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sexta-feira, 15 de julho de 2016

LEIDJAN DANTAS: uma artista apaixonada pela vida, pela família e pela arte popular.


Leidjan dos Santos Dantas, 2ª filha de Francisco Ribeiro Dantas & Ana Maria dos Santos, nasceu em 13 de julho de 1985, na terra de Lampião (coincidência ou não, mês em que ele nasce e morre), nossa querida Serra Talhada-PE. “Bom, desde criança gostava de participar de todas as atividades que envolvia dança, teatro e etc. sempre participava de quadrilha junina, concurso de danças no bairro e na escola. O bom é que eu ganhava todos... (risos). Mais nem toda vida fui boa na dança”. Ela esclarece: “Meus primeiros passos nos ritmos forró, lambada e brega, eu devo a meu pai, que foi meu primeiro professor”.
A querida Leidjan Dantas, que tem por apelido ‘Xuxa’, começou sua vida artística aos 12 anos, quando passou a fazer parte do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião em janeiro de 1999. “Eu cresci assistindo os primeiros ensaios do grupo na garagem da casa de tia Cleonice, fundadora do Grupo e foi a primeira Maria Bonita, e o melhor de tudo, minha tia linda que amo de paixão”... (Risos).
A menina foi se encantando com a dança pelos ensaios, até que Domá e Cleonice fundaram uma escola de Xaxado que funcionava no ‘Grande Hotel’, prédio/sede da Secretaria Municipal de Educação; as aulas eram ministradas por Sandra, Cleonice, Paulo Alves e Gilvan Santos, ela aprendeu rapidamente o Xaxado e outras danças populares e daí não parou mais. Hoje ainda participa de oficinas e pesquisas sobre as manifestações culturais e há cerca de 10 anos ministra aulas de danças populares no Ponto de Cultura Cabras de Lampião, que ora funciona no Quintal do Museu do Cangaço; ela coordena 2 grupos, o ‘HERDEIROS do XAXADO’ grupo infantil e o grupo de adolescentes ‘AS BELLAS da VILLA’, que segundo ela, são seu xodó. “Tenho 17 anos de Grupo de Xaxado e de atividades na Fundação Cultural Cabras de Lampião, onde dedico minha vida, aliás, eu vivo do fazer cultural e é de lá que sai meu sustento e crio meus filhos”; diz.
A quase 3 anos ela não está em cena dançando, apenas ensina nas oficinas e desenvolve coreografias, mas você pensa que ela parou? Não! Descobriu outras vocações, tocar instrumento e cantar, então, está de volta aos ‘Cabras de Lampião’ fazendo parte do quarteto musical. “Em todos os trabalhos da FCCL lá estou, com alguma função; no Espetáculo Teatral ‘O Massacre de Angico’, faço a maquiagem, também já fiz por alguns anos essa função na ‘Via Sacra do Bom Jesus’; no filme ‘Papo Amarelo’, cuidei da caracterização dos atores, sou recepcionista no Museu do Cangaço, entre outras funções”; relata.
Devo ressaltar que está no sangue a veia artística dessa talentosa mulher, que têm na família vários artistas de mão cheia e talento singular, que são: Gilvan Santos, Cleonice Maria, Emanuel Messias, Franklin Santos, Paulo Alves, Rivalda Anália, Francisco Dantas (Pixô), Edivaldo Pato, entre outros, e isso vai passando de geração em geração, pois seus filhos já estão no mesmo caminho: “minha filha Ana Beatriz segue com a dança e o Pedro Henrique com a música. Tenho muito orgulho do que faço e tenho uma família maravilhosa”.
Sua formação escolar é orgulho para família e para ela, tendo estudado o primário na Escola Nossa Senhora da Penha no bairro da COHAB e o ginásio no Methódio Godoy Lima, ficando a seguir um bom tempo sem terminar o ensino médio, aí por incentivo dos dirigentes do grupo, concluiu em 2014 na escola Irnero Ignácio essa etapa e atualmente curso o 4º período do Curso de Serviço Social pela FACHUSST - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Serra Talhada.
Sobre seu inusitado apelido, ‘XUXA’ nos relata um fato curioso, pois segundo ela sempre lhe perguntam, por que Xuxa? Meu apelido na era “Chuchu”... (risos), coisa de pai que sempre gostou de botar apelidos nos filhos. Ele falou que quando eu era pequena parecia um Chuchu e minha tia, em visita lá em casa disse que Chuchu era muito feio, aí mudou pra Xuxa... (risos); e segue: “Eu tinha raiva desse apelido, pois só via em nomes de cachorro e a Xuxa verdadeira; os apelidos de meus irmãos não pegaram, outros mudaram e o meu até hoje não consigo mudar. Agora que dou aulas para crianças de 4 a 11 anos, sou conhecida como a rainha dos baixinhos do Xaxado, pode?”. (mais risos).
Em nossa conversa para essa matéria ela fala muitas vezes da família, dos parentes artistas, de sua tia Cleonice... O que mostra sua paixão pela gênesis; fala da vida com paixão e entusiasmo, o que acho raro na atualidade e para terminar olha o que ela diz: “Quero aqui agradecer de coração: a Deus, a minha família, a família Cabras de Lampião. Em especial a essas 4 pessoas, que se não existissem, talvez não fosse nada; são essas pessoas que estão do meu lado a todo momento e sou o que sou por conta delas, então obrigada à Cleonice, minha Tia, Domá, meu tio e ‘paizão’ Rivalda ‘minha prima/irmã’ e Manoel enfermeiro, o grande amor da minha vida”.




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