Vídeos

Loading...

segunda-feira, 30 de março de 2015

KARL MARX: UM POETA POPULAR COM NOME DE FILOSOFO

Nascido no dia 21 de janeiro de 1990, em Serra Talhada-PE. É ator e dançarino, produtor cultural, poeta; desde 2003 interpreta o papel de LAMPIÃO no espetáculo de Danças e Teatro do GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO, participa ativamente de cursos e oficinas de formação artísticas. Interpretou o recital/monólogo SE CRISTO VOLTASSE AGORA, da obra de Crispiniano Neto e trabalha na produção de eventos da FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO.
            “O Brasil está descobrindo o legado cultural de Lampião, e nós, enquanto entidade cultural estamos na vanguarda e no encalço da história”, diz. A FCCL fundada em 1995 e idealizada por seu pai, Anildomá Willams de Souza - pesquisador, escritor do cangaço e ‘marxista por convicção’ e por sua mãe, Cleonice Maria, pesquisadora da cultura regional e professora de danças populares, além do pesquisador Gilvan Santos, entre outros.

Karl Marx sempre participou de atividades culturais, já que a cultura e a arte estavam presentes na sua casa. Começou logo cedo a dançar e fazer teatro. No grupo Cabras de Lampião aprimorou a sua técnica, já que todos os integrantes participam de oficinas de interpretação, expressão corporal e danças populares; “claro que o nosso espetáculo é original, de raiz, mas não podemos perder de vista a valorização técnica, estética e artística”. Afirma e acrescenta: “Nasci, fui criança e adolescente ouvindo histórias de antigos cangaceiros e de volantes, me envolvi naquelas aventuras de Lampião, na sua coragem em desafiar os coronéis e fazendeiros, fazendo poesias, dançando Xaxado, tocando sanfona e violão e, mesmo com pouco estudo e nenhuma noção ideológica, dizendo que ‘homem nenhum nasceu pra ser pisado’; diz.
A valorização das atividades da FCCL analisa Karl Marx é fruto do papel histórico do próprio cangaço. Nenhum outro movimento no Brasil teve a força cultural desse período na história. “Temos roupa e indumentária próprias, dança e música, gastronomia, linguagem, expressões, o ambiente é original, e por aí vai”.
          Ele é um defensor nato da cultura popular e totalmente contra a cultura que aliena e que não diz coisa com coisa, que explora a mulher, a vulgaridade, as deficiências e são altamente prejudiciais ao povo brasileiro.
           “É necessário agir, é urgente a criação de políticas públicas para cultura no município, no Estado, é preciso começar a debater nas salas de aula, nos grupos de jovens, nos sindicatos, nas associações de amigos, nos assentamentos dos trabalhadores sem-terra, a cultura deve está em todo lugar, o tempo todo. Costumamos dizer por aí que a cultura jamais morre porque é povo. Ela renasce a cada ação e atitude do homem”; e finaliza: “considero fundamental o papel da cultura popular para fortalecer o conhecimento da história e a transformação da sociedade. O nosso trabalho é fazer uma análise crítica do presente tendo o passado como referência, além de trabalhar com a identidade cultural como barreira de defesa contra o imediatismo que o imperialismo utiliza para impor uma ‘cultura’ de vulgaridades”.

                O jovem multi-artista Karl Marx acaba de completar 25 ‘janeiros’, tendo nascido em meio a militância das manifestações artísticas culturais, exerce seu papel com prazer e uma satisfação impar, a julgar pelas falas acima o leitor percebe o estudo, a pesquisa e o conhecimento de causa por parte dele, em se tratando não só de cultura popular mas, no que diz respeito a cultura criativa e sustentabilidade. É o protagonista do espetáculo de teatro ao ar livre O Massacre de Angico – A Morte de Lampião, que chega ao 4º ano consecutivo em julho; acaba de interpretar ‘Virgolino Ferreira’ no filme Papo Amarelo e ensaia a peça Lampião e Maria Bonita – O Ultimo Café, com direção de Izaltino Caetano.    



Nenhum comentário: