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quinta-feira, 13 de março de 2014

MORRE O ATOR PAULO GOULART AOS 81 ANOS

=>O ator Paulo Goulart morreu em São Paulo, nesta quinta-feira (13), aos 81 anos. Ele estava internado no hospital São José, na região central da cidade. Entre agosto e outubro de 2012, ele ficou internado devido a um câncer na região entre os pulmões. Segundo nota do hospital, Goulart morreu às 13h15, "decorrente de um câncer renal avançado". O corpo do ator será velado de 23h30 desta quinta às 13h de sexta-feira (14), no Theatro Municipal de São Paulo. O enterro será na sexta no Cemitério da Consolação, também em São Paulo.
O ator Paulo Goulart em 1994 (Foto: MARCOS MENDES/AGÊNCIA ESTADO)
Paulo Goulart em 1994 (Foto: Marcos Mendes/
Agência Estado)
A família do ator se reuniu e conversou com repórteres no hospital, nesta quinta. "Foi um final dolorido, mas uma passagem em paz com muito amor", disse Nicette Bruno, viúva de Paulo. "Foi com todos os filhos e netos em volta. É eterno. Vamos ter esse momento de separação. Mas vamos nos encontrar. Tenho a certeza de que ele estará sempre conosco", completou Nicette. Beth Goulart, filha do casal, agradeceu a todos os "amigos conhecidos e desconhecidos" que sentiram a perda. Todos choraram durante os depoimentos.
Ao longo de sua carreira, iniciada quando ainda era adolescente, Goulart destacou-se por seus trabalhos em novelas como “Plumas e paetês” (1980), “Roda de fogo” (1986) e “O dono do mundo” (1991). Ele também participou de filmes como “Rio zona norte” (1957), “O grande momento” (1958), “Gabriela, cravo e canela” (1983) e “Para viver um grande amor” (1983). Ele nasceu em Ribeirão Preto (SP) em 9 de janeiro de 1933 – seu nome de batismo é Paulo Afonso Miessa; o Goulart ele tomou emprestado de um tio, o radialista Airton Goulart, como primeiro emprego foi como DJ, operador e locutor em rádio fundada por seu pai, em Olímpia, no interior paulista. No entanto, antes de se iniciar na carreira artística, o futuro ator estudou química industrial. De acordo com ele, a ideia era ter uma alternativa de emprego. “Eu queria ter algum outro ofício, porque rádio, embora fosse uma grande coqueluche, não era encarado como uma profissão. 
Paulo Goulart e Nicete Bruno posam para foto em frente ao Teatro Guaíra, em Curitiba, em 2008 (Foto: VALÉRIA GONÇALVEZ/AGÊNCIA ESTADO)
Paulo Goulart e Nicette Bruno em frente ao Teatro
Guaíra, em Curitiba, em 2008 (Foto: Valéria
Gonçalvez/Agência Estado)
No cinema, estreou em 1954, na comédia “Destino em apuros”, de Ernesto Remani. Neste que é tido como o primeiro filme colorido produzido no Brasil, Goulart contracenou com Paulo Autran, Sérgio Britto, Ítalo Rossi e Inezita Barroso. Seu segundo trabalho no cinema foi em “Rio, zona norte” (1957), de Nelson Pereira dos Santos. Antes de estrear na TV Globo, o que aconteceria em 1969, Paulo Goulart morou com a família por um período no Paraná – onde trabalhou com teatro e TV – e passou pela TV Excelsior. Entre o final da década de 1950 e o começo da de 1960, prosseguiu atuando no cinema. Em 1958, esteve em nada menos que cinco filmes. Já na Globo, seu primeiro papel veio em “A cabana do pai Tomás”, que adaptava o livro homônimo escrito pela autora americana Harriet Beecher Stowe (1811-1896).
No trabalho seguinte na emissora, esteve em história cujo tema ele considerava ousado. “Era uma temática bastante arrojada para a época: uma mulher casada que deixou o marido para viver com outro homem”, declarou. A novela era “Verão vermelho” (1970), de Dias Gomes, na qual interpretou uma das pontas de um triângulo amoroso formado ainda por Dina Staft e Jardel Filho. Ele também costumava destacar o pioneirismo da novela “Uma rosa com amor” (1972): “Foi, talvez, a primeira novela de comédia”.
Depois disso, Goulart fez novelas importantes na TV Tupi, caso de “Éramos seis” (1977), inspirada na obra homônima, escrita por Maria José Dupré (1898-1984), e “Gaivotas” (1979). No regresso à Globo, esteve em “Plumas e paetês” (1980): “Foi fantástico! Aquele guarda italianão [Gino], que falava com aquele sotaque, gostava de comida... Eu adoro! Foi um retorno maravilhoso”.
A família Goulart - Paulo Goulart Filho, Nicette Bruno, Bárbara Bruno e Beth Goulart- em foto de 1987 (Foto: AE)
A família Goulart - Paulo Goulart Filho, Nicette Bruno,
Bárbara Bruno e Beth Goulart- em 1987 (Foto: AE)
Nos anos 1990, Paulo Goulart ficou especialmente marcado por interpretar personagens de caráter duvidoso. Vieram, então, o bon vivant Altair de “O dono do mundo” (1991), em que viveu o pai do protagonista (papel de Antonio Fagundes), e o seu Donato da segunda versão de “Mulheres de areia” (1993). Goulart chegou a comentar sobre a composição deste último: “Donato era uma pessoa má por princípio, um assassino. Mas eu me agarrei numa só coisa: um grande amor, ou melhor, a paixão por uma adolescente. Então, em nome disso, ele cometia todas as atrocidades; e, quanto mais apaixonado, pior ficava. Mas isso me abastecia como intérprete”.

Nos anos 2000, o ator também se dedicou ao trabalho em minisséries, como “Aquarela do Brasil” (2000), “Um só coração” (2004), “JK” (2006) e “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes” (2007). Antes, esteve em “Auto da compadecida” (1999). Suas últimas novelas foram “Ti-ti-ti” (2010) e “Morde & Assopra” (2011). Ao longo da carreira, Paulo Goulart atuou em trabalhos exibidos por outras emissoras, como “As pupilas do senhor reitor” (1995), do SBT, e “O campeão” (1996), da Bandeirantes.
Ele é pai do Paulo Goulart Filho que será Lampião na trilogia sobre o Rei do Cangaço e estava cotado para participar das filmagens que acontecerão em breve em varias cidades do nordeste inclusive Serra Talhada.
Fonte G1

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