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domingo, 30 de outubro de 2016

GIL SILVA: O FREVO NO HOMEM, O HOMEM NO FREVO, SURGE GIL DO PASSO POESIA EM MOVIMENTO

 
Tendo Nascido em 18 de fevereiro de 1973 no Bairro de Sitio Novo, Olinda-PE; “na época carnavalesca, vários grupos se apresentam perto da minha casa como caboclinhos, maracatus... cavalos-marinho”. Relata ele. Que já na minha infância participava de manifestações culturais como escola de samba, la ursa, troças... “como toda criança/adolescente apenas observava, de algumas das manifestações eu tinha medo, como o “Morto Carregando o Vivo” que passavam nas ruas, pedindo dinheiro nas casas e quando parava na frente da minha casa eu me escondia, tinha medo da brincadeira do carnaval”. Confessa esse hoje apaixonado pela cultura popular.
Um dia ele convidado junto com outras crianças para participarem de uma brincadeira de la ursa, organizada por uma pessoa ilustre na sua vizinhança a Dona Dá, que anos depois se mudou para a cidade alta e é homenageada no carnaval de Olinda. “Gostei tanto da brincadeira que queria ser a la ursa, mas nunca me deixavam... ficava apenas na batucada, arrecadávamos dinheiro e fazíamos a festa com bolo e guaraná... No entanto a inquietação permanecia, não sabia o porquê, mas passei a observar o carnaval com outros olhos, as músicas, as brincadeiras, os foliões tudo isto já não me causava medo, eu queria está no meio”. Segue relatando ele com brilho no olhar.
“Um certo dia, na semana pré-carnavalesca, assistindo um programa de TV que passava na emissora local, vi o Mestre Nascimento do Passo com seus alunos se apresentando, neste momento pude observar uma beleza, até então para mim não revelada - o casamento da música e do passo, numa sincronia perfeita - Passei a tentar imitar os movimentos, a partir da primeira visualização que tive, fiz timidamente, desajeitado, sem nenhuma preocupação com aquela sincronia vista”; conclui.
A partir daí ele procurou o Mestre para ter aulas de Frevo, e neste encontro se fez homem/dança e a partir daí passou a vivenciar os passos e teve inicio em maio de 1996 na Escola Municipal de Frevo do Recife sua espetacular carreira de dançarino, desse ritmo tão pernambucano quanto ele; “assim, fui despertado a participar de aulas de outros ritmos e vê na prática o que Nascimento sempre me dizia: ‘O frevo está contido em todas as danças e todas as danças contém o frevo’. Fiz oficinas de cabloclinho, cavalo-marinho, maracatu; tive aulas no Balé Popular do Recife; aprendi dança de salão, mais minha paixão mesmo é o Frevo”. Afirma categórico.
Desde 1998 ele ministra oficinas de Frevo, atividade que começou com o projeto chamado “Férias nas Escolas” no Recife, neste mesmo ano, o mestre Nascimento do Passo confia ao apaixonado dançarino GIL suas aulas na Escola Municipal de Frevo do Recife; “ele sempre dizia que 2 anos é um tempo bom, dependendo da dedicação de cada um, para começar a ser formador de multiplicadores do passo”. Relembra.
Nestes 20 anos dedicados a dança do Frevo e outros ritmos, Gil do Passo como passou a ser chamado, fez participações em eventos, documentários, espetáculos, festivais e afins. No ano 2000 participou com o Mestre Nascimento do Passo e um grupo de 30 alunos da comissão de frente da Escola de Samba império Serrano, participou também do documentário ‘Danças Brasileiras’ do multi-artista Antônio Carlos Nóbrega, apresentou o espetáculo solo “O diário de um passista” em 2011 no ‘1º Festival Brincantes’ realizado no Instituto Brincante, instituição que é comandada por Nóbrega em São Paulo-SP, participou de atividades com a professora de Dança da UFPB Valéria Vicente e o Fisioterapeuta Kiran, como “Trançados Musculares” e o livro “Frevo: para aprender e Ensinar”. Durante 10 anos fez parte do projeto “Frevo na Praça” conduzido pelo grupo Guerreiros do Passo no Recife, onde também participou do Espetáculo “O Frevo” junto com o grupo de dança. Participou de vários concursos de passo, sendo vice-campeão em Recife 2004, campeão em Olinda em 2008 e 2009, e 2010 campeão no Recife.
Em abril de 2015 chega à Serra Talhada, e em julho do mesmo inicia um projeto que chamou de “Sertão Frevo”, que tem como objetivo dar aula de Frevo nas praças de forma gratuita e para todas as pessoas que desejem praticar e aprender essa dança. As aulas se iniciaram na pracinha Lampião, passou um tempo também na praça da concha, mas atualmente fixou-se apenas na pracinha Lampião. “Manter um trabalho deste tipo, necessita de ingredientes diversos, dos quais não pode faltar amor ao Frevo crença na cultura popular pernambucana como elemento transformador de uma sociedade; isso nos leva a realizar um trabalho sério e de salvaguarda do Frevo. Acredito que o Frevo deve ser ouvido e dançado o ano todo, parafraseando Hugo Martins – ‘Frevo é música popular brasileira e como tal deve ser ouvida o ano inteiro’. Relata com sorriso de quem tem certeza absoluta do que diz e faz.
Ele vem superando um pensamento simplista de que o Frevo é uma música apenas de ciclos, neste caso o ciclo carnavalesco e deve ser ouvida apenas naquele período. “Em um ano de projeto: fizemos algumas apresentações, como na prévia do Bloco ‘tô na concha’, inauguração do CÉU das Artes no bairro Caxixola, readequação da biblioteca pública e fomos em duas escolas municipais, uma na Caxixola e outra no distrito de Tauapiranga, levamos o nosso espetáculo chamado: ‘Uma homenagem ao Frevo’. Finaliza.
Além das aulas na pracinha Lampião, Gil do Passo é Oficineiro do Movimento Cultura Viva da Secretaria de Cultura e Turismo da Capital do Xaxado, com aulas no CEU das Artes – Caxixola na segunda, quarta e sexta às 18h e participou recentemente do Espetáculo ‘O massacre de Angico - A morte de Lampião’, promovido pela Fundação Cultural Cabras de Lampião.

Um comentário:

GERALDO SILVA disse...

DANÇANDO
(GERALDO SILVA)
A DANÇA TRANSMITE SENTIMENTOS E EMOÇÕES EM MOVIMENTOS DE PRAZER OU DE TRISTEZA.
DANÇAR É UMA ARTE MÓVEL QUE TRANSFORMA SENTIMENTOS E PALAVRAS EM GESTOS.
A DANÇA É A INTIMIDADE ENTRE O CORPO E A ALMA.
QUANDO VOCÊ DANÇA ACONTECE O MÁXIMO DE SUA EXPOSIÇÃO.
DANÇAR É ENTRAR NO TEMPLO SAGRADO DA DIVINDADE PARA UMA LOUVAÇÃO.