, percorrendo todo o nordeste, saqueando vilas e cidades, invadindo fazendas, dançando xaxado, roubando dos ricos fazendeiros e coronéis e distribuindo com os mais necessitados; cantando a “Mulher Rendeira”; matando quem não obedecesse; sangrando friamente o delator; castrando o traidor… Para uns, o herói; para outros, o bandido; para todos, um cabra macho, honrava cada letra que dizia.
E o poeta popular, nas feiras, sentado num tamborete, na porta de uma bodega, de uma mercearia ou debaixo de um pé de pau qualquer no meio de uma praça ou numa esquina, empunhava sua viola, agitando as cordas, entoava, para dezenas de matutos, entoava os seguintes versos, que são atribuídos a autoria ao próprio Lampião. Apesar de pouca leitura era um verdadeiro vate cangaceiro. Sua poesia se iguala à de qualquer um outro poeta de nossa literatura, com métrica, rimas e mensagem. Lampião era artista no rifle e na viola. Vejamos:

Me juntei a Sebastião Pereira
Companheiro de desgraça
Quis queimar o Pajeu
Pra ver subindo a fumaça
Conheci que era valente
Pois Lampião não desmente
O brio da sua raça

Eu me chamo Virgolino
Por alcunha Lampião
Sou cangaceiro afamado
Em todo alto sertão
Não levo em conta  o inimigo
E não encaro perigo
Estando de arma na mão

A chupeta que carrego
É o rifle e cartucheira
O leite é bala de chumbo
Muito veloz e certeira
Quem se julga pedra rocha
Venha ver se agüenta brocha
De Virgolino Ferreira

Nesse Pajeu das Flores
Fiz meu centro de ação
Sou senhor absoluto
De todo este sertão
Aqui quem quiser passar
Precisa de apresentar
Licença de Lampião

Quando pensei que podia
O caso estava sem jeito
Vou dar trabalho ao governo
Enfrentar de peito a peito
Vou trocar bala sem receio
Morrendo num tiroteio
Sei que morro satisfeito

Meu mano Antônio Ferreira
Cai na luta sem receio
Livino por sua vez
Não teme combate feio
Gosto de fazer zuada
Mas assombra a macacada
Quando cai no tiroteio

Eu, Antônio e Livino
Andamos pelo sertão
Soldado que nos enfrentar
Dá frio no coração
Porque já sabe que corre
E se for teimoso morre
Vai morar dentro do chão

Por minha felicidade
Entrei nessa triste vida
Não gosto nem de contar
A minha história sentida
A desgraça enche meu rosto
Em minha alma entra um desgosto
Meu peito é uma ferida

Quando me lembro senhores
Do meu tempo de inocente
Que brincava nos serrados
Do meu sertão sorridente
Sinto que meu coração
Magoado dessa paixão
Bate e chora amargamente

Meu pai, minha mãe querida
Quiseram me ensinar
No seu colo carinhoso
Ela me ensinou a rezar
E a todos respeitar
Ele me ensinou nos campos
Eu menino a trabalhar

Cresci na casa paterna
Quis ser um homem de bem
Viver do meu trabalho
Sem ser pesado a ninguém
Fui almocreve na estrada
Fui até bom camarada
E tive amigos também

Tive também meus amores
Cultivei minha paixão
Amei uma flor mimosa
Filha lá do meu sertão
Sonhei em gozar a vida
Bem junto à prenda querida
A quem dei meu coração

Hoje sei que sou bandido
Como todo mundo diz
Porém já fui venturoso
Passei meu tempo feliz
Quando no colo materno
Gozei do carinho terno
De quem tanto bem eu quis

Meu rifle atira cantando
Em compasso assustador
Faz gosto brigar comigo
Por que sou bom cantador
Quando meu rifle trabalha
Minha voz longe se espalha
Zombando do próprio horror

Nunca pensei que na vida
Fosse preciso brigar
Apesar de ter intrigas
Gostava de trabalhar
Mas hoje sou cangaceiros
E enfrentarei o balseiro
Até alguém me matar!

É comum escutarmos que Virgolino resolveu ser cangaceiro para vingar a morte do seu pai.
A verdade é que ele assumiu a condição de cangaceiro para tal vingança - no ano de 1920, dois dias após o assassinato, numa reunião com os irmãos, ao redor do túmulo dos pais, no cemitério de Santa Cruz do Deserto - mas que antes - desde 1916 - já tinha questões com os vizinhos.
Esclarecemos  que as confabulâncias através de carta entre Zé Saturnino e o comandante de volante José Lucena, que resultaram na morte de  José Ferreira, foi uma questão de desacerto, um erro grave, pois os alvos eram os filhos - destacadamente Virgolino, Antonio e Livino - e não o pai. Isto irritou por demais os mandantes. Sabiam que a vítima tombou inocente, sem a mínima culpa das presepadas dos três rapazes. Ainda hoje os parentes do primeiro inimigo de Lampião lamentam o fato

1 - Saltou pra dentro da história com o nome de Zé Saturnino da Pedreira e sendo o primeiro inimigo de Lampião. Nasceu no dia 20 de maio de 1894 e faleceu no dia 05 de agosto de 1980, às 22 horas. Foi sepultado no cemitério da Serra Vermelha.

(Extraído do livro LAMPIÃO. NEM HERÓI NEM BANDIDO. A HISTÓRIA, de Anildomá Willans de Souza)


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