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quinta-feira, 25 de junho de 2015

EXPOSIÇÃO E OFICINAS DO PROJETO ESPELHO D’ÁGUA CIRCULAM POR TRÊS CIDADES RIBEIRINHAS DE PE

Divulgação
Espelho d’Água foi idealizado por Rachel Ellis e conta com curadoria do fotoativista e educador paraense Miguel Chikaoka
Petrolina, Santa Cruz do Capibaribe e Palmares são os municípios ribeirinhos escolhidos para receber a exposição Espelho D’Água. A circulação do projeto começará segunda-feira (29), em Petrolina, e marcará o encerramento do mês dedicado ao meio-ambiente. Incentivado pelo Funcultura, a iniciativa, que foi idealizada pela produtora, fotoativista e educadora Rachel Ellis, conta com curadoria do fotoativista e educador Miguel Chikaoka (PA) e produção da Arraia Produções.
Além da exposição, serão oferecidas gratuitamente  várias atividades ao público. Em cada município, haverá uma oficina de pinlux (fotografia pin hole com caixas de fósforo) que ofecerá 60 vagas para os moradores locais. Também será lançado um catálogo no qual seguem encartados cartões-postais produzidos a partir das fotografias que compõem a exposição e registros da metodologia, além de DVD com vídeo do projeto. O blog (espelhodagua2015.wordpress.com), criado para acompanhar o primeiro momento do projeto, será atualizado a medida que forem marcadas as novas oficinas e exposições e forem acrescentadas as imagens das oficinas.
Os três municípios foram escolhidos por se encontrarem às margens de rios importantes em Pernambuco, que passam por transformações devido aos processos de desenvolvimento econômico em cada local: São Francisco (Petrolina), Capibaribe (Santa Cruz do Capibaribe) e Una (Palmares).
Histórico
A exposição apresenta resultados e documenta o processo das oficinas ocorridas entre junho e julho de 2010, dentro do projeto homônimo patrocinado pelo BNB Cultura em outras comunidades ribeirinhas do São Francisco. As atividades foram facilitadas por Rachel Ellis com registros em foto e vídeo realizados pelo cineasta e artista Gabriel Mascaro. Mais de 60 pessoas de origens e realidades bem diferentes foram atendidas na Ilha de Assunção (Povo Truká, Cabrobó, PE), Olho d’Água do Casado (AL), Santarém (BA) e Quilombola Barra da Parateca (Carinhanha, BA). As turmas foram mobilizadas pelas associações de moradores de cada comunidade.

Antes de chegar ao que poderia ser chamado de produto final, a fotografia, em cada oficina houve debates e reflexões em torno do rio alimentadas por exercícios ópticos, mapeamentos, pinturas e textos que prepararam os alunos para além dos olhos. As máquinas fotográficas artesanais – pinlux – também foram construídas ao longo da semana, sendo utilizadas apenas no último dia.
Ao final das oficinas, os alunos escolheram uma de suas fotos para montá-la como cartão-postal artesanal e enviá-la a outra comunidade com uma mensagem escrita no verso. Assim, se articulou uma rede de comunicação visual poética.
Montagem
Na exposição, que deverá passar quatro semanas em cada local, vinte imagens dos participantes das oficinas estarão expostas, assim como uma representação fotográfica da rede criada a partir dos cartões-postais enviados. Também serão reproduzidas algumas das ferramentas pedagógicas utilizadas nas oficinas e instruções de montagem das câmeras pinlux.

Além disso, haverá a projeção de um vídeo, registro das oficinas nas quatro comunidades, que inclui depoimentos dos participantes sobre o processo de aprendizagem e de moradores com relatos de histórias tradicionais, que trazem à tona o imaginário da comunidade em relação ao Rio. O ambiente sonoro ribeirinho será representado por recipientes microfonados cheios de água em que as pessoas poderão interferir.
Sobre as fotos em exibição, Rachel Ellis reflete: “Cada participante construiu uma câmerafotográfica artesanal que usou para registrar suas ideias, impressões sobre o rio e a sua convivência com ele. O resultado imagético das fotografias foge do naturalismo e se lança numa viagem onírica, quase como num sonho. Ao invés do realismo fotográfico, tem-se uma imagem borrada, distorcida, irregular, aberta, propositiva. A água enquanto abstração de um sonho”.
Oficina
Em cada município, será realizada uma oficina de fotografia usando a técnica pin hole com 6h/aulas de duração oferecidas a professores. O resultado esperado são cartões-postais a serem trocados entre as três localidades. As inscrições serão gratuitas e deverão ser realizadas nos locais de exposições com os monitores.

Rachel Ellis
Mestre em Politicas Públicas, Planejamento e Participação Social pela London School of Economics. Ela co-fundou o projeto FotoLibras  em 2007 que marcou o começou de seu trabalho com fotografia e inclusão. É fundadora do GEMA, coletivo que desenvolve projetos que utilizam as artes visuais para promover a transformação social. E é sócia-diretora da produtora DESVIA, onde ela fica de frente do desenvolvimento de projetos audiovisuais e as ações educativas de distribuição.


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