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quarta-feira, 22 de março de 2017

SIMONE SANTOS: DE UMA INFÂNCIA DE PERDAS, NASCE UMA TALENTOSA DANÇARINA E UMA GRANDE E INDEPENDENTE MULHER

 SIMONE ALVES DE SIQUEIRA SANTOS Nasceu no dia 24 de março de 1986, em Manaíra, Paraíba. Teve uma infância muito difícil, “perdi minha mãe, ainda criança com apenas 6 anos, então, tive que começar a trabalhar bem cedo, meu primeiro emprego foi aos 12 anos como auxiliar de escritório”; relembra com leve tristeza no olhar, ainda criança veio pra Serra Talhada e foi criada por uma tia.

A menina que tinha sonhos como qualquer adolescente. Almejava grandes feitos para sua vida, um deles (por assistir ensaios e perceber a beleza e a disciplina dos componentes já que morava pertinho da escola aonde o grupo de Xaxado Cabras de Lampião ensaiava), era dançar Xaxado. “um dia conheci Domá e Cléo em um ensaio do grupo, e naquele momento decidir: quero dançar, quero viver de dança e da cultura, então passei a ter aulas de Xaxado me tornei dançarina representando no início a cangaceira Dadá, esposa do temível Corisco; logo depois me tornei a Maria Bonita do espetáculo, o que é uma grande responsabilidade, representar a rainha do cangaço, a mulher do mais afamado bandoleiro do Brasil; o nosso espetáculo mostra não só a dança mais também um resumo do que foi esse movimento chamado cangaço e como os bandoleiros se divertiam nas caatingas após os combates”. Resume e acrescenta: “No grupo a tive a oportunidade de viajar o mundo, tive o prazer de participar de grandes festivais no Rio Grande do Sul, Venezuela, Teresina, Tocantins, e em muitos outros Estados desse imenso Brasil, além de circular por todas as cidades e distritos de Pernambuco”.
Na Fundação Cultural que é também Ponto de Cultura, ela aprendeu não só o Xaxado, mais vários outros ritmos de danças populares, como: Ciranda, Frevo, Coco de Roda, entre outros, se torna também coreógrafa e Professora desses ritmos, passando a ministrar oficinas e cursos em Escolas, Festivais, no Ponto de Cultura e no Serviço de Convivência, preparando grupos e apresentações com adolescentes atendidos por esses projetos. Conhece bem a história das danças e também do Cangaço e Lampião, atuando como recepcionista/guia no Museu do Cangaço, a artista está sempre se reciclando em capacitações e oficinas para melhorar e ampliar seus conhecimentos.
A menina/artista venceu as atribulações da infância e se tornou Mulher, dançarina, arte educadora, coreógrafa, mãe, esposa, além de outras atribuições que a vida vai lhe ensinado a desenvolver. Hoje é mãe de Alisson Guilherme e Maria Sophia; “eles são a minha vida e ao meu esposo Jefferson Lima, agradeço pelo apoio em minhas decisões e por está sempre a meu lado. Também, agradeço muito a Cléo e a Domá que carinhosamente chamo de pais pela pessoa que sou e que eles ajudaram a formar, fui incentivada a correr atrás de meus objetivos para conseguir vencer na vida, terminei o ensino médio e estou cursando a Faculdade de Serviço Social, isso por incentivo deles e de todos que fazem a Fundação Cultural Cabras de Lampião”. Relata categoricamente.

Ela se diz empolgada com essa busca pelo ensino superior, neste em que completa 16 anos que integra a FCCL; “sou coordenadora do Museu do Cangaço e estou no segundo mandato de 4 anos da diretoria executiva da Fundação como secretária e agradeço aos mentores pela confiança e por acreditarem no meu talento e capacidade, não é atoa que digo são minha família”.

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