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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

TEATRO: UMA ARTE PULSANTE NO REDUTO DO XAXADO

  

As artes cênicas são o conjunto de técnicas usadas na criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos teatrais, de circo, ópera, danças... Seus recursos podem ser utilizados no processo educativo de crianças e jovens, como uma expressão artística, ao lado de outras modalidades das artes, este colunista que é poeta, ator, escritor e diretor teatral conhecido na região por seu trabalho com esta arte surgida na Grécia no século VI a.C. em decorrência dos festivais anuais em consagração a Dionísio, o deus do vinho e da alegria, vem fazendo um trabalho de pesquisa e resgate da história dessa manifestação artística tão antiga aqui no município e consta em seus registros que o surgimento do Teatro em Serra Talhada se deu no ano de 1918 pelas mãos do então Maestro da Filarmônica Vilabelense Sr. Luiz Gomes de Sá com as apresentações nesse ano de dois dramas: Erro Judiciário e A  Louca do Jardim, essa ultima de autoria do Major Claudino dos Lagos, assim sendo, lá se vão 97 anos completos que esse fato se fez, pela audácia e coragem desse nobre Maestro, mostrando que a música e o teatro, assim como a literatura estão intimamente ligados.

A partir daí havia sempre encenações, depois na escola Normal e no Colégio Cônego Torres; “vale lembrar esse fato e dizer da efervescência vivida nos anos 1970, onde tivemos seis grupos vivenciando o teatro, essa fascinante manifestação cultural e revelando a existência de grandes artistas cênicos em nosso meio”. Hoje a cidade segue sua trilha teatral com os grupos Centro Dramático Pajeú, comemorando 26 de atuação neste mês (janeiro), o Grupo Teatral Asas da Imaginação que de vez em quando surge com uma encenação, a Equipe Teatral de Serra Talhada – ETEAST que têm circulado com suas produções (NeurosE - a Cidade e seus Sentidos e Fulana, Sicrana, Beltrana), por diversas cidades e festivais, a Fundação Cultural Cabras de Lampião e de vez quando surge um grupo de pessoas que se reúne em torno desse propósito.
A cidade tem revelado nomes como Arnold Rodrigues grande ator, compositor e humorista, Gilvan Santos que era interprete de mão cheia, Arilson Lopes um dos grandes nomes do teatro pernambucano que vive na capital; temos os atores e atrizes de período que interpretaram personagens marcantes em sua juventude e que ora são incentivadores dos novatos, como é o caso de Anildomá, Ivanildo Duarte, Modesto de barros, Cleonice Maria, Isa Rodrigues, Tarcisio Rodrigues, Gisleno Sá, Fátima Alves, Giovanni Sá, PC Frazelly, Marluce Simões, Inaldo Soares, Ubiraci, Maninha, Josemir Bezerra, Vanderson Lima, Carlinhos Pajeú, Luiza Nogueira (falecida), e tantos e tantos outros que por aí estão.
“Em minha vivencia com teatro que em 2015 chega a 20 anos, passaram muitas pessoas, algumas brilhantes e que infelizmente por questões de sobrevivência enterraram seu dom (assim como muitos no passado), pois pra se viver uma carreira instigante como essa, é preciso ‘ter sangue nos olhos’; fiz uma escolha e ‘pago um preço muito caro por isso’, os cursos em Recife, os perrengues, a falta de incentivo, o preconceito e inúmeros sacrifícios enfrentados ao longo dessa caminhada regada com  espinhos e flores”.
Hoje vivemos um momento singular e de apogeu numa perspectiva de melhora constante com alguns talentos achados por esse que vos escreve como Gilberto Gomes e Frank Ferraz (na ativa), Eliana Campos, Ismael Magalhães, Natalia Siqueira, Renan Albuquerque, Andreilma Mateus, Antonio Silva, Débora Karoline, Cristiane Araújo, Adriano Barros que descobriu Eriane Freitas, e depois no Ponto de Cultura Oficina de Criação, a saber: Gildo Alves, Dany Feitosa, Humberto Cellu’s, Juliana Guerra, Leandro Soares, Vanise Mariano, Leandra Nunes, Katia Alves, entre outros que estão na ativa e juntando-se a nós temos Karl Marx, Gorete Lima, Franklin Gomes, Adriana da Silva, Dorotéa Nogueira, Clebber Max, Jean Magalhães, Danielle Viana, Jefferson Michel, Marcos Fabrício, Marcelo Oliveira, entre outros que atuam em espetáculos que chegaram para ficar como é o caso da Via Sacra do Bom Jesus na semana Santa e o Massacre de Angico – A Morte de Lampião em Julho, somando aos espetáculos da ETEAST e do CDPST, mostram a força pulsante desta fascinante manifestação artística e cultural que diverte, emociona, educa, transforma...



“O que carece ainda e vejo um empenho para que se concretize é a viabilização de um espaço publico adequado para o escoamento das produções, a formação de platéia e de profissionais para atuarem de maneira mais consistente na área, inaugurar este teatro/prédio seria um grandioso presente para mim enquanto interprete neste ano em que celebro 20 anos de atuação cêncica. 

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