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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CULTURA É ALTERNATIVA PARA DIVERSIFICAR ECONOMIA


 
 
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, realizou na tarde da quinta-feira, dia 15, o segundo de uma série de seis encontros com especialistas em Economia da Cultura. Intitulada de "Diálogos: Economia e Cultura", essa série de encontros trouxe, desta vez, o professor doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Leandro Valiati, para aprofundar as reflexões e possibilidades de ação do ministério nesta temática.
 
O ministro Juca Ferreira enfatizou que uma das mais importantes diretrizes de sua gestão é explorar a dimensão econômica da Cultura, dimensionando com mais precisão seu peso na economia brasileira, mapeando todos os seus ramos, identificando gargalos e potencialidades em cada um deles para, assim, promover políticas públicas que a impulsionem nacional e internacionalmente. E momento econômico do país reforça essa necessidade.
 
"A economia baseada em commodities está esgotada. Não há saída em uma economia desse tipo em um país desse tamanho. A gente precisa diversificar a economia e a cultura é uma economia importante. Se a gente não verbalizar com propostas, alguém vai ocupar esse espaço", disse. 
 
O professor Valiati destacou que dentro da academia os economistas em geral, tanto os ortodoxos quanto os heterodoxos, não estão preparados para compreender a dimensão econômica da Cultura, o que faz necessário a produção de novas métricas e indicadores que traduzam de maneira mais qualificada essa dimensão e, ao mesmo tempo, requalifiquem a própria visão de desenvolvimento. 
 
"Por isso um dos grandes desafios emergenciais para o reconhecimento e crescimento da economia da Cultura é a produção de estatísticas, informações e tecnologias que permitam aos gestores culturais enxergar, demonstrar e acompanhar a evolução do impacto da Cultura na economia, incluindo o resultado dos recursos públicos e privados que já são aplicados", explicou. 
 
Em parceria com o MinC, o professor Valiati tem coordenado trabalhos da UFRGS que visam a produção de tecnologias de alta qualidade que auxiliem o desenvolvimento das políticas culturais. Dividida em seis macro-eixos, a cooperação entre MinC e UFRGS envolve pesquisa de campo sobre o programa de incubadoras Brasil Criativo; análise dos 27 Arranjos Produtivos Locais Intensivos em Cultura (APLs); construção de uma plataforma digital para os Observatórios de Economia Criativa; estudo sobre as possibilidades de microcrédito que podem financiar mercados culturais; pesquisa sobre internacionalização de indústrias culturais e criativas; e produção de massa critica em Cultura e Desenvolvimento a partir da realização de eventos e estudos.
 
 
Vinicius Mansur
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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