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sábado, 3 de janeiro de 2015

V CONGRESSO DE TEATRO DA ARTEPE

IV CONGRESSO DE TEATRO DA ARTEPE/ASSOCIAÇÃO DOS REALIZADORES DE TEATRO DE PERNAMBUCO
PROGRAMAÇÃO
DIA 08/01/15
19:00 – Ação de Graça – Momento Ecumênico
              Espaço Cultural Professor José de Barros Lins (Anexo ao Instituto Allan Kardec)
              Av. Professor Andrade Bezerra, n.º 826 – Salgadinho – Olinda/PE

DIA 09/01/15
19:00 – Abertura Solene
              Teatro Apolo
              Rua do Apolo, n.º 121 – Bairro do Recife – Recife/PE
20:00 – Apresentação do Afoxê Oyá Tokolê
21:00 - Coquetel

DIA 10/01/15
08:00 – Credenciamento
              Espaço Cultural Professor José de Barros Lins (Anexo ao Instituto Allan Kardec)
              Av. Professor Andrade Bezerra, n.º 826 – Salgadinho – Olinda/PE
09:00 – Assembléia Geral Ordinária
10:00 – Assembléia do Conselho de Grupos
11:00 – Eleição da Mesa Diretora do Congresso
12:00 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda “Teatro:uma visão holística
              Palestrantes: Luiz Felipe Botelho e Wellington Júnior
              Mediação: Karl Marx
16:00 – Trabalho em Grupo
18:00 – Jantar

DIA 11/01/15
08:00 – Apresentação dos Grupos de Trabalho
11:00 – Aprovação de Moções
12:00 – Eleição e Posse da Nova Diretoria

13:00 – Almoço de Confraternização

SOBRE O TEMA DO CONGRESSO: A VISÃO HOLÍSTICA DO TEATRO
Há muitas maneiras de entender o indivíduo na Pós-modernidade. A forma que escolhemos para compreender o indivíduo pós-moderno é a holística. Por muitos anos perdurou, principalmente por influências das idéias platônicas, cristãs e cartesianas, a noção de que o homem é dual, composto de corpo e alma. Essa visão dualista vem sendo repensada desde o início do século XX quando teóricos da biologia, da físico-química, da concepção sistêmica e da neurociência vêm propondo uma espécie de monismo material.

Apesar de ser parte de um grande sistema - o planeta, a natureza -, o ser humano é, em si, uma totalidade composta de várias partes. Neste sentido, não é possível entendê-lo somente de maneira dual. Há de se considerar que o indivíduo é muito mais do que corpo-alma ou espírito. Ele é um ente complexo, que possui dimensões existenciais complexas.

Sob o horizonte da integralidade humana, a visão holística enfatiza a necessidade de se desenvolver, nos indivíduos, as faculdades do pensar, do sentir e do querer. Tratam-se dos três tipos de inteligências – a racional, a emocional e a volitiva.

Junto com a idéia de dualismo entre corpo e alma, ao longo dos anos, enfatizou-se somente a capacidade racional dos indivíduos. Hoje, depois de tantos avanços na neurociência e da neurobiologia não é mais possível pensar somente a parte racional do homem. É preciso considerar a dimensão emocional e volitiva que também fazem parte desse todo-complexo do indivíduo.

Essas três faculdades devem ser consideradas fundamentais para o desenvolvimento integral do homem. O desenvolvimento do sentir exige a valorização de todos os aspectos essenciais para a saúde física e psíquica das pessoas. Já que o homem não é dual, mas integralizado, se uma das partes que o compõe apresenta-se problemática certamente todas as outras partes serão afetadas. Exemplo disso é quando não estamos harmonizados com a faculdade do sentir, do querer e do pensar. Normalmente, quando não estamos realizados emocionalmente, dificilmente assimilaremos conteúdos intelectuais adequadamente. Assim também, se não estamos seguros emocional e racionalmente nosso querer não nos impulsionará para a ação.

O que queremos demonstrar, com essas considerações, é que na visão holística o homem deve ser concebido numa dimensão global. Que ele deve manter equilibradas as partes que lhes compõe – razão, emoção e vontade. Nesse sentido, no homem integral, essas partes se inter-retro-relacionam.

Nesse sentido a dimensão artística, sobretudo as artes cênicas e, especialmente o teatro, corrobora para que esse indivíduo alcance o equilíbrio em suas capacidades racional, emocional e volitiva de forma harmoniosa e com isso consiga ser plenamente feliz.


Feliciano Félix
Presidente

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