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quinta-feira, 7 de julho de 2016

VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA FOI O MAIS FAMOSO CANGACEIRO DO BRASIL.


 
Nascido em Serra Talhada - Pernambuco, pesquisadores apontam datas diferentes em função de fontes diversas, no entanto, a mais aceita corresponde ao dia 7 de julho de 1897. De toda forma, ele era filho do casal José Ferreira da Silva e Maria Lopes de Oliveira. Apesar das dificuldades da época, Virgolino foi alfabetizado e precisou usar óculos para suas leituras. Ele era um sujeito atípico na realidade do sertão, trabalhou até os 21 anos de idade como artesão e recebeu seu famoso apelido supostamente por sua habilidade que o fez modificar um fuzil permitindo-o mais rapidez. Esta versão diz que o cano do fuzil aquecia tanto que lembrava o brilho de um lampião aceso.
A região sertaneja na qual Virgulino morava era marcada pela seca, a pobreza e também um grande número de conflitos familiares. Sua família, por sinal, estava envolvida nesses conflitos morais, o que resultou na morte de seu pai em 1919, vítima de um confronto com a polícia. Este evento seria fundamental para o restante da vida de Virgolino. Ele jurou vingança à morte de seu pai e passou a agir com muita rigidez no sertão, tornando-se um mito no que se referia à disciplina. Quando Virgolino e seus seguidores apareciam, os adversários saíam correndo em disparada.  Foi assim que Virgolino se tornou definitivamente Lampião e líder de um bando que causava medo pela simples passagem.
O poder de Lampião cresceu com o passar dos anos. Logo ele formou um bando de cangaceiros fieis que o seguiam por todos os lados. O grupo era temido por onde passava, impondo respeito e também o medo. Eram personagens típicos da pobreza sertaneja com seus chapéus e sandálias, porém os cintos de munição estavam sempre evidentes para demonstração do poder. O bando de Lampião era imponente e conseguia mais armas e munições roubando policiais e unidades paramilitares e através de furtos. Logo, a fama de ilegalidade do bando repercutiu e se tornou um caso grave para o Estado.
Apesar do currículo criminal, Lampião era temido, mas também respeitado pelos sertanejos mais pobres, pois criou-se um mito de que ele e seu bando roubavam dos ricos fazendeiros, políticos e coronéis para ajudar os pobres mais miseráveis do sertão nos sete estados onde atuou. Lampião foi muito ligado também a outro mito da história do Nordeste brasileiro, o Padre Cícero, do qual era devoto e acatava seus conselhos.
Virgolino Ferreira da Silva permaneceu por 20 anos no banditismo e foi nele que conheceu e se apaixonou por sua namorada Maria Gomes de Oliveira. A popular Maria Bonita que entrou para seu bando em 1930 seguindo os mesmos hábitos dos demais cangaceiros, tanto nas vestimentas como nas ações. O relacionamento do casal gerou uma filha, que nasceu em 1932, chamada Expedita Ferreira. A atuação do bando só chegou ao fim em 1938, quando o grupo foi traído por um coiteiro.
Lampião e os cangaceiros estavam no esconderijo que consideravam mais seguro no sertão do Sergipe, quando foram atacados ao nascer do sol do dia 28 de julho. Quando perceberam a aproximação dos policiais já era tarde. Eles abriram fogo contra os cangaceiros que não tiveram qualquer chance de defesa. Nesse ataque, morreram 11 cangaceiros, entre eles Lampião e Maria Bonita, alguns conseguiram escapar.
Os policiais recolheram o dinheiro e as joias e mutilaram os mortos, decapitando-os. Maria Bonita foi degolada ainda viva. Os corpos foram deixados para os urubus e as cabeças foram exibidas pelos estados do Nordeste e também do Sudeste. Anos mais tarde, os restos mortais foram para o Museu Antropológico Estácio de Lima, em Salvador, onde ficaram por mais de 30 anos. Os familiares dos cangaceiros tentaram interromper a exibição dos restos mortais de seus parentes e os oferecer um enterro digno. O sepultamento das cabeças dos cangaceiros só ocorreu efetivamente em fevereiro de 1969.
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi assassinado quando tinha 41 anos de idade. O cangaceiro e seu bando são um mito na cultura popular brasileira e várias datas comemorativas celebram seus nomes no Nordeste.

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