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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CINEMA EM SERRA TALHADA, TEMPOS PASSADO E ATUAL MOMENTO

 
O cinema, ou 7ª arte, nasceu no fim do século XIX, através dos irmãos Auguste e Louis Lumière, na França, em 28 de dezembro de 1895 eles realizaram no Grand Café de Paris, a primeira exibição pública do cinematographe, projetando fotografias animadas constituindo assim um espetáculo digno de ser visto, se espalhou por toda Europa chegando aos Estados Unidos da América. No Brasil, o cinematógrafo dos irmãos Lumière foi lançado no ano seguinte, com o nome de omniógrapho numa sala da Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. Teve sua expansão nas principais cidades do país, chegando à nossa pequena Vila Bela, na década de 20, funcionou num salão escuro situado na Praça Sérgio Magalhães, na época chamada de Rua Grande, segundo a história eram exibidos filmes mudos. Entre eles, as fitas como eram chamadas do genial Charles Chaplin, imortalizado no personagem singular de um herói desalinhado e ingênuo, engraçado e comovente chamado Carlitos; era o auge do cinema mudo, somente em 1929, foi feito o 1º filme sonoro, em Hollywood, intitulado "o cantor de jazz".
Em 1930, foi inaugurado o cinema no Clube Social Lido, de propriedade do Sr. José Rufino da Silva, que morava no Recife e enviava toda semana as fitas. Em uma instalação modesta com poucas cadeiras, onde a maioria dos freqüentadores traziam seus assentos ou então via os filmes em pé. Só dispunha de um projetor. Por isso os filmes eram passados em duas ou mais partes, havendo um intervalo para que se rodasse a fita de continuação. Foi à época dos filmes de Cowboy; as jovens da época se inspiravam nas estrelas dos filmes na maneira de vestir, nos cortes de cabelo e penteados imitando Dorothy Lamour, Bety Grable, Rita Hayworth, e outras e os rapazes se espelhavam em Humphrey Bogart, Ray Milland, Gary Cooper e outros astros. Era o auge dos grandes filmes musicais do inesquecível "Cantando na Chuva". Nos filmes românticos, as mocinhas sonhavam encontrar seu príncipe, vendo: "Sempre no Meu Coração", "Do Mundo Nada se Leva", e o excepcional "Casablanca"; também havia os seriados que ficaram na memória como "Falcão do Deserto", "A Volta do Zorro", e "Aranha Negra"; havia nessa época os curtas com histórias engraçadas, da dupla o gordo e o magro que tinham um público cativo na Vila Bela.
Houve no final dos anos 1940, um breve tempo sem cinema na cidade e todos sentia falta. Chega os ‘anos dourados’, foi inaugurado o Cine-Art, construído pelos irmãos Gomes Lucena em 1951, com a exibição do filme inaugural "Romance em Alto Mar" com Dóris Day e Jack Carson.
Então, veio à época das chanchadas da Atlântida; filmes nacionais, com Oscaríto, Grande Otelo, Eliana, Cyl Farney, Anselmo Duarte, Dercy Gonçalves, José Lewgoy e outros; dos quais destaco: "Aviso aos Navegantes", "É com este que eu vou", "Este Mundo é um Pandeiro" entre outros. Veio a fase do cinema novo, influenciado pelo neo-realismo italiano eram produzidos pela companhia Vera Cruz, em São Paulo, filmes mais técnicos, com bons roteiros, como "Rio 40 Graus", "Sinhá Moça", "O Cangaceiro", "O Pagador de Promessas". Outro destaque para "Ladrões de Bicicletas”, dirigido por Vitório de Sicca. Não posso deixar de lembrar os filmes épicos com temas bíblicos, “Sansão e Dalila", "David e Betsabá", "Manto sagrado".
Há um lema que diz: "cinema é a maior diversão" assim sendo, a turma jovem aproveitava o escurinho do cinema para os casais de namorados fazerem juras de amor, com maiores intimidades e afeto, principalmente nos chamados "filmes de amor". O Cine-Art prestou relevantes serviços à comunidade, no campo cultural e de lazer, serviu de palco para a festa de formatura dos concluintes de 1956, do ginásio Cônego Torres; também se apresentavam os artistas da terra que promoviam show de variedades artísticas. Eram exibidos seriados emocionantes como "Os Perigos de Nyoka", "A máscara do Zorro"; filmes do gênero policial, As comédias de Jerry Lewis e Cantinflas e os
Dramalhões Mexicanos com os bolerões de Agustín Lara.
No inicio de 1960 foi inaugurado o Cine-Plaza, era um prédio amplo e confortável e fazia concorrência ao Cine-Art dos Gomes. Quem ganhava era a cidade, pois cada um procurava apresentar filmes de sucesso. O Cine-Plaza também serviu para apresentações de artistas nacionais. Nos 1970 os filmes inspiraram os fazedores de teatro que tentavam reproduzir no palco o que via na telona; com a chegada da televisão, no interior do Estado e aparelhos de vídeo e DVDs, os cinemas perderam o encanto e fecharam suas portas um a um no decorrer na década de 1980.
Hoje Serra Talhada faz um resgate desse período de vivencia do cinema na cidade com o projeto cinema na Praça da FCCST - exibições mensais na Concha Acústica, o Cine Clube Pajeú na Rua Henrique de Melo mantido pelo CDPST, e em breve será inaugurado o Cine Clube Lampião, que passará a exibir filmes periodicamente na sala multimídia do Museu do Cangaço, além de está sendo realizados filmes com diretores de renome como Marcos Carvalho e Bruno Azevedo, e também aspirantes e amantes da sétima arte, como é caso de Costa Jr. que lançou recentemente o curta UM HOMEM SEM SORTE pela UniNobre Cine Vídeo que ora já se lança num novo projeto.
Em 2007 foi produzido pela Globo NE em parceria com a Fundação Cultural Cabras de Lampião, no centenário desse expoente do cangaço o documentário VIRGOLINO – DO HOMEM AO MITO, com roteiro de Anildomá, no ano de 2009 foi filmado aqui o curta metragem O MURO do premiado diretor Tião, na pequena localidade de Conceição de Cima, que pertence a Caiçarinha 3º Distrito rural de Serra Talhada com um elenco majoritariamente amador o curta foi premiado no Festival de Cannes 2009, assim como no festival de Londrina  Juri oficial e Juri Popular. No ano de 2010 a Fundação Cultural Cabras de Lampião grava o documentário XAXADO – A DANÇA DE CABRA MACHO; já em 2011 Wagner Miranda e Marcos Carvalho dirigem NAS QUADRADAS DAS ÁGUAS PERDIDAS, ano passado foi realizado um documentário para o Museu do Homem do Nordeste em Varzinha, também zona Rural do município; em novembro é filmado nas imediações da UAST/UFRPE - BICHO DE 7LETRAS dentro do Projeto de formação em áudio visual Cinema no Interior da MontSerrat Filmes.
Neste ano (2014), houve um curso sobre Cinema Pernambucano com cineastas renomados de Recife, Brasília e São Paulo na AESET com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, além do curta UM HOMEM SEM SORTE que pode ser acessado pelo endereço eletrônico: http://www.youtube.com/watch?v=o7YndEEcPJ8; está para ser realizado o documentário LUANDA EM PRETO E BRANCO, e o Curta PAPO AMARELO, haverá ainda mais uma edição do Projeto Cinema no Interior, mais recente recebemos uma oficina de cinema de animação pelo Cine SESI Cultural que também fez 3 dias de exibições em praça publica, de 1 a 5 de setembro aconteceu o Curso Realizando em 1 Minuto com a cineasta Alice Gouveia e sua equipe, na Sala Multimídia do Museu do Cangaço; vale salientar que esses projetos tem cada vez mais usado mão de obra local seja na produção de arte, nas câmeras ou em cena. Como sempre Serra Talhada faz jus ao titulo de seleiro de bons artistas em todas as modalidades da arte.

Fonte para os dados preliminares serratalhada.net

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