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segunda-feira, 30 de junho de 2014

50 MIL PESSOAS DEVERÃO VER "O MASSACRE DE ANGICO - A MORTE DE LAMPIÃO".

Cleonice Maria - Presidente da FCCL e produtora
Pelo  terceiro ano consecutivo A Fundação Cultural Cabras de Lampião (FCCL) vai realizar o espetáculo O Massacre de Angico- A Morte de Lampião- no período de 23 a 27 de julho, na Estação do Forró. O espetáculo que tem a direção de José Pimentel, promete muitas surpresas para 2014. O FAROL conversou com a presidente da FCCL, Cleonice Maria (Foto) que revela alguns segredos do espetáculo que deve atrair centenas de turistas à Capital do Xaxado. Confira.

FAROL - Quais são as expectativas para a realização de mais um ‘Massacre de Angico- A Morte de Lampião?

CLEONICE MARIA – A estréia ou (re) estréia de um espetáculo é sempre motivo do friozinho na barriga, da tensão, do suspense. Estou nervosa, toda equipe está ansiosa, mas seguro do que estamos fazendo. Nos programamos para fazermos esta temporada de 2014 melhor do que as versões anteriores. Cada ano verificamos as falhas e gradativamente vamos construindo todo jogo cênico, trilha musical, efeitos especiais, iluminação para ficar mais atraente para o público.

FAROL – Qual a importância deste evento cultural para Serra Talhada ?


CLEONICE MARIA – De certeza o MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO é uma grande contribuição para o fortalecimento de nossa identidade cultural, fazendo as pessoas se apoderarem de sua história, dos seus mitos e lendas. Além de geração de trabalho e renda para atores, atrizes e técnicos.
Outras cidades exploram o cangaço e Lampião como seus atrativos turístico: Mossoró (RN), Piranhas (AL), Poço Redondo (SE), Paulo Afonso (BA), portanto, Serra Talhada não pode deixar de fazer a mesmo coisa – e de forma melhor, mais profissional e estruturado – por isso a Fundação Cultural Cabras de Lampião corre pela tangente e promove eventos como o ENCONTRO DE XAXADO, o grande FESTIVAL DE MÚSICAS DO CANGAÇO, sem falar no TRIBUTO A VIRGOLINO – A CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO, além de manter o MUSEU DO CANGAÇO, o Sítio Passagem das Pedras (onde nasceu Lampião) e realizar o maior espetáculo teatral do sertão brasileiro – O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO, com um elenco top, direção ousada e produção primorosa.

FAROL - O objetivo este ano é superar a média de público do ano passado? Quantas pessoas assistiram ao espetáculo em 2013?

CLEONICE MARIA – A média de público por dia no ano de 2012 e 2013 foi de sete a oito mil pessoas por noite, este ano pretendemos alcançar a casa de dez mil expectadores por cada sessão, chegando ao total das cinco apresentações em cinqüenta mil pessoas. Creio que este seja o volume suportável de pessoas na Estação do Forró.

FAROL – Por que vale a pena investir em cultura ?

CLEONICE MARIA – Por que vale a pena investir na educação e na saúde? Por que o povo precisa de educação e saúde, de qualidade. Investir em cultura é promover conhecimentos, é gerar a auto-estima, é  elevação da qualidade de vida. Os resultados que verificamos nas cidades que os recursos da cultura são direcionados para cultura e pra arte, apresentam índices de menos violência, melhor rendimento na educação e alteração positiva no quadro da saúde. Enfim, a cultura merece ser tratada como prioridade básica  da sociedade.

domingo, 29 de junho de 2014

MORRE O TABELIÃO DO 1º CARTÓRIO DE SERRA TALHADA E MEMBRO DA ASL

Faleceu na madrugada deste domingo (29) o senhor João Alves Martins, proprietário do Cartório de 1º Ofício de Serra Talhada. A informação foi confirmada ao FAROL pelo seu filho, Jorge Apolônio, em contato com a redação. Neste momento, o corpo de João Martins está sendo velado no velório Bezerra de Melo, no centro de Serra Talhada.
João Alves Martins, nasceu no distrito de Luanda, em  28 de outubro de 1942. Ele era membro efetivo da Academia Serra-talhadense de Letras (ASL) e ocupava a cadeira de número 10. Humanista por convicção, João Martins também era um dos obreiros do Centro Espírita Cícero de Serra Talhada e era considerado uma dos grandes conhecedores da história da Capital do Xaxado. A sua morte deixa uma lacuna na história da cidade.

terça-feira, 24 de junho de 2014

CABRAS DE LAMPIÃO NO PARQUE DONA LINDU


Neste dia 22 de junho o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião esteve se apresentando na programação do São João do Recife no Teatro Luis Mendonça (Parque Dona Lindu). Um público expressivo se fez presente, aplaudindo um Lampião (Karl Marx) animado e seu bando de músicos e dançarinos que mostraram a musicalidade e dança deixada pelos bandoleiros  do sertão nordestino, desmistificando o Lampião bandido e sanguinário, para um artista  de alma, que muito contribuiu para a cultura e história do sertanejo. Tendo o mar de um lado e arranha céus do outro o grupo alegrou aos visitantes e fez bonito naquela tarde inspiradora.
O público vibrava a cada verso recitado pelo comandante das caatingas e aplaudiram cada música puxada pelo fole de Zabelê (Seu Neném) e cantada por Durvinha (Sandra Klebya). “Pra gente é uma imensa satisfação, sair de Serra Talhada, distante  420 km e vir mostrar nosso trabalho aqui. Obrigado a todos e viva São João!”. Disse Karl Marx no final da apresentação.
O clima, o palco perfeito e energia dos presentes fizeram os componentes dançarem como nunca, vislumbrando a força da dança de cabra macho numa belíssima apresentação digna do suntuoso Teatro Luis Mendonça; e “Quem duvidar dessa história/ pensar que não foi assim,/ Querer zombar do meu sério / Não acreditando em mim / vá comprar papel moderno/ Escreva para o inferno / Mande saber de Caim”.     
Em tempo: Os Cabras de Lampião já se apresentou em importantes espaços culturais do Recife, como: Teatro Santa Isabel, Teatro do Parque, Casa da Cultura, Centro de Convenções, Teatro Guararapes, Barreto Júnior, entre tantos outros. Em nível nacional, seria desnecessário citar tantos espaços e teatros de expressão.  

O espetáculo tem coreografia e direção de Cleonice Maria.


MORRE CORONEL CARUÁ

Segundo a família, a morte foi causada por problemas no coração e falência de órgãos. O corpo está sendo velado no Bairro do Salgado e o enterro será nesta terça.

Faleceu na manhã desta segunda-feira (23), aos 58 anos, Heleno Francisco da Silva, mais conhecido como Coronel Caruá. Ele estava há dez dias Internado em Recife. 

Caruá sofria de mal de Parkinson e havia se infectado com uma virose recentemente. Caruá é compositor de grandes sucessos na voz de Flávio José como “A Casa da Saudade” e “Rede Veia”.


Coronel Caruá era cantor, compositor e apresentador, tendo trabalhado em diversas rádios do interior pernambucano. Atualmente apresentava um programa gospel na Rádio Provisão FM. No ano de 2000, ele trabalhou como comunicador na Rádio Integração FM.
Considerado um dos mitos do rádio, Caruá era um defensor da cultura popular brasileira.


MARCO CIVIL DA INTERNET ENTRA EM VIGOR NESTA SEGUNDA-FEIRA

O Marco Civil da Internet, lei que funciona como uma Constituição para o uso da rede no Brasil, entra em vigor nesta segunda-feira (23). O projeto foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff em 23 de abril após tramitar por dois anos na Câmara dos Deputados e estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para internautas e empresas.A chamada neutralidade de rede é um dos principais pilares do Marco Civil. 

Com ela, os provedores de internet ficam proibidos de ofertar conexões diferenciadas a partir do conteúdo que o usuário for acessar, como e-mails, vídeos ou redes sociais. A venda de velocidades diferentes de acesso continua valendo.

Críticos da neutralidade dizem que o princípio restringe a liberdade dos provedores para oferecer conexões diferenciadas conforme a demanda dos clientes e que sua aplicação obrigatória pode encarecer o serviço a todos.

Privacidade

Outra regulamentação do Marco Civil diz respeito à retirada de conteúdo da internet. Provedores de conexão e aplicações na internet não serão responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações feitas por terceiros.

Até então não havia regras específicas sobre o caso e as decisões judiciais variavam – alguns juízes punem sites como Facebook e Google por páginas ofensivas criadas por usuários, enquanto outros magistrados optam por penalizar apenas o responsável pelo conteúdo.

De acordo com a nova legislação, as entidades que oferecem conteúdo e aplicações só serão responsabilizadas por danos gerados por terceiros se não acatarem ordem judicial exigindo a retirada dessas publicações. O objetivo da norma, segundo o deputado Alessandro Molon, relator do projeto, é fortalecer a liberdade de expressão na web e acabar com o que chama de "censura privada".

O sigilo das comunicações dos usuários da internet não pode ser violado. Provedores de acesso à internet serão obrigados a guardar os registros das horas de acesso e do fim da conexão dos usuários pelo prazo de seis meses, mas isso deve ser feito em ambiente controlado. A responsabilidade por esse controle não deverá ser delegada a outras empresas.

Não fica autorizado o registro das páginas e do conteúdo acessado pelo internauta. A coleta, o uso e o armazenamento de dados pessoais pelas empresas só poderão ocorrer desde que especificados nos contratos e caso não sejam vedados pela legislação.

Fim do marketing dirigido

Com o Marco Civil, as empresas de acesso não poderão "espiar" o conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede. Há interesse em fazer isso com fins comerciais e publicitários, nos moldes do que Facebook e Google fazem para enviar anúncios aos seus usuários de acordo com as mensagens que trocam.
Essas normas não permitirão, por exemplo, a formação de bases de clientes para marketing dirigido, segundo Molon. Será proibido monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes, salvo em hipóteses previstas por lei. (G1)


1º ENCONTRO DA POESIA REGIONAL EM SÃO JOSÉ DO EGITO


COMPANHIA ARTÍSTICA PAJEÚ DE DANÇAS DE AFOGADOS DA INGAZEIRA- PE

A Companhia Artística Pajeú de Danças de Afogados da Ingazeira- PE é tradicionalmente conhecida pela diversidade cultural que abrange. Elaborando Espetáculos cada vez mais complexos, explorando a qualidade dos Artistas atuantes.
Foi fundada em 20 de Fevereiro de 2001 pelo Professor Elias Mendes.
O intuito foi a preservação e valorização da nossa Cultura.
Não aparecia em outras épocas também pelas dificuldades que encontrava na parte financeira.


A CIA já passou por várias dificuldades e ainda hoje passa. Sedo muitas vezes alvo de preconceito, falta de apoio etc...
Só em 2011 que com a iniciativa de Àllisson Ramos e Tiago Kessio (Coreógrafos e coordenadores na época) e com o Total apoio do Diretor Geral Elias Mendes que foi planejado métodos que estabelecesse a CIA de fato como Grupo representativo da cidade! Sendo considerada a Melhor Companhia do município pela Diversidade que mostra e a forma ousada de suas exibições.Desde 2001 a CIA vem realizando um trabalho que visa valorizar a cultura do nosso povo, não esquecendo as raízes e valorizando a Cultura Popular.Toda apresentação de cada espetáculo sempre surpreende pois não se repete por mais que seja o mesmo sempre existem alterações e complementos para deixar o público cada vez mais satisfeito.


Nos seus primeiros anos a CIAAPD era apenas um grupo de passistas que fazia o carnaval de rua da cidade. Mostrando uma diversidade de passos e um energia contagiante.
Hoje Tem um trabalho dinâmico com jovens e adultos que resulta em espetáculos cada vez mais completo e de grande riqueza cultural.
Foram muitas tentativas para Erguer a CIA e de fato permanecer com bases sólidas no decorrer dos tempos...
A Companhia trabalha em seu contexto artístico as danças: Reisado, Xaxado, Danças Afro-Brasileiras, Caboclinho, Maracatu, Xote, Boi, Frevo, Ciranda, Coco, Dança dos Arcos, E Tantas outras que compõe a Cultura Popular Pernambucana e os Folguedos Nordestinos.
A CIA é presente em todos os períodos do ano, atuando nas áreas da arte e vencendo o preconceito existente!
Dentro da própria CIA ainda é composto todo o material usado pelos Bailarinos pelo Artista Tiago Kessio. Como: Coroas, Adereços, Painéis, Cocás, Turbantes e outros que são produzidos de maneira Artesanal. Trabalho pouco conhecido mais muito visto em suas exibições!


SKANK VOLTA "MENOS PRETENSIOSO" EM NOVO ÁLBUM

SKANK - Para o novo disco, "Velocia", o grupo mineiro convidou músicos parceiros como Nando Reis e os rappers Emicida e BNegão
O Skank tem seu próprio tempo. Com 23 anos de carreira, a banda mineira tem tanta estrada que, há tempos, se dá ao direito de lançar disco quando acha que chegou a hora. Seu último álbum de inéditas havia sido “Estandarte”, de 2008. De lá para cá, Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) aproveitaram para rodar o País com seus shows e, nos intervalos, se dedicar a projetos especiais: os CDs e DVDs “Multishow ao Vivo Skank no Mineirão” (2010), “Skank Ao Vivo No Rock in Rio” (2011) e “Skank 91” (2012), que compilaram sucessos da banda.
“A gente pode até ter um disco todo ano, mas a probabilidade de fazer trabalhos ruins é maior. Ninguém está tão inspirado assim toda hora. Mas o mundo hoje é muito ansioso, não tem o que fazer”, observa Samuel Rosa. “Talvez nossa história nos dê um pouco de sabedoria para não cair em seduções imediatistas”, emenda Henrique. Pegando carona nesse conceito de tempo - que pode ser relacionado tanto à ‘demora’ na realização de um novo álbum quanto à velocidade coma qual a informação circula no mundo -, o Skank lança seu décimo disco de estúdio, sob o sugestivo título de “Velocia”.
O fato de o álbum chegar ao mercado em plena Copa do Mundo não foi intencional só porque o grupo é vidrado em futebol. Segundo o quarteto, os processos que envolveram o disco, incluindo gravação no estúdio Máquina, em Belo Horizonte, registro de metais e cordas em Abbey Road, em Londres, e mixagem em Nova York, acabaram ‘empurrando’ o lançamento para a época do Mundial - a turnê será a partir de setembro.

HITMAKER - Para Samuel, esse disco é o “menos pretensioso” dos títulos mais recentes do grupo. “Ao contrário, por exemplo, do ‘Maquinarama’ (2000), em que pensamos: ‘Vamos romper, destruir a fórmula antiga do Skank, criar uma nova: onde não tinha guitarra, põe; onde tinha metais, tira; onde não tinha vocal, põe’. Houve uma série de mudanças que a gente julgava necessária”, conta o vocalista. “Ao longo dos anos, talvez contaminado por uma certa experiência, o Skank entrou em estúdio sem pensar nada, sem conceito. Vamos tocar e ver o que sai.”
A banda lida bem com sua vocação de ‘hitmaker’, que carrega desde os primeiros discos, como “Calango” (1994) e “O Samba Poconé” (1996). Sobre a coleção de singles, Haroldo arrisca: “Existe uma aptidão da banda, escolha certa, sorte”. Samuel palpita: “A gente sabe que muitas coisas são variáveis no quesito fórmula de sucesso. Mas um ingrediente tenho certeza que precisa: é o cara que fez a música querer (o sucesso); se ele não quiser, não adianta”.
E depois de tanto tempo sem canções inéditas na praça, eles esperam que exemplares do novo repertório também ganhem vida própria em rádios, novelas e onde mais possam chegar. “Não há nenhum tipo de culpa do Skank. A gente quer mais que a música se espalhe, se torne popular”, diz Samuel.

PARCERIAS - As 11 faixas de “Velocia” têm composições assinadas por Samuel e novos parceiros, como Emicida, Lucas Silveira, BNegão e Lia Paris, e velhos companheiros, como Nando Reis e Chico Amaral.
SERVIÇO:
“Velocia“, do Skank  Sony/BMG, R$ 19,90



sexta-feira, 20 de junho de 2014

2° PARAÍBA EM DANÇA

Dia 09 de AGOSTO na cidade de CAJAZEIRAS.
MOSTRA DE DANÇA NÃO COMPETITIVA nas modalidades: Baby Dance (livre), Estilo Livre, Dança Gospel (livre), Dança para PNES (livre), Ballet de Repertório, Ballet Clássico, dança de salão, sapateado, jazz, folclore-popular, swingueira, Dança Contemporânea e Dança de Rua. ATENÇÃO: Os grupos inscritos nessa mostra receberão troféus e certificados de participação.

MOSTRA DE DANÇA COMPETITIVA na modalidade ESTILO LIVRE: Nessa mostra inclui todos os estilos de dança nas CATEGORIAS SOLO, DUO, TRIO E CONJUNTO.


MOSTRA DE DANÇA COMPETITIVA na modalidade: DANÇA DE RUA nas CATEGORIAS SOLO, DUO, TRIO E CONJUNTO.

PRÊMIO EM DINHEIRO, TROFÉUS E MEDALHAS.
SOLICITEM A SUA INSCRIÇÃO Pelo E-mail: grupodrp@gmail.com

Facebook: Joel Santana Drp

quarta-feira, 18 de junho de 2014

SERTÃO SE DESTACA NO 7º EDITAL FUNCULTURA AUDIOVISUAL. SERRA TALHADA, AFOGADOS E ARCOVERDE COM PROJETOS APROVADOS

Novos filmes, de curta e de longa-metragem, produtos para televisão, festivais, mostras, cineclubes, pesquisas, cursos e oficinas irão receber o incentivo público do Governo de Pernambuco, por meio do 7º edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco – Funcultura Independente 2013/2014. Do total de 370 propostas inscritas, 119 foram selecionadas pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, que destina anualmente R$ 11,5 milhões para o setor audiovisual.
Foram selecionados 4 projetos de pesquisa, 10 de formação, 15 de difusão, 17 de curta-metragem (sendo 5 Ary Severo), 15 de produtos para TV, 25 de longa-metragem (sendo 6 para distribuição, 3 para finalização, 7 para produção e 8 para desenvolvimento de roteiro), 21 de cineclubes e 12 na categoria Revelando Pernambucos, destinada a projetos por Região de Desenvolvimento (RDs) do Estado, dos quais 6 são de curta-metragem e 6 de difusão.
O Sertão do Estado teve a maior a quantidade de projetos aprovados até hoje. O Pajeú, por exemplo, foi contemplado com seis projetos, sendo três de Serra Talhada: o “Cineclube Lampião”, em nome da FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO e dois curtas-metragens,“Papo Amarelo – O primeiro tiro” em nome de KARL MARX, e “Luanda em preto e branco” em nome de CHRISLEIDE KARINE.
Afogados da Ingazeira, teve dois cineclubes, “Cineclube Alternativo São José” em nome de William Tenório, e “Cineclube do Verso” em nome de Alexandre Morais. Ainda uma Mostra de Cinema , “Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano” em nome de William Tenório.
Ainda houve liberação para projetos em Arcoverde, Salgueiro e Petrolina. Também destaque para produções em cidades como Manarí, Betênia, Custódia e Ibimirim. A liberação dos recursos para inicio da execução dos projetos está previsto ainda para agosto deste ano.
É importante frisar que o sertão ainda ter pode ter outros projetos aprovados, pois os produtores ainda aguardam o resultado do edital do FUNCULTURA – Independente, previsto para sair até setembro deste ano.

SERRA TALHADA TEM SEU PRIMEIRO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL: XAXADO

O prefeito Luciano Duque sancionou a lei 1.404 e transformou o ritmo XAXADO em Patrimônio Cultural e Imaterial de Serra Talhada. É o primeiro da cidade. O Projeto de Lei solicitando ao chefe do executivo que transformasse o ritmo e a dança em Patrimônio Imaterial do povo serra-talhadense é de autoria do vereador Manoel Enfermeiro que atendeu a uma solicitação da Secretaria de Cultura e Turismo do Município (SECULT/ST).

"É mais uma vitória dos movimentos culturais e vem consolidar ainda mais  o slogan de Capital do Xaxado que já vem sendo adotado pela cidade a mais de 10 anos", comemorou Anildomá Willans, fundador do grupo de Xaxado Cabras de Lampião e secretário de Cultura.

O entusiasmo de Anildomá é repartido por outras instituições culturais do município, como a Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada, segundo seu presidente, Tarcisio Rodrigues, a atitude do prefeito sancionando a Lei demonstra sua preocupação com a identidade cultural da cidade. "Já era tempo de ser tomado esta atitude, afinal o xaxado é quem melhor nos representa", disse ele.

O xaxado é uma dança tipicamente do sertão nordestino e, segundo historiadores, começou a ser praticada nas ribeiras do Pajeu, exatamente no município de Serra Talhada, no início do século XX. Uma dança de origem rural era praticada pelos agricultores que nos anos bons de inverno reuniam a família e amigos para juntos "xaxarem" o feijão, juntando a terra com uma enxada pequena no pé do caule do broto com poucos dias de nascidos. Do movimento dos pés nesta tarefa, acabou nascendo a dança que se estendeu para os terreiros das casas sertanejas quando da colheita, quando juntavam as vajem, ou bajem, num lastro exposto ao sol e num círculo, batendo com um pau e chutando-as levemente ao mesmo tempo, acompanhados por palmas ritmadas dos presentes, faziam festa para comemorar a fartura.
 
A dança acabou sendo incorporada pelos cangaceiros, que na sua imensa maioria era formado por agricultores, nas horas mais amenas, entre um combate e outro com as volantes da polícia, se divertiam dançando em fila indiana e tendo o rifle como sua dama.

Era uma dança exclusivamente masculina, a presença da arma servia também para entrarem em combate imediato quando se fizesse necessário.
 
Saindo de Serra Talhada, levada pelos cangaceiros do bando do rei do cangaço (Lampião), o xaxado  acabou se tornando um ritmo dançado no país inteiro e um dos principais produtos turísticos do município.

"É a herança alegre do cangaço", diz Anildomá  e acrescenta: "agora temos a certeza de que a tradição não morrerá, estamos garantidos por Lei e nos alegra ver que a cada dia se multiplicam os alunos nos cursos de xaxado, principalmente crianças. A dança (xaxado) está para nós aqui de Serra Talhada como o frevo está para Pernambuco, está de parabéns o prefeito Luciano Duque e todos nós muito agradecidos pelo seu gesto", finalizou.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

CONHEÇA AS SEIS PRINCIPAIS LENDAS SOBRE LAMPIÃO

Meu amigo e colega pesquisador do cangaço João de Souza Lima, de Paulo Afonso/BA, escreveu  as histórias sobre LAMPIÃO que ainda assustam os nordestinos. Ele  conta quais foram os fatos que fizeram a fama de mau do Rei do Cangaço.

O medo provocado pela presença física ou até mesmo pelas histórias e lendas contadas sobre Lampião ainda persiste. O rei do cangaço morreu há 70 anos, na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), durante uma emboscada montada pelos policiais. O cangaço terminou em 1940, mas mesmo assim as pessoas, principalmente no Nordeste do país, sentem desespero quando se fala em Lampião.

       
 1º - TESTÍCULOS NA GAVETA
Segundo Lima, uma dessas lendas revelava que um sujeito estava cometendo incesto e foi flagrado por Lampião. O cangaceiro separou os dois irmãos e foi conversar com o rapaz. Ele falou para o homem que era para colocar os testículos na gaveta e fechar com chave. Lampião, então, colocou um punhal sobre o criado-mudo e disse: "Volto em dez minutos, se você ainda estiver aqui eu te mato". “A crueldade de Lampião estaria em fazer a tortura e obrigar o sujeito a cortar sua masculinidade para continuar vivo”, disse o historiador.
      
2º -  CRIANÇAS NO PUNHAL
Em outra história lembrada pelo pesquisador, a população, com medo da fama de violento de Lampião, acreditava em todas as histórias sobre o cangaço. Uma delas foi criada com o objetivo de afugentar os sertanejos que ajudavam a esconder os cangaceiros, os conhecidos coiteiros. As volantes (polícia da época) espalharam que Lampião matava crianças com punhal. Segundo uma das histórias contadas pelos policiais, o cangaceiro jogava as crianças para o alto e as parava com um punhal.
    
3º -  LAMPIÃO MACACO
Outro relato que se espalhou conta a história de que Lampião só conseguia se esconder na mata durante as perseguições das volantes porque subia nas árvores e fugia pelos galhos das copas. Lima disse que isso foi publicado em um livro sobre o cangaço como se fosse verdade e muita gente ainda acredita nessa história, desmentida por ele e outros especialistas. “Quem conhece a caatinga sabe que na região onde Lampião passou e lutou não havia árvores com copas.”
 

 4º - VOCÊ FUMA?
Lima lembra de outro caso: Lampião teria sentido vontade de fumar e sentido o cheiro da fumaça de cigarro. Ele caminha um pouco e encontra um sujeito fumando. O cangaceiro vai até o homem e pergunta se ele fuma. O indivíduo vira para olhar quem conversava com ele e, assustado por ver que era Lampião, responde com medo: "Fumo, mas se quiser eu paro agora mesmo!".
         
5º -  HISTÓRIA DO SAL
Outra lenda contada nas rodas de amigos no Nordeste até hoje é a de que Lampião chegou à casa de uma senhora e pediu que ela fizesse comida para ele e para os cangaceiros. Ela cozinhou e, com medo da presença de Lampião em sua casa, esqueceu de colocar sal durante o preparo.

Um dos cangaceiros do grupo de Lampião reclamou que a comida estava sem gosto. O rei do cangaço, então, teria pedido um pacote de sal para a mulher. Ele despejou o sal na comida servida ao cangaceiro reclamante e o forçou a comer todo o prato. O integrante do grupo de Lampião teria morrido antes mesmo de terminar de comer.
   
6º - LAMPIÃO ZAGUEIRO
Para finalizar, Lima disse que, na década de 1960, uma empresa pesquisadora de petróleo no Raso da Catarina, em Paulo Afonso (BA), abriu uma pista de pouso para trazer os funcionários de outras regiões que iriam executar trabalhos de pesquisa. Vale salientar que não foi encontrado petróleo no local, apenas algumas reservas de gás. Na década de 1970, um estudioso do cangaço teria encontrado o campo de pesquisa parcialmente encoberto pelo mato e escreveu, em livro, que aquele seria um campo de futebol construído por Lampião. “O pesquisador ainda teria reportado, de maneira totalmente infundada, que o rei do cangaço teria atuado no time como zagueiro”, disse Lima.


MORRE EM ALAGOAS ÚLTIMO CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO


José Alves de Matos morreu neste domingo em um hospital particular.


Morreu neste domingo (15), José Alves de Matos, de 97 anos, tido como o último cangaceiro do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião. Ele era conhecido como "Vinte e Cinco" e faleceu em um hospital particular de Maceió, em decorrência de problemas de saúde causados pela da idade avançada, segundo seu neto, Cleiton Matos. O local e o horário do seu enterro ainda não foram divulgados pela família.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, Vinte e Cinco vem de uma família numerosa, sendo oito irmãos e seis irmãs e depois que seu pai casou novamente nasceram outros cinco homens e três mulheres. Nascido em Paripiranga, na Bahia, Matos ficou conhecido como Vinte e Cinco por ter entrado no bando de Lampião no dia 25 de dezembro de 1933. Segundo os pesquisadores, ele foi um dos poucos a escapar do massacre no cangaço.
Quando acabou o período do cangaço ele se entregou para a polícia e ficou preso em Sergipe por quatro anos. Na cadeia, o ex-cangaceiro estudou e conseguiu entrar na Guarda Civil da Bahia.

Cangaço
O cangaço em sua forma de “banditismo” foi um dos últimos movimentos do nosso país de luta armada e de classe pobre que dominou por um longo período de tempo o nordeste brasileiro. Virgulino Ferreira conhecido como Lampião foi um dos maiores líderes da história dos movimentos armados independentes do Brasil.

Em julho de 1938, chegava ao fim a trajetória do líder cangaceiro mais polêmico e influente no cangaço. A versão oficial conta que Lampião e a maior parte de seus grupos estavam acampados em Sergipe, na fazenda Angicos, quando foram surpreendidos. Ao todo foram 11 cangaceiros mortos, entre eles Lampião e Maria Bonita, sua esposa. As cabeças deles ficaram expostas nas escadarias da Prefeitura de Piranhas, interior de 
Alagoas.


domingo, 15 de junho de 2014

RUMO AO SUCESSO: O MASSACRE DE ANGICO - A MORTE DE LAMPIÃO

Um Lampião mais humano no “Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino”!

Grandiosa encenação de José Pimentel reúne 80 atores e figurantes em Serra Talhada, no sertão pernambucano, terra natal de Virgolino Ferreira da Silva, para recontar sua história de vida por um outro viés, a do homem que tanto falava de morte quanto de amor.

Há 76 anos, o terrível encontro entre militares do Governo Getulista e cangaceiros liderados por Lampião e sua esposa, Maria Bonita, estes pegos de surpresa e quase sem nenhuma reação na madrugada do dia 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe, praticamente pôs fim à chamada Era do Cangaço. Em meio àquelas árvores retorcidas da caatinga e resultando num verdadeiro banho de sangue no sertão nordestino, 11 integrantes do afamado bando, incluindo o casal líder, foram mortos e tiveram suas cabeças decepadas. Esta tragédia verdadeira é o tema do grandioso espetáculo ao ar livre e gratuito “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”, concebido a partir do até então único texto dramatúrgico escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, nasceu. Mas o “molho” que rege toda esta história é o perfil apresentado deste homem símbolo do Cangaço, visto por um outro viés, bem mais humano.

Numa realização da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio da Lei Rouanet,  Empetur/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Serra Talhada, além de diversas empresas locais, a montagem, que teve sua estreia em julho de 2012, com absoluto sucesso, volta a ser apresentada no município de Serra Talhada, de 23 a 27 de julho, sempre às 20h, na Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), sob o lema “O Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino”. Com entrada franca, a expectativa é reunir mais de cinquenta mil pessoas nos cinco dias da temporada. À frente da encenação, que conta com 40 atores e 40 figurantes, além de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa, está um mestre de grandiosas produções teatrais ao ar livre no Estado, o diretor, ator, dramaturgo e iluminador José Pimentel.

Com larga experiência adquirida em montagens como Paixão de Cristo da Nova Jerusalém, Paixão de Cristo do Recife, O Calvário de Frei Caneca, Jesus e o Natal e Batalha dos Guararapes – Assim Nasceu a Pátria e Revolução de 1817, para citar algumas de suas realizações, José Pimentel diz que, ao ser convidado à direção pelo casal Anildomá Willans e Cleonice Maria, que conheceu quando foi convidado a ser jurado em um festival de teatro serratalhadense anos atrás, aceitou o desafio por ter estreita ligação com o tema do Cangaço. “Lampião me faz recordar meu pai, Virgínio Albino Pimentel, que costumava me contar a história de que o encontrou duas vezes, antes mesmo de eu nascer. Meu pai comprava porcos nos sítios para vender nos matadouros e, numa dessas viagens, deparou-se com o bando de Lampião. Mas eles fizeram amizade e até um banquete foi promovido. Tinha uma foto lá em casa com meu pai vestido de cangaceiro e usando os dois punhais que ele ganhou de presente! Por isso, desde pequeno, eu ouvia falar bem de Lampião, que para mim sempre foi um herói. Até por não ter matado meu pai”, brinca.

É este Lampião mais humano, mais gente, segundo Pimentel, quem permeia o espetáculo. “Certamente é um Lampião menos ruim do que o povo imagina. É o Lampião de Domá”, diz referindo-se ao apelido do autor do texto. Pesquisador afamado do Cangaço, Anildomá Willans de Souza possui quatro obras já publicadas nesta temática, Lampião, o Comandante das Caatingas, Xaxado: Dança de Guerra dos Cangaceiros de Lampião, Nas Pegadas de Lampião e Lampião: Nem Herói Nem Bandido – A História. Foi a partir de suas conclusões ao reconstruir esta tão controversa trajetória, que decidiu enveredar-se na dramaturgia, mas tentando assumidamente humanizar a figura de sua personagem principal. “O cangaceiro violento, bandido, que não abre um sorriso, já está retratado por aí... Eu quis mostrar o outro lado deste homem, que chora, se apaixona, sente medo da morte pressentida, faz declarações de amor. Um Lampião diferente, mais gente, e que não é somente meu: um Lampião com alma. Que fala de morte, sim, mas também de amor. Que desafia o inimigo com um punhal, mas, ao clarão da lua sertaneja, declara-se poeticamente à mulher amada. Essa é a dualidade que me interessa”, defende o autor.

Com cenas de relances quase cinematográficos, “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” reconta a vida do Rei do Cangaço, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, ainda em Serra Talhada. Para evitar uma tragédia iminente, e que de fato aconteceu, seu pai, Zé Ferreira, fugiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. Revoltados e para fazer justiça com as próprias mãos, Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos entregaram-se ao Cangaço, movimento que deixou muito político, coronel e fazendeiro apavorado nas décadas de 1920 e 1930 no Nordeste. Temidos por uns e idolatrados por outros, os cangaceiros serviram como denunciantes das péssimas condições sociais daquela época, tanto que a honra e bravura de Lampião foram decantadas pelos poetas populares, ao mesmo tempo em que o Governo o via como uma doença que precisava ser eliminada.

Foi com a decisão do então presidente da República, Getúlio Vargas, que as tropas militares conseguiram preparar, após diversas tentativas, uma emboscada em local propício, de única entrada e saída, em Angico. Mas até sua morte, outros fatos importantes da trajetória desde homem que marcou a história do Brasil, afamado como herói e bandido, são revelados, como seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exército Patriótico; as demonstrações de liderança e guerrilha nas visitas aos sete estados do Nordeste; seu amor à esposa, Maria Bonita, com frases poéticas ditas à luz do luar; a festa da cabroeira dançando xaxado e coco; e até a traição de Pedro de Cândida, coiteiro que foi torturado pelos militares e acabou entregando o local de repouso dos cangaceiros em terras sergipanas (Lampião foi assassinado aos 41 anos. Maria Bonita estava com 27).

No elenco, atores da própria Serra Talhada, mas também do Recife e Olinda, além da atriz/cantora Roberta Aureliano, que interpreta Maria Bonita e é natural de Maceió, Alagoas, mas passou toda a infância em Serra Talhada. O ator e dançarino Karl Marx, de apenas 23 anos, vive o protagonista. Integrante do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, ele comemora 10 anos à frente do mesmo papel, em outras montagens. “A responsabilidade é grande porque trata-se de uma personagem que mexe com a imaginação das pessoas, que influenciou a cultura popular sertaneja, os valores morais e até o modo de viver do nosso povo. Pra mim, que sou da terra de Lampião, que nasci e me criei ouvindo histórias sobre esses homens que escreveram nossa história com chumbo, suor e sangue, me sinto feliz e orgulhoso pela oportunidade de revelar seu lado humano, suas emoções, seus medos e todos os elementos que o transformaram nessa figura mítica. Este trabalho é mais do que um desafio profissional. É quase uma missão de vida, ainda mais quando se trata de Cangaço, tema polêmico que gera divergências, contradições e até preconceitos”.

Também como atores, José Pimentel (Zé Ferreira, Pai de Lampião e Soldado com voz em off), Juliana Guerra (Sinhá), Sebastião Costa (Tenente Zé Lucena, Soldado da Tortura e da Decapitação), Gildo Alves (Zé Saturnino),  Jadenilson Santos (Padre Cícero), Gorete Lima (Dona Bela), Lúcio Fábio (Luiz Pedro), Carlos Amorim (Zé Sereno), Gilberto Gomes (Jiboião), Feliciano Félix (Getúlio Vargas), Karine Gaya (Sila), Dany Feitoza (Enedina), Anny Ldeney Araújo (Dulce) e Carlos Silva (Pedro de Cândida), além de Beto Filho, Humberto Cellus, Marcos Fabrício, Eriane Freitas, Jefferson Firmino, Rodrigo Roberto, Manoel dos Santos Lima, Diego Morais, Manoel Soares da Silva, Rubens Alves Ferraz, Leandro
Soares de Melo, Cristiano Vitorino, José Leonardo Barbosa, Nivaldo Nascimento, Edvaldo Severino, Alex Sandro Pereira e Francisco das Chagas, entre outros.

Ambientada em cima de uma ribanceira de terra batida (mas sem ser necessária a itinerância do público e com visão privilegiada para todos), durante 1h30 a encenação acontece, contando com uma arrojada trilha sonora (que, além da vozes gravadas dos intérpretes, inclui obras de Chico Science a clássico francês, além de músicas do cancioneiro popular, como Mulher Rendeira; e a canção Se Eu Soubesse, na voz da atriz e cantora Roberta Aureliano, intérprete da Maria Bonita), iluminação detalhista e muitos efeitos especiais, estes últimos, assim como os cenários, assinados pelo mago da cenografia pernambucana Octávio Catanho (Tibi), parceiro de José Pimentel em todos os seus outros trabalhos. A assistência de direção é de Pedro Francisco de Souza. No total, o projeto está orçado em R$ 600 mil e deve atrair ainda mais turistas àquela região, berço do grande homem do Cangaço.

Algumas curiosidades:

Esta é a primeira vez que José Pimentel dirige um texto para teatro ao ar livre que não é seu.

No início de sua carreira, Pimentel participou da encenação de Lampião, de Rachel de Queiroz, em 1955, pelo Grupo Dramático Paroquial de Água Fria, sob direção de Octávio Catanho, vivendo um dos irmãos de Virgolino Ferreira da Silva; e no cinema viveu também outros cangaceiros nos filmes Riacho de Sangue, A Noite do Espantalho e Faustão (nestes dois últimos, bem estilizados).


Para maiores informações:

Informações:
José Pimentel - Diretor do Espetáculo "O Massacre de Angico - A Morte de Lampião - F: 81 -  9977-3739
Anildomá Willians de Souza - pesquisador e autor do espetáculo - F: 87 - 9918-5533
Cleonice Maria – Presidenta da Fundação Cultural Cabras de Lampião (Produção)  F: – 87 – 9938 6035.
Karl Marx – Ator que vive Lampião e Produtor – F: 87 - 9661 8811.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

TESTEMUNHO DE UM GRANDE EVENTO





















RETRATOS DE UM GRANDE MOMENTO DE VIVENCIA DA CULTURA POPULAR NORDESTINA COM BASE NA VERVE DA HISTÓRIA DO CANGAÇO E LAMPIÃO