Vídeos

Loading...

terça-feira, 24 de junho de 2014

SKANK VOLTA "MENOS PRETENSIOSO" EM NOVO ÁLBUM

SKANK - Para o novo disco, "Velocia", o grupo mineiro convidou músicos parceiros como Nando Reis e os rappers Emicida e BNegão
O Skank tem seu próprio tempo. Com 23 anos de carreira, a banda mineira tem tanta estrada que, há tempos, se dá ao direito de lançar disco quando acha que chegou a hora. Seu último álbum de inéditas havia sido “Estandarte”, de 2008. De lá para cá, Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) aproveitaram para rodar o País com seus shows e, nos intervalos, se dedicar a projetos especiais: os CDs e DVDs “Multishow ao Vivo Skank no Mineirão” (2010), “Skank Ao Vivo No Rock in Rio” (2011) e “Skank 91” (2012), que compilaram sucessos da banda.
“A gente pode até ter um disco todo ano, mas a probabilidade de fazer trabalhos ruins é maior. Ninguém está tão inspirado assim toda hora. Mas o mundo hoje é muito ansioso, não tem o que fazer”, observa Samuel Rosa. “Talvez nossa história nos dê um pouco de sabedoria para não cair em seduções imediatistas”, emenda Henrique. Pegando carona nesse conceito de tempo - que pode ser relacionado tanto à ‘demora’ na realização de um novo álbum quanto à velocidade coma qual a informação circula no mundo -, o Skank lança seu décimo disco de estúdio, sob o sugestivo título de “Velocia”.
O fato de o álbum chegar ao mercado em plena Copa do Mundo não foi intencional só porque o grupo é vidrado em futebol. Segundo o quarteto, os processos que envolveram o disco, incluindo gravação no estúdio Máquina, em Belo Horizonte, registro de metais e cordas em Abbey Road, em Londres, e mixagem em Nova York, acabaram ‘empurrando’ o lançamento para a época do Mundial - a turnê será a partir de setembro.

HITMAKER - Para Samuel, esse disco é o “menos pretensioso” dos títulos mais recentes do grupo. “Ao contrário, por exemplo, do ‘Maquinarama’ (2000), em que pensamos: ‘Vamos romper, destruir a fórmula antiga do Skank, criar uma nova: onde não tinha guitarra, põe; onde tinha metais, tira; onde não tinha vocal, põe’. Houve uma série de mudanças que a gente julgava necessária”, conta o vocalista. “Ao longo dos anos, talvez contaminado por uma certa experiência, o Skank entrou em estúdio sem pensar nada, sem conceito. Vamos tocar e ver o que sai.”
A banda lida bem com sua vocação de ‘hitmaker’, que carrega desde os primeiros discos, como “Calango” (1994) e “O Samba Poconé” (1996). Sobre a coleção de singles, Haroldo arrisca: “Existe uma aptidão da banda, escolha certa, sorte”. Samuel palpita: “A gente sabe que muitas coisas são variáveis no quesito fórmula de sucesso. Mas um ingrediente tenho certeza que precisa: é o cara que fez a música querer (o sucesso); se ele não quiser, não adianta”.
E depois de tanto tempo sem canções inéditas na praça, eles esperam que exemplares do novo repertório também ganhem vida própria em rádios, novelas e onde mais possam chegar. “Não há nenhum tipo de culpa do Skank. A gente quer mais que a música se espalhe, se torne popular”, diz Samuel.

PARCERIAS - As 11 faixas de “Velocia” têm composições assinadas por Samuel e novos parceiros, como Emicida, Lucas Silveira, BNegão e Lia Paris, e velhos companheiros, como Nando Reis e Chico Amaral.
SERVIÇO:
“Velocia“, do Skank  Sony/BMG, R$ 19,90



Nenhum comentário: