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quarta-feira, 27 de julho de 2016

O MASSACRE DE ANGICO - A MORTE DE LAMPIÃO EM SERRA TALHADA ESTREIA HOJE



Um dos personagens mais ambíguos da cultura popular nordestina é Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião. Reconhecido por ocupar a fronteira de herói e vilão, a vida do cangaceiro é o tema da peça “O Massacre de Angico - A morte de Lampião”, que será encenada de hoje até domingo, em Serra Talhada, a mais de 400km do Recife, com apresentações às 20h, na Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária). A peça chega à quinta edição e conta com direção do ator e diretor José Pimentel. 


“Muita gente discute se Lampião era herói ou bandido. Ele era um ser humano”, opina Pimentel.



“Temos que ponderar que Lampião vivia na secura do Sertão, um lugar terrível, com um bando que andava dentro daquele mato, na caatinga. Era uma vida difícil. Ele era um ser humano repleto de defeitos e qualidades, como todos nós. Mas o que acontece é que pegam só o lado do bandido. Tem que olhar os dois lados. A peça mostra isso. Lampião era capaz de amar, com gestos magnânimos, mas também podia comandar matanças”, explica. 



O autor mostra essa natureza complexa em uma série de cenas dramáticas. “Existe um caso que virou lenda, em que cangaceiros vão comer em um lugar no Interior. Um deles reclama da comida, diz que está sem sal. Lampião, então, entope a boca do cangaceiro com sal. Isso mostra os lados de Lampião, que fala com os outros cangaceiros que a mulher serviu eles com boa vontade e ninguém deveria reclamar”, descreve o diretor da encenação.

                                                                          Cena de amor

“O lado humano dele fica na peça, que inclui um encontro com Padre Cícero e um conjunto de cenas que mostram o dia a dia do cangaceiro. Há também uma cena de amor de Lampião e Maria Bonita, que se apaixonou por ele e abandonou o marido”, detalha. Quem interpreta o personagem principal é Karl Marx, a partir do texto escrito pelo pesquisador Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada. Pimentel interpreta o pai de Lampião. “É um papel pequeno, morro logo no começo”, diz o ator e diretor. “É uma cena curta. Mas a morte do pai mudou Lampião”, destaca.

Fonte:  Folha de Pernambuco


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