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domingo, 5 de junho de 2016

O MASSACRE DE ANGICO - ROTEIRO TURÍSTICO

UM ROTEIRO PRA CABRA MACHO NENHUM BOTAR DEFEITO - “O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO” com cenas de relances quase cinematográficos, reconta a vida do Rei do Cangaço, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, ainda em Serra Talhada. Para evitar uma tragédia iminente, e que de fato aconteceu, seu pai, Zé Ferreira, fugiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. Revoltados e para fazer justiça com as próprias mãos, Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos entregaram-se ao Cangaço, movimento que deixou muito político, coronel e fazendeiro apavorado nas décadas de 1920 e 1930 no Nordeste. Temidos por uns e idolatrados por outros, os cangaceiros serviram como denunciantes das péssimas condições sociais daquela época, tanto que a honra e bravura de Lampião foram decantadas pelos poetas populares, ao mesmo tempo em que o Governo o via como uma doença que precisava ser eliminada.


Foi com a decisão do então presidente da República, Getúlio Vargas, que as tropas militares conseguiram preparar, após diversas tentativas, uma emboscada em local propício, de única entrada e saída, em Angico. Mas até sua morte, outros fatos importantes da trajetória desde homem que marcou a história do Brasil, afamado como herói e bandido, são revelados, como seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exército Patriótico; as demonstrações de liderança e guerrilha nas visitas aos sete estados do Nordeste; seu amor à esposa, Maria Bonita, com frases poéticas ditas à luz do luar; a festa da cabroeira dançando xaxado e coco; e até a traição de Pedro de Cândida, coiteiro que foi torturado pelos militares e acabou entregando o local de repouso dos cangaceiros em terras sergipanas (Lampião foi assassinado aos 41 anos. Maria Bonita estava com 27).

Ambientada em cima de uma ribanceira de terra batida (mas sem ser necessária a itinerância do público e com visão privilegiada para todos), durante 1h30 a encenação acontece, contando com uma arrojada trilha sonora (que, além da vozes gravadas dos intérpretes, inclui obras de Chico Science a clássico francês, além de músicas do cancioneiro popular, como Mulher Rendeira; e a canção Se Eu Soubesse, na voz da atriz e cantora Roberta Aureliano, intérprete da Maria Bonita), iluminação detalhista e muitos efeitos especiais, estes últimos, assim como os cenários, assinados pelo mago da cenografia pernambucana Octávio Catanho (Tibi), parceiro de José Pimentel em todos os seus outros trabalhos. No total, o projeto está orçado em R$ 600 mil e deve atrair ainda mais turistas àquela região, berço do grande homem do Cangaço.
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É  o maior museu no gênero do Brasil,    tem no seu acervo:
ü Móveis e utensílios da época do cangaço;
ü Processos jurídicos contra Lampião e outros cangaceiros;
ü Bilhetes escritos pelo próprio punho de Lampião;
ü Armas pertencentes a cangaceiros;

ü Acervo de matérias de jornais da época do cangaço noticiando as ações de Lampião;
ü Coleção de  matérias jornalísticas mostrando a repercussão da morte de Lampião;
ü Demonstrativo de ervas medicinais da vegetação da caatinga; A MEDICINA DO CANGAÇO;
ü Vasta biblioteca do cangaço, com mais de mil e quinhentos livros;
ü Teses de mestrados e monografias focando o cangaço e Lampião feita por estudiosos de todo Brasil e do exterior;
ü Mais de quinhentos títulos de versos de cordéis; A CORDELTECA;
ü Laudos médicos e raios-X das cabeças dos cangaceiros quando decepadas pela polícia;
ü Acervo de aproximadamente 800 fotografias do cangaço;
ü FILMOTECA CANGACEIRA: Documentários em DVDs (sobre Lampião, Zumbi dos Palmares, Antonio Conselheiros e Padre Cícero);
ü SALA MULTIMIDIA (Cine Clube Lampião): Com capacidade para setenta pessoas, com data show e equipamento de som, onde acontece as  exibições de filmes e documentários;
ü PALCO EXTERNO- ESPAÇO CULTURA VIVA: para ensaios e apresentações teatrais e danças, recitais e cantorias de violeiros repentistas;
ü Uma sala de estudo; e
ü Uma loja de artesanatos.

SITIO PASSAGEM DAS PEDRAS – Onde nasceu LAMPIÃO - A primeira parada é no início da estrada Zé Saturnino, onde o visitante é situado na história da localidade. Depois, em pau-de-arara – transporte rudimentar – segue-se estrada afora, parando nas PEDRAS onde aconteceu o primeiro confronto armado entre os irmãos Ferreiras (família de Lampião) e Zé Saturnino (primeiro inimigo).
Sem sair da trilha chega-se as ruínas da antiga casa-grande da fazenda Pedreira, pertencente a Zé Saturnino. Onde foi palco de um dos mais emocionantes capítulos da história do cangaço.
Um pouco mais adiante se pisa no Sítio Passagem das Pedras – onde está à casa de Dona Jacosa, avó materna de Virgolino, onde ele nasceu. É como se a família ainda estivesse lá, com sua avó, a Mulher Rendeira, cantando loas... Consta de um maravilhoso acervo em fotografias, utensílio e móveis, objetos e documentos que têm referência com os guerrilheiros do sertão e remete o visitante a um mergulho no mundo mágico do cangaço, por onde começou a saga do mito Virgolino Ferreira da Silva. É o ponto de partida da vida daquele que por duas décadas percorreu a maior parte do nordeste brasileiro fazendo justiça com as próprias mãos, pondo em xeque o poderio dos coronéis.

O Sítio Passagem das Pedras – onde nasceu Lampião – fica situado a 35 km. do centro de Serra Talhada, pela Rodovia Estadual Virgolino Ferreira da Silva (PE 390), na direção da cidade de Floresta.

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