Vídeos

Loading...

segunda-feira, 31 de março de 2014

SEMINÁRIO REÚNE ARTISTAS E EDUCADORES DO MOVIMENTO DE CULTURA POPULAR

Descrição da imagem
Geraldo Menucci foi diretor de música do MCP e participa do seminário na terça-feira (01/04)
=>Os artistas, intelectuais e educadores Abelardo da Hora, Geraldo Menucci, Germano Coelho, Joacir Castro, Letícia Rameh e Silke Weber se reúnem na próxima segunda e terça-feira (31 de março e 1º de abril) para relembrar a história do Movimento de Cultura Popular e da interrupção das suas atividades devido à ditadura militar, iniciada em 1964, quando tanques de guerra invadiram o Sítio Trindade, sede do movimento. O encontro para difusão de memórias será realizado no seminário “Movimento de Cultura Popular: um sonho interrompido, uma história recorrente – 50 anos depois do golpe militar de 1964”, no auditório do Museu do Estado. O evento faz parte do convênio firmado entre a Fundarpe e o Ministério da Cultura (MinC), e tem o apoio da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR).

O seminário já está com inscrições esgotadas, pois o auditório tem capacidade para 80 pessoas. Aqueles
que tiverem interesse podem entrar para uma lista de espera, enviando email para inscricoes.seminariomcp@gmail.com contendo dados pessoais (nome, profissão/curso/instituição e telefone). Caso ocorram desistências de pessoas inscritas, as vagas serão remanejadas para os que estiverem na lista de espera.

Na segunda-feira (31/03), a partir das 19h, a mesa de debate contará a presença do fundador e primeiro presidente do MCP, Germano Coelho, do artista Abelardo da Hora e da educadora Letícia Rameh. Dois dos convidados escreveram publicações sobre o movimento. Letícia é autora do livro “Movimento de Cultura Popular – impactos na sociedade pernambucana”, publicado em 2009, como resultado da tese de doutorado em educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em 2012, Germano Coelho lançou o livro "MCP - História do Movimento de Cultura Popular”.

Na terça-feira (1º/04), o maestro Geraldo Menucci, o diretor de teatro Joacir Castro e a educadora Silke Weber compõe a mesa. A professora Letícia Rameh também volta a participar na terça-feira como mediadora. Na ocasião, a educadora Silke Weber contará como integrou o Movimento de Cultura Popular e como esta experiência influenciou sua carreira. “Eu era estudante, fui convidada por Paulo Rosas. Eu fiquei com a atividade de selecionar os livros para crianças e para jovens e escrever textos sobre eles para incentivar a leitura. Depois fui coordenadora das Praças de Cultura, que tinham círculos de leitura, rádio com educação informal, recreação. Teve uma repercussão muito grande, tínhamos um jipe e saíamos pelos bairros, formamos muitos leitores”, relembra.

Quando houve o Golpe Militar em 1º de abril de 1964, Silke já não estava mais no Recife. “Eu tinha ido para Paris, em setembro de 1963, como bolsista da pós-graduação em Planejamento Educacional. Eu só tive a notícia do Golpe e da invasão no Sítio Trindade, ficou aquela imagem chocante dos tanques militares no Sítio”, conta.

O músico e maestro carioca Geraldo Menucci também guarda muitas lembranças do MCP e da ruptura do movimento pela ditadura militar, que acabou motivando sua fuga do Recife para o Rio de Janeiro, com a ajuda de Dom Hélder Câmara que o emprestou uma batina de padre para que se disfarçasse. “Cheguei ao Recife com 20 anos, por causa de parentes da minha primeira esposa. Iria passar apenas três meses e estou aqui até hoje. Fiquei encantado com a autenticidade política e cultural dos pernambucanos. Já tinha tendência esquerdista e me defini comunista”, relata Menucci, que fez parte do embrião do MCP, a Casa das Artes, junto com Abelardo da Hora. 


HISTÓRIA – O MCP foi criado no dia 13 de maio de 1960, como uma instituição sem fins lucrativos, mantida pela Prefeitura do Recife, entre 1960 e 1961, e, posteriormente, pelo Governo do Estado de Pernambuco, entre 1962 e 1964, nas gestões de Miguel Arraes. Sua sede funcionava no Sítio Trindade, antigo Arraial do Bom Jesus, localizado no bairro de Casa Amarela. O movimento era constituído por estudantes universitários, artistas, educadores e intelectuais e tinha como objetivo realizar uma ação comunitária de educação popular, a partir de uma pluralidade de perspectivas, com ênfase na cultura popular, além de formar uma consciência política e social nos trabalhadores, preparando-os para uma efetiva participação na vida política do País.

O MCP realizou atividades de alfabetização e educação popular, círculos de cultura, galeria de arte, grupo teatral, praças de cultura com bibliotecas, atividades de recreação, redes de escolas radiofônicas, centro de artes plásticas e artesanato, com cursos de cerâmica, tapeçaria, tecelagem, cestaria, gravura e escultura, entre outras ações.

Os projetos desenvolvidos tinham por objetivo elevar o nível cultural do povo e assim conscientizá-lo acerca das opressões que sofre. "Educar para a liberdade" é o lema que conduz suas atividades. O MCP teve influência do movimento intelectual francês Peuple et Culture, de Joffre Dumazidier, que Germano Coelho conheceu durante viagem à França. Quando retornou ao Recife, Coelho trouxe as informações para o governador Miguel Arraes, que decidiu tornar o movimento numa instituição. Antes de ser institucionalizado, o movimento teve origem em iniciativas como Sociedade de Arte Moderna do Recife (1948), Ateliê Coletivo (1952), Casa das Artes (1952), Teatro Popular do Recife (TPR). 

Participaram do MCP intelectuais e artistas como Argentina Rosas, Paulo Rosas, nita Paes Barreto, Aloísio Falcão, Norma Coelho, Sylvio Loreto, Josina Godoy, Paulo Freire, Francisco Brennand, Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho, José Cláudio e Luiz Mendonça, entre outros. O movimento também contou com o apoio de instituições políticas de esquerda como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

CONVIDADOS

- Abelardo da Hora é artista e bacharel em Direito na Faculdade de Direito de Olinda. Teve formação no Curso Livre de Escultura na Escola de Belas Artes de Pernambuco. Foi fundador da Sociedade de Arte Moderna do Recife (1948) e do Ateliê Coletivo (1952). Na década de 1960, trabalhou na Prefeitura do Recife como diretor da Divisão de Parques e Jardins, Secretário de Educação e diretor da Divisão de Artes Plásticas e Artesanato. Foi um dos idealizadores e diretor do MCP, construiu e dirigiu a Galeria de Arte, às margens do Capibaribe, o Centro de Artes Plásticas e Artesanato, e as Praças de Cultura nos bairros de Iputinga, Torre, Várzea, Beberibe.

- Geraldo Menucci é violonista e maestro. Formado pela Escola Nacional de Música e em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC – RJ). Integrou a equipe da Casa das Artes (criada em 1952) junto com Abelardo da Hora, onde ensinava música. Criou o Coral Bach do Recife, que se apresentou no Rio de Janeiro, a convite de Heitor Vila-Lobos, e em Moscou, a convite do Ministério da Cultura da União Soviética. No MCP, foi diretor de música e realizou a Serenata do Capibaribe e o Festival de Música Folclórica, entre outras ações. Criou, em 1960, a música do Hino da Ligas Camponesas, com letra de Francisco Julião. 

- Germano Coelho é advogado e professor. Atualmente é superintendente Institucional do Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE Pernambuco). Foi fundador e o primeiro presidente do MCP. Foi Prefeito de Olinda (1976 e 1992). Em 2012, lançou o livro "MCP - História do Movimento de Cultura Popular”.

- Joacir Castro é ator, dramaturgo e diretor de teatro. Integrou o Movimento de Cultura Popular, criando o Teatro Experimental de Cultura  no ano seguinte 1961. Posteriormente, o grupo passa a se chamar Teatro Popular de Cultura (TCP). Instalado na própria sede do MCP, no Sítio Trindade, o TCP cria dois espaços: o Teatro do Povo - uma arena e arquibancadas cobertas por uma lona, com capacidade para 500 pessoas - e a Concha Acústica Arraial do Bom Jesus, com capacidade para acomodar 3 mil pessoas.

- Letícia Rameh é pegadoga pela UFPE, professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO) e professora visitante da Pós-graduação da Fafire, mestre em Psicologia Social e da Personalidade pela PUC (RS) e doutora em educação pela UFPB. Em 2009, lançou o livro “Movimento de Cultura Popular – impactos na sociedade pernambucana” como resultado da tese de doutorado em educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

- Silke Weber é pedagoga pela UFPE, professora emérita da UFPE, professora permanente da Pós-Graduação em Sociologia da UFPE, mestre em Psicossociologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris), doutora em Sociologia pela Université René Descartes (Paris) e pós-doutora por programas das Universidades de Bremen, de Paris V e na London School of Economics and Political Sciences (LSE).  Iniciou no MCP, a convite de Paulo Rosas, como voluntária nas atividades de incentivo à leitura, direcionadas para crianças e jovens. Foi coordenadora das Praças de Cultura nos anos de 1962 e 1963. Foi secretária Estadual de Educação (1987 – 1990 / 1995 – 1998).

SERVIÇO
Seminário "Movimento Cultura Popular: um sonho interrompido, uma história recorrente – 50 anos depois do golpe militar de 1964" 
Inscrições gratuitas: Os interessados devem enviar email com nome, profissão/ curso, instituição e telefone para inscricoes.seminariomcp@gmail.com.
Dias 31 de março e 1º de abril, às 19h
Local: Auditório do Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960, Graças, Recife)
Informações: (81) 3184-3013 | www.fundarpe.pe.gov.br

PROGRAMAÇÃO
Dia 31 de março, a partir das 19h
Convidados: Abelardo da Hora, Germano Coelho e Letícia Rameh 
Dia 1º de abril, a partir das 19h
Convidados: Geraldo Menucci, Joacir Castro, Silke Weber e Letícia Rameh

quarta-feira, 26 de março de 2014

27 DE MARÇO DIA MUNDIAL DO TEATRO

O Dia Mundial do Teatro, criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro, é celebrado todos o anos, a 27 de Março, pelos centros nacionais do Instituto Internacional do Teatro e pela comunidade teatral internacional. São organizadas numerosas manifestações teatrais nesta ocasião, sendo uma das mais importantes, a difusão da mensagem internacional, tradicionalmente redigida por uma personalidade do Teatro, de renome mundial, a convite do Instituto Internacional do Teatro.
O International Theatre Institute (ITI), uma organização não governamental, foi fundado em Praga no ano de 1948 pela UNESCO e pela comunidade internacional do teatro.


Mensagem de Brett Bailey

Brett Bailey
Dia Mundial do Teatro, 27 de Março de 2014
Mensagem Internacional

segunda-feira, 24 de março de 2014

MINHA CIDADE TEM HISTÓRIA


MINHA CIDADE TEM HISTÓRIA é o nome da ação que a Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com a Secretaria de Educação, trabalha com alunos das escolas públicas, que visa despertar nos jovens o interesse pelo conhecimento e apoderamento de sua cultura e história. Os alunos são levados a visitação monitorada aos equipamentos turísticos da cidade, tais como a Casa da Cultura (Museu da Cidade, onde guarda aspectos gerais da Capital do Xaxado), a Igreja do Rosário (construída por mãos escravas, Marco Zero da cidade), a Igreja de Nossa Senhora da Penha (com seu estilo neoclássico), as praças, a Casa do Artesão, o ateliê de Paulo Rodrigues, o Museu do Cangaço (maior acervo do gênero do Brasil) e a Estação do Forró. Em cada localidade é narrada sua história, despertando a curiosidade dos alunos, que são prontamente respondidas e enriquecendo o conhecimento de todos.
A próxima escola a ser trabalhada será a Escola Vicente Inácio de Oliveira, do Bairro Mutirão, nos dias 04, 11 e 21 de abril.
Cada aluno receberá um kit com filipetas e folder sobre a cidade, permitindo um aprofundamento sobre cada ponto visitado.


CABRAS DE LAMPIÃO E COCO TRUPÉ DE ARCOVERDE

O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO vai promover uma temporada de apresentações do seu espetáculo durante os meses de abril e maio/2014, no QUINTAL DO MUSEU, no MUSEU DO CANGAÇO, TODOS OS SÁBADOS, às 20 horas, com entrada gratuita. “a ideia é oferecer ao público oportunidade de conhecer o espetáculo de maior representatividade de Serra Talhada”, explica CLEONICE MARIA, diretora do espetáculo e presidenta da FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO, “e ao mesmo tempo construir o ambiente que vai culminar com o “X ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO”, abrindo as portas para o São João”, anuncia comemorando.
 
O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO trará em alguns momentos algum outro grupo ou artista convidado para fazer as noitadas culturais, iniciando com a participação do CÔCO TRUPÉ, de ARCOVERDE, no dia 05 de abril, sábado.

Esta temporada de apresentações tem o incentivo da  FUNDARPE / FUNCULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO, com o projeto “MANUTENÇÃO DO GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO”.

SERVIÇO: Apresentação do GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO, no QUINTAL DO MUSEU, no MUSEU DO CANGAÇO, às 20 horas (oito da noite), com entrada grátis.
MAIS INFORMAÇÕES: (87) 9938 6035 E (87) 3831 3860 (MUSEU DO CANGAÇO).


OFICINA DE TEATRO EM SERRA TALHADA

A efervescência cultural em Serra Talhada invadiu o coração da gente, fazendo com que vários jovens, crianças e adultos nos procurem querendo  participar de alguma atividade artística e, por incrível que pareça, as ARTES CÊNICAS têm sido uma das mais solicitados. “O movimento teatral em Serra Talhada ganha força com os trabalhos do Centro Dramático Pajeú, com a militância tenaz de Carlos Silva que brinda todos nós com seus espetáculos e o Massacre de Angico – A Morte de Lampião, que a Fundação Cultural Cabras de Lampião repaginou a linguagem cênica no Nordeste”, comemora o Secretário de Cultura e Turismo, Anildomá Willans de Souza. Mediante toda empolgação a Secretaria de Cultura e Turismo, da prefeitura Municipal de Serra Talhada, abriu espaço na agenda e instituiu a OFICINA de INTERPRETAÇÃO TEATRAL – ministrada pelo ator CARLOS SILVA. As vagas são limitadas e os interessados devem ter acima de 14 anos. As matrículas estão abertas, deverão ser feita no Museu do Cangaço.

A OFICINA DE INTERPRETAÇÃO TEATRAL terá inicio no dia 27 de março. Mais INFORMAÇÕES, pelo telefone 3831-3860.

CARAVANA CULTURA VIVA: CAGEPE E CONCEIÇÃO.

A CARAVANA CULTURA VIVA continua sua saga pelos bairros da cidade do coração da gente promovendo a autoestima com muita arte e alegria, conduzido pelos graciosos Virgolino e Maria, são apresentados espetáculos de danças populares, teatro, cantoria de viola e contação de causos. Já tem data as próximas Caravanas serão:

ü Domingo, 06 de abril, às 19 horas, no Bairro Cagepe, em frente a Igreja de São Sebastião.
ü Domingo, dia 13 de abril, às 19 horas, no Alto da Conceição, em frente ao Propac.

No espaço – na rua – onde acontece a Caravana Cultura Viva é instalado um tablado, equipamento de som e luz, cadeiras, para o público assistir as apresentações com conforto e segurança.


A CARAVA CULTURA VIVA é uma promoção da prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Cultura e Turismo.

OFICINA DE PINTURA EM PEDRAS



Movimento Cultura Viva tem duas frentes de ação: formação e difusão. A primeira acontece com as oficinas de artes, capacitação em elaboração de projetos, gestão em cultura. A segunda é na difusão que tem como cartão a Caravana Cultura Viva, percorrendo bairros e distritos de Serra Talhada. Para ampliar nossas ações estamos incluindo agora OFICINA DE ARTESANATO EM PEDRAS – na verdade, pintura em pedras, que é a linha de artesanato mais divulgado de Serra Talhada, a partir da mestra artesão DEUSA PIRES.  A prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Cultura e Turismo, anuncia que estão abertas vagas para OFICINA DE ARTESANATO EM PEDRAS com Cida Souza, que foi aluna de Tia Deusa na produção de pintura em pedras.
SERVIÇO:

Inscrições gratuitas, no Museu do Cangaço.
As aulas serão as sextas feiras e domingo, das 8 às 10 horas, na ESTAÇÃO DO FORRÓ.
Idade mínima: 14 anos.
VAGAS LIMITADAS.
INFORMAÇÕES: 3831-3060.

PROJETO MOVA BRASIL DIVULGA SELECIONADOS EM ST

Foi definida a lista para seleção de monitoras e monitores do Programa Mova Brasil, em Serra Talhada. Essa é a primeira vez que o projeto chega ao município inspirado no Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA), criado pelo educador Paulo Freire, o Projeto MOVA-Brasil segue no caminho para além das letras e números.
Desenvolvido por meio de uma parceria entre Petrobras, Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Instituto Paulo Freire (IPF), tem como finalidade promover a dignidade humana garantindo aos indivíduos e às comunidades a oportunidade de reconstruirem seu destino e de conquistarem o direito à cidadania plena e participativa.
O Programa oferece bolsa, carteira assinada e capacitação de uma semana em Recife, por técnicos da Petrobras. O Mova Brasil terá durarão de nove meses na Capital do Xaxado. “Tivemos 90 pessoas escritas, fazendo com que em vez de 15 turmas, tivéssemos 16 turmas, devido a grande demanda”, disse a coordenadora do projeto Rivalda Valões.



Monitores/Monitoras
NOME Bairro/Comunidade 
1- FABIANA DA SILVA SOUZA A A B B 
2- MARIÊTA DOS SANTOS SERAFIM BOM JESUS 
3- KÁTIA SIMONE DA SILVA MULTIRÃO 
4- MARIA DO SOCORRO SIQUEIRA CAVALCANTE CENTRO 
5- MARIA DO SOCORRO ALENCAR. CENTRO 
6- MARIA VALDECI DE OLIVEIRA SANTOS. FAZENDA JATOBÁ 
7- REJANE MARIA DE GOIS. VILA BELA 
8- LUCELINA SOUZA E SILVA. VÁRZEA 
9- SIMONE ALVES DE SIQUEIRA SANTOS. MULTIRÃO 
10-JOEL PEREIRA DOS SANTOS. SÃO CRISTOVÂO 
11-FRANCIVÂNIA NUNES PEREIRA. BOMBA 
12-FABIANA DE SOUZA SERAFIM. C A G E P 
13-DENISE VERÔNICA CORDEIRO DA SILVA. ALTO BOM JESUS 
14-JOSEANE FERREIRA SOBRAL. VILA BELA 
15-DANIELLE CRISTINA DE OLIVEIRA. C O H A B 
16-VERÔNICA LEÃO FAGUNDES RODRIGUES. I P S E P

sexta-feira, 21 de março de 2014

MUSEU DE ARTE SACRA DE PERNAMBUCO



Inaugurado no dia 11 de abril de 1977, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe) está instalado numa das primeiras edificações da Vila de Olinda, a antiga Casa da Câmara, fundada por Duarte Coelho em 1537. Em 1676, quando Olinda foi elevada ao status de cidade, o edifício serviu como Palácio Episcopal para seu 1º Bispo, Dom Estevão Brioso de Figueiredo.

O antigo Palácio dos Bispos de Olinda, pertencente à Arquidiocese de Olinda e Recife, sofreu várias adaptações ao longo dos séculos XVIII e XIX, servindo como residência coletiva de religiosos, colégio e quartel do exército durante a 2ª Guerra Mundial. Em sua fachada, é possível ver o antigo brasão episcopal e uma placa da Unesco, de 14 de dezembro de 1982, que declara Olinda Monumento Cultural da Humanidade.

Privilegiado por sua localização e amplitude, o antigo Palácio dos Bispos foi transformado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em espaço para exposição e estudo da arte sacra ou de inspiração religiosa graças, especialmente, a sugestões da população local. O acervo fixo do Maspe, que começou a ser construído a partir de mais uma centena de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife, hoje reúne objetos de culto como santos populares e de procissão, relicários, custódias e pinturas religiosas. Um dos destaques do acervo fixo do MASPE são a coleção de imagens antigas eruditas, policromadas e douradas, datadas do século XVI.

Horários de visitação: Segunda a sexta das 9h às 13h
E-mail: maspe@fundarpe.pe.gov.br
Telefone: 3184-3154

quinta-feira, 20 de março de 2014

XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO: UM GRUPO, UMA MARCA, 19 ANOS DE HISTÓRIA


O Grupo de Xaxado Cabras de Lampião é uma trupe de artistas sertanejos exatamente da cidade onde nasceu Virgolino Ferreira da Silva - o Lampião que reproduzem no palco como os cangaceiros se divertiam nos intervalos dos combates; foi criado em 1995 e sua estréia aconteceu no coreto da Praça Sergio Magalhães em 20 de março do mesmo ano, é um grupo de Xaxado com musica ao vivo.  É o maior divulgador da dança de Lampião e seus cangaceiros e mantém a originalidade e autenticidade conforme criada pelos bandoleiros do sertão.


O Grupo de Xaxado Cabras de Lampião trouxe os cangaceiros para frente das luzes e o cangaço se transformou num show de arte com uma nova e revolucionária imagem do Rei do Cangaço. É um espetáculo que conduz o espectador a um mergulho no mundo mágico e místico do sertão nordestino.

Com músicas ao vivo - sanfona, triângulo e zabumba - e um repertório do cangaço, MPB além de indumentária semelhante a dos cangaceiros, a saga de Lampião e seus companheiros, são mostrados de forma envolvente e de singular beleza.
O Xaxado é uma dança criada pelos cangaceiros e, por isso mesmo, constitui parte da cultura nordestina, característica de um povo alegre e forte apesar da ausência ou de pouquíssima atenção governamental nessa região do Brasil; o Grupo tem sua sede (Museu do Cangaço) em Serra Talhada, terra de Lampião e Capital do Xaxado.

Nesses 19 anos de história já se apresentou em todas as regiões do Brasil e participa de vários Festivais nacionais e internacionais, levando a dança dos cabras de Lampião; mostrando a força e a graça de um período revolucionário da história do nordeste do País.





sexta-feira, 14 de março de 2014

ANCINE REALIZA SEMINÁRIO SOBRE O FUNDO SETORIAL DO AUDIOVISUAL NO NORDESTE

=>Estão abertas as inscrições para o Seminário Fundo Setorial do Audiovisual – FSA, que a ANCINE realiza no dia 20 de março na capital pernambucana.
Ancine_Cor_positivo
O encontro acontecerá de 14h às 17h, através da parceria com a Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC), com o Banco do Nordeste, e com o CANNE – Centro Audiovisual Norte-Nordeste. As apresentações de Recife contarão também com transmissão ao vivo por videoconferência para outras seis capitais nordestinas (Aracaju, Fortaleza, Maceió, Natal, São Luis, e Teresina).

Com a participação da diretora Rosana Alcântara e dos Superintendentes de Desenvolvimento Econômico, Marcos Tavolari, e de Fomento, Paulo Alcoforado, o seminário é voltado a profissionais de empresas produtoras, distribuidoras ou programadoras de conteúdo audiovisual, responsáveis pela execução dos projetos financiados pelo Fundo, gestores de fundos de investimento com participação do FSA, entre outros. Na pauta, orientações sobre as novas chamadas públicas para desenvolvimento, produção e comercialização de projetos para cinema e TV.
Os interessados em participar devem enviar pedido de credenciamento para o e-mailancinevideoconferenciane@gmail.com, contendo as seguintes informações no corpo da mensagem: nome completo, CPF, RG, e em qual cidade assistirá o seminário. As inscrições ficam abertas até às 12h do dia 19, ou até o preenchimento das vagas. Por problemas técnicos da sala, João Pessoa não contará com a transmissão do seminário. Recomenda-se aos produtores/realizadores do estado que assistam a transmissão em Natal (RN) ou compareçam no encontro presencial com os técnicos no Recife, bastando informar a intenção da cidade escolhida no momento da inscrição. Os participantes que estiverem assistindo remotamente as apresentações, por videoconferência, também poderão interagir e realizar perguntas aos palestrantes.
O seminário sobre o Fundo Setorial do Audiovisual, uma ação de transparência institucional da ANCINE, faz parte de uma série de eventos promovidos com o objetivo de capacitar os agentes do mercado e tirar dúvidas sobre o funcionamento de áreas-chave da agência. Em 2013 foram realizados seminários de Prestação de Contas de Projetos Audiovisuais, de Registro de Obras Brasileiras, e de Análise e Acompanhamento de Projetos da Superintendência de Fomento. Em 2014, a ANCINE já realizou seminários do Fundo Setorial do Audiovisual, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e leva agora a iniciativa, elogiada pelos parceiros e profissionais participantes do evento, para o Nordeste.
Serviço:
Seminário Fundo Setorial do Audiovisual
Com a participação da diretora da ANCINE, Rosana Alcântara, do Superintendente de Desenvolvimento Econômico, Marcos Tavolari, e do Superintendente de Fomento, Paulo Alcoforado
Data/Hora: Quinta-feira, 20 de março, de 14h às 17h, em Recife – PE, e por videoconferência em outras seis cidades
Inscrições: até 12h de 19/3, pelo e-mail ancinevideoconferenciane@gmail.com, informando nome completo, CPF, RG e local onde deseja assistir ao seminário. Vagas limitadas.
Endereços:
Recife – PE: Av. Conde da Boa Vista, 800 – 2º Andar – Edif. Apolônio Sales – Bairro da Boa Vista
Aracaju – SE: R. Itabaianinha, 44 – 3º Andar – Centro
Fortaleza – CE: Av. Dr. Silas Munguba, 5700 – Passaré
Maceió – AL: R. da Alegria, 407 – Centro
Natal – RN: Av. Antonio Basílio, 3006. Ed. Lagoa Center. Loja 35C – Lagoa Nova
São Luis – MA: Av. Colares Moreira, Quadra 100, Lote 4, ED Expresso XXI – Bairro Renascença
Teresina – PI: R. Rui Barbosa, 163 – Centro

quinta-feira, 13 de março de 2014

MORRE O ATOR PAULO GOULART AOS 81 ANOS

=>O ator Paulo Goulart morreu em São Paulo, nesta quinta-feira (13), aos 81 anos. Ele estava internado no hospital São José, na região central da cidade. Entre agosto e outubro de 2012, ele ficou internado devido a um câncer na região entre os pulmões. Segundo nota do hospital, Goulart morreu às 13h15, "decorrente de um câncer renal avançado". O corpo do ator será velado de 23h30 desta quinta às 13h de sexta-feira (14), no Theatro Municipal de São Paulo. O enterro será na sexta no Cemitério da Consolação, também em São Paulo.
O ator Paulo Goulart em 1994 (Foto: MARCOS MENDES/AGÊNCIA ESTADO)
Paulo Goulart em 1994 (Foto: Marcos Mendes/
Agência Estado)
A família do ator se reuniu e conversou com repórteres no hospital, nesta quinta. "Foi um final dolorido, mas uma passagem em paz com muito amor", disse Nicette Bruno, viúva de Paulo. "Foi com todos os filhos e netos em volta. É eterno. Vamos ter esse momento de separação. Mas vamos nos encontrar. Tenho a certeza de que ele estará sempre conosco", completou Nicette. Beth Goulart, filha do casal, agradeceu a todos os "amigos conhecidos e desconhecidos" que sentiram a perda. Todos choraram durante os depoimentos.
Ao longo de sua carreira, iniciada quando ainda era adolescente, Goulart destacou-se por seus trabalhos em novelas como “Plumas e paetês” (1980), “Roda de fogo” (1986) e “O dono do mundo” (1991). Ele também participou de filmes como “Rio zona norte” (1957), “O grande momento” (1958), “Gabriela, cravo e canela” (1983) e “Para viver um grande amor” (1983). Ele nasceu em Ribeirão Preto (SP) em 9 de janeiro de 1933 – seu nome de batismo é Paulo Afonso Miessa; o Goulart ele tomou emprestado de um tio, o radialista Airton Goulart, como primeiro emprego foi como DJ, operador e locutor em rádio fundada por seu pai, em Olímpia, no interior paulista. No entanto, antes de se iniciar na carreira artística, o futuro ator estudou química industrial. De acordo com ele, a ideia era ter uma alternativa de emprego. “Eu queria ter algum outro ofício, porque rádio, embora fosse uma grande coqueluche, não era encarado como uma profissão. 
Paulo Goulart e Nicete Bruno posam para foto em frente ao Teatro Guaíra, em Curitiba, em 2008 (Foto: VALÉRIA GONÇALVEZ/AGÊNCIA ESTADO)
Paulo Goulart e Nicette Bruno em frente ao Teatro
Guaíra, em Curitiba, em 2008 (Foto: Valéria
Gonçalvez/Agência Estado)
No cinema, estreou em 1954, na comédia “Destino em apuros”, de Ernesto Remani. Neste que é tido como o primeiro filme colorido produzido no Brasil, Goulart contracenou com Paulo Autran, Sérgio Britto, Ítalo Rossi e Inezita Barroso. Seu segundo trabalho no cinema foi em “Rio, zona norte” (1957), de Nelson Pereira dos Santos. Antes de estrear na TV Globo, o que aconteceria em 1969, Paulo Goulart morou com a família por um período no Paraná – onde trabalhou com teatro e TV – e passou pela TV Excelsior. Entre o final da década de 1950 e o começo da de 1960, prosseguiu atuando no cinema. Em 1958, esteve em nada menos que cinco filmes. Já na Globo, seu primeiro papel veio em “A cabana do pai Tomás”, que adaptava o livro homônimo escrito pela autora americana Harriet Beecher Stowe (1811-1896).
No trabalho seguinte na emissora, esteve em história cujo tema ele considerava ousado. “Era uma temática bastante arrojada para a época: uma mulher casada que deixou o marido para viver com outro homem”, declarou. A novela era “Verão vermelho” (1970), de Dias Gomes, na qual interpretou uma das pontas de um triângulo amoroso formado ainda por Dina Staft e Jardel Filho. Ele também costumava destacar o pioneirismo da novela “Uma rosa com amor” (1972): “Foi, talvez, a primeira novela de comédia”.
Depois disso, Goulart fez novelas importantes na TV Tupi, caso de “Éramos seis” (1977), inspirada na obra homônima, escrita por Maria José Dupré (1898-1984), e “Gaivotas” (1979). No regresso à Globo, esteve em “Plumas e paetês” (1980): “Foi fantástico! Aquele guarda italianão [Gino], que falava com aquele sotaque, gostava de comida... Eu adoro! Foi um retorno maravilhoso”.
A família Goulart - Paulo Goulart Filho, Nicette Bruno, Bárbara Bruno e Beth Goulart- em foto de 1987 (Foto: AE)
A família Goulart - Paulo Goulart Filho, Nicette Bruno,
Bárbara Bruno e Beth Goulart- em 1987 (Foto: AE)
Nos anos 1990, Paulo Goulart ficou especialmente marcado por interpretar personagens de caráter duvidoso. Vieram, então, o bon vivant Altair de “O dono do mundo” (1991), em que viveu o pai do protagonista (papel de Antonio Fagundes), e o seu Donato da segunda versão de “Mulheres de areia” (1993). Goulart chegou a comentar sobre a composição deste último: “Donato era uma pessoa má por princípio, um assassino. Mas eu me agarrei numa só coisa: um grande amor, ou melhor, a paixão por uma adolescente. Então, em nome disso, ele cometia todas as atrocidades; e, quanto mais apaixonado, pior ficava. Mas isso me abastecia como intérprete”.

Nos anos 2000, o ator também se dedicou ao trabalho em minisséries, como “Aquarela do Brasil” (2000), “Um só coração” (2004), “JK” (2006) e “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes” (2007). Antes, esteve em “Auto da compadecida” (1999). Suas últimas novelas foram “Ti-ti-ti” (2010) e “Morde & Assopra” (2011). Ao longo da carreira, Paulo Goulart atuou em trabalhos exibidos por outras emissoras, como “As pupilas do senhor reitor” (1995), do SBT, e “O campeão” (1996), da Bandeirantes.
Ele é pai do Paulo Goulart Filho que será Lampião na trilogia sobre o Rei do Cangaço e estava cotado para participar das filmagens que acontecerão em breve em varias cidades do nordeste inclusive Serra Talhada.
Fonte G1

BETH DE OXUM É INDICADA PARA O CONSELHO CURADOR DA EBC PELO CENTRO PELO LUIZ FREIRE

bethdeoxum=>Encerrou-se nesta segunda-feira, 10 de março, o prazo para que entidades de todo país enviassem suas indicações para a Consulta Pública que selecionará cinco novos representantes da sociedade civil no Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Criada em 2007, a EBC é responsável pela TV Brasil, a Agência Brasil, a Radioagência Nacional e mais oito emissoras públicas de rádio. De um total de vinte e duas, as quinze vagas destinadas a representantes da sociedade civil no Conselho Curador são, praticamente, o único espaço de participação social na gestão da empresa pública, sendo sua consulta exigida na aprovação das linhas editoriais do conteúdo veiculado em todos canais da EBC. O Conselho também desempenha um papel fiscalizador, emitindo pareceres sobre a programação que são obrigatoriamente acolhidos pela Diretoria-Executiva da EBC, podendo, ainda, emitir voto de desconfiança a qualquer membro da diretoria da empresa.
O Centro de Cultura Luiz Freire, tem se comunicado com parceiros de todo o país desde a divulgação da Consulta Pública. Tivemos acesso a sugestões de nomes de diversos segmentos sociais comprometidos com a democratização da comunicação. Embora pudéssemos nos fazer muito bem representados por mais do que cinco daquelas pessoas, sentíamos falta de uma indicação  que pudesse se somar à conselheira Ana Maria Veloso nas contribuições pernambucanas à comunicação pública, exprimindo assim a força da luta local pelo direito à comunicação. Nome que encontramos e honrosamente anunciamos:
Mãe Beth de Oxum – gestora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada, em Olinda, uma das nossas mais importantes guerreiras da cultura popular em Pernambuco.
Das cinco vagas do Conselho Curador da EBC que serão preenchidas nesta Consulta Pública, duas delas são ocupadas atualmente por representantes nordestinos. Acreditamos que Beth, por seu histórico de resistência cultural e combate à intolerância às religiões de matriz africana, somaria muito levando sua experiência para as decisões sobre o conteúdo que devemos ter nos veículos públicos de comunicação. Assim, convidamos todos nossos parceiros – atuais e futuros – a tomar a iniciativa de garantir a participação de suas entidades na consulta da EBC e efetivar uma representação expressiva com a indicação de Beth de Oxum.

terça-feira, 11 de março de 2014

ALUÍZIO FERNÃ MINISTRA MAIS UM CURSO DE DESENHO E PINTURA GRATUITA

=>A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo - SECULT/ST oferece para população mais um módulo do Curso de Desenho Artístico e Iniciação a Pintura, ministrado pelo artista plástico Aluízio Fernã.
Segundo o responsável pela pasta, Anildomá Willans, é mais uma oportunidade para todos que desejam aprender a arte do desenho e da pintura em tela, as aulas terão início no próximo dia 15 e vai acontecer aos sábados das 8 às 11 horas.
As inscrições ainda estão abertas, basta procurar a Secretaria de Cultura do município na Estação do Ferroviária (Museu do Cangaço), o curso é totalmente gratuito, o único pré-requisito é que o interessado tenha mais de 10 nos de idade e possua noções básicas de desenho.
=>Contato e Informações: 87.9938-7400 e/ou 3831-6038


sábado, 8 de março de 2014

CABRAS DE LAMPIÃO: TEMPORADA NO QUINTAL DO MUSEU



O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO VAI PROMOVER UMA TEMPORADA DE APRESENTAÇÕES DO SEU ESPETÁCULO DURANTE OS MESES DE ABRIL E MAIO/2014, NO QUINTAL DO MUSEU, NO MUSEU DO CANGAÇO, TODOS OS SÁBADOS, ÀS 20 HORAS, COM ENTRADA GRATUITA. “A IDEIA É OFERECER AO PÚBLICO OPORTUNIDADE DE CONHECER O ESPETÁCULO DE MAIOR REPRESENTATIVIDADE DE SERRA TALHADA”, EXPLICA CLEONICE MARIA, DIRETORA DO ESPETÁCULO E PRESIDENTA DA FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO, “E AO MESMO TEMPO CONSTRUIR O AMBIENTE QUE VAI CULMINAR COM O “X ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO”, ABRINDO AS PORTAS PARA O SÃO JOÃO”, ANUNCIA COMEMORANDO.

O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO TRARÁ EM ALGUNS MOMENTOS ALGUM OUTRO GRUPO OU ARTISTA CONVIDADO PARA FAZER AS NOITADAS CULTURAIS.

ESTA TEMPORADA DE APRESENTAÇÕES TEM O INCENTIVO DA  FUNDARPE / FUNCULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO, COM O PROJETO “MANUTENÇÃO DO GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO”.



SERVIÇO: APRESENTAÇÃO DO GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO, NO QUINTAL DO MUSEU, NO MUSEU DO CANGAÇO, ÀS 20 HORAS (OITO DA NOITE), COM ENTRADA GRÁTIS.
MAIS INFORMAÇÕES: (87) 9938 6035 E (87) 3831 3860 (MUSEU DO CANGAÇO).


LADO FEMININO DO CANGAÇO

MARIA BONITA ADOLESCENTE
Hoje, Dia Internacional da Mulher, chegamos com a série HISTÓRIAS DO CANGAÇO – RUMO AO MASSACRE DE ANGICO, trazendo um dos aspectos mais curiosos da história de LAMPIÃO, o que chamamos de LADO FEMININO DO CANGAÇO. Vamos conferir.

Correndo pra cima e pra baixo, chegando nas vilas, povoados e cidades, irradiando sua justiça, chega Lampião num final de tarde a Santa Brígida, na Bahia e vai direto à casa do sapateiro José de Neném (José Miguel da Silva) procurar umas encomendas que dias antes havia solicitado a um coiteiro. 
Precisava de alpargatas novas, consertar algumas e receber uns couros para os bornais e bandoleiras. No meio da conversa percebeu Lampião que a mulher do sapateiro não tirava os olhos de cima dele e ficava o tempo todo soltando laços de fita. A principio não deu atenção, mas depois soube que dona Maria de Neném - seu verdadeiro nome era Maria Gomes de Oliveira, nascida no dia 8 de março de 1911, na fazenda Malhada Caiçara, era filha de José Felipe e dona Maria de Oliveira Déa - tinha os seguintes irmãos : José, Ozeas, Izaías, Arlindo, Ananias, Benedita, Antonia, Dorzina, Chiquinha, Nana, Dondon e Deusinha -  vivia em constantes desentendimentos com o marido. Foi a brecha que o Comandante das Caatingas precisava para seu coração e sua alma se entrelaçarem nas garras do “feitiço atrativo do amor…” poucos dias depois ele saiu daquele vilarejo poeirento com a agora Maria Bonita montada na garupa do seu cavalo, seguido por dezenas de cangaceiros. Era 1930.
            Algum tempo antes o padrinho e assistente espiritual de Lampião havia lhe orientado para nunca deixar mulher participar do bando, muito menos viver maritalmente com nenhuma delas, porque, segundo as Escrituras Sagradas, a mulher é a verdadeira perdição do homem. A feminilidade de Maria Bonita foi mais forte do que os conselhos de Patriarca do Juazeiro, Padre Cícero Rumão Batista.
            Vale esclarecer que Maria Bonita, ou Santinha, como era tratada por Lampião, foi a primeira mulher a participar do cangaço. Nessa mesma ocasião sua cunhada, Mariquinha, acompanhou o cangaceiro Labareda, que na verdade se chamava Ângelo Roque. Daí em diante mais ou menos quarenta mulheres estavam nas trincheiras do cangaço, trazidas pelos companheiros.
            Não é possível compreender a mulher cangaceira, sem que não se tenha uma ideia clara do que era exatamente a sociedade naquele tempo. Se observarmos com os olhos atuais, com os conceitos atuais, não vamos entender nada. A educação da mulher sertaneja se resumia em ser bem apurada com as prendas domésticas: saber cozinhar, costurar e obediência geral ao homem.
. O preconceito contra a mulher no universo do sertão era superior ao de qualquer outra parte. Mas mesmo assim, tivemos aquelas que emprestaram sua coragem e sua força  para dar mais beleza à história, como por exemplo Sila, que aos treze anos deixou toda a família pra trás e foi viver com seu grande amor, o cangaceiro Zé Sereno, nas brenhas, sem lugar para chegar.
Segundo Dadá, que faleceu em 1994, esposa de Corisco, disse que :
            “Não havia amor como aquele do cangaço. A vida era doce, apesar da policia e da perseguição”.
           
LUIZ PEDRO LADEADO
POR NENÉM E MARIA BONITA
Os casais de cangaceiros mais conhecidos no tempo de Lampião, foram os seguintes:
Lampião e Maria Bonita
Corisco e Dadá
Zé Sereno e Sila
Português e Cristina
Luiz Pedro e Neném
Boa Vista e Laura (Doninha)
Serra Branca e Eleonora
Juriti e Maria Fernandes
Mariano e Adelaide
Labareda e Maria
Passarinho e Maria da Conceição
Rio Branco e Florência
Pedra Rosa e Quitéria
Cirilo de Ingrácia e Moça
Mariano e Otilia de Jesus
Gitirana e Maria Cardouso
Criança  Dulce
Mourão e Sabina da Conceição
Gato e Inacinha
Lavandera e Lili
Cajazeiras e Enedina
Zé Baiano e Lídia
Canário e Adélia
Gorgulho e Áurea
Juriti e Abília
Arvoredo e Dória
Beija Flor e Emilia
Elétrico e Eufrosina
Veado Branco e Idalina
Pinga Fogo e Iracema
Besouro e Zefinha
Relâmpago e Josefa Maria
Cocada e Marina
Labareda II (Ângelo Roque) e Mariquinha
Bala Seca e Verônica
Pancada e Maria de Jesus
Azulão e Maria
Azulão III e Maria Juvina
Moita Braba e Sebastiana Lima
Passarinho II e Liça
            Havia no bando dezenas de homens solteiros e quase não se registra  presença de mulheres solteiras junto aos cabras de Lampião.
            Relata Luiz Cristóvão dos Santos no “Brasil do Chapéu de Couro”:
“ Amor estranho e selvagem (o de Lampião e Maria Bonita), feito de sustos e sacrifício. Abraços que os estampidos interrompiam, conversas de enamorados que as emboscadas cortavam. Beijos rápidos trocados ao clarão da luta. Amores precipitados, os corpos machucados rolando na terra dura”.
            Foi nesse clima que no iniciozinho de 1931 Maria Bonita engravida. A barriga foi tomando forma e quando vem o parto, o menino nasce morto. E assim teve quatro gravidez. Somente a última segurou.
Nasceu, debaixo dum umbuzeiro, na fazenda Enxu, propriedade de Zequinha ª Tavares, estado de Sergipe, em meados de dezembro de 1932 a março de 1933, Expedita. A dona Rosinha, moradora dos arredores da fazenda Pedra d’Água, foi a parteira.

            Como criar?
            No cangaço não se cria os filhos. Tem que se procurar alguém da mais extrema confiança para entregar o rebento.
            Havia por ali um vaqueiro chamado Severo Mamede e sua esposa estivera grávida também, e teve uma menina com poucos dias de diferença da filha de Lampião Maria Bonita.Foi ele quem teve a incumbência de criar Expedita e espalhou a notícia que sua mulher havia parido gêmeas.
            A mãe de Maria Bonita, dona Déa, morreu em 1964, picada de cobra. E seu marido, em 1965.
            As mulheres tinham grande influência na vida e no comportamento dos cangaceiros, inclusive, é unânime o que dizem os historiadores, que Maria Bonita era a única pessoa que conseguia se aproximar do Rei do Cangaço quando ele estava irado, chegando até a conter sua ira. Havia grande respeito entre os cangaceiros e suas mulheres.
            O ingresso da mulher nos bandos de cangaceiros foi um fato cabal que demonstra o poder do sexo feminino em mudar radicalmente o curso da história. E que não é por trás do grande homem que existe uma grande mulher, ela está ao lado, ombro a ombro.