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sexta-feira, 2 de maio de 2014

CARLOS SILVA E O TEATRO: MAIS QUE UMA ALEGORIA, UM IMPERATIVO

            
  =>Nós, atores, nunca nos acomodamos.

              Nós, atores, nunca ficamos satisfeitos com o nosso dia a dia.
            Nós, atores, temos a necessidade da inquietude para nos alimentarmos, nutrir de novas energias à vida. E é essa energia da inquietude cotidiana que nos faz redescobrir o sentido maior do nosso trabalho, o qual é calcado na força motriz da vida. É o motivo de enxergarmos na construção das personagens que interpretamos o idílio mais intimo. Porque vivemos das emoções nossas e dos outros. Somos nós e personagens, e também exemplos. Odiados por uns e amados por outros. É esta a natureza do ator.
Tudo isso para dizer que o meu parceiro de tantas jornadas – cômicas e trágicas – já que falamos de um ser de teatro, completa mais um circulo da sua vida artística. O tempo passa; já se vão 19 anos (iniciou na arte em maio de 1995) de sua vida dedicados à arte e ao longo dos anos vamos ficando mais maduros em nossa caminhada terrena.
Carlos Silva, o ator de Serra Talhada, como ele gosta de ser chamado, continua fazendo o que mais gosta: ‘viver para o teatro’. Existem pessoas que dizem: “vou viver de teatro”. E esta é uma decisão bastante complicada. Porque não é tão fácil assim. No entanto, para ele viver de teatro ou para o teatro, não é “bicho de sete cabeças” nenhum, porque decidiu que o teatro é parte da sua vida. A prova dessa assertiva é que ele a cada ano faz uma produção nova; sempre mantendo em seu repertório os espetáculos antigos. Como costuma dizer: ‘as coisas têm que funcionar e seu nome é trabalho’.
Sou testemunha de quanto ele é dedicado e responsável. Quando encara algo para fazer “sai de baixo” que a coisa ferve de verdade. Eu já disse certa vez que ele é muito inquieto e incansável. Carlos Silva é uma máquina humana: escreve, atua, dirige, produz, faz acontecer; é um faz de tudo em nosso teatro. Digo nosso teatro porque devemos nos apropriar ‘daquilo’ que gostamos e tanto ele quanto eu, verdadeiramente, amamos o teatro de coração. Ele em breve estará nas telas encarando seu primeiro trabalho no cinema, o curta “Bicho de Sete Letras” do diretor Marcos Carvalho que será lançado em 1º de junho e está filmando e produzindo “Um Homem Sem Sorte”.
Está circulando com a comédia Fulana, Sicrana, Beltrana por 5 Escolas Municipais como o projeto TEM TEATRO NA ESCOLA, iniciativa da Secretaria de Cultura e Turismo de Serra Talhada.
Para concluir quero desejar ao meu colega - Carlos Silva - muita saúde e que ele possa continuar sendo essa pessoa incansável em nossa arte - o teatro. Que ele possa continuar amando-o com a dedicação de sempre.


Modesto Lopes de Barros
Diretor Geral

Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada 

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