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segunda-feira, 12 de junho de 2017

PROJETO PASSEANDO PELA HISTÓRIA – MUSEU DO CANGAÇO MOVIMENTA O SERTÃO DO PAJEÚ COM INCENTIVO DA CAIXA CULTURAL


O município de Serra Talhada, terra natal do cangaceiro Lampião, retrata as histórias do Cangaço e aspectos do turismo local, por meio do projeto Passeando pela História – Museu do Cangaço, que teve início no sábado 13 de maio 2017. O projeto é direcionado aos professores e estudantes das escolas públicas do Sertão do Pajeú, que além de conhecer a história do seu povo, vão vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos de Lampião e seu bando.
De acordo com a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto visa levar as escolas a conhecerem os bens culturais, artísticos e históricos de Serra Talhada para que os jovens valorizem a memória do sertão pernambucano. “Todo o percurso será feito com acompanhamento de guias turísticos que detém total conhecimento dos fatos”, afirma ela.
O ponto de partida da aula/aventura é o Sítio Passagem das Pedras – onde nasceu Lampião. Nesse percurso, o grupo conhece o roteiro “Nas Pegadas de Lampião”, que passa pelas Pedras da Emboscada, onde aconteceu o primeiro confronto armado entre a família de Virgulino e Zé Saturnino (primeiro inimigo de Lampião), a Casa Grande da Fazenda Pedreira (palco de memoráveis confrontos com cangaceiros).
Na cidade, a visita começa na Praça Agamenon Magalhães, que originou o município de Villa Bella (atual Serra Talhada) e que ainda mantém os casarios construídos nos séculos XVIII e XIX. Depois, o grupo segue para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída pelos escravos no século XVII (1789/1790), é apontado o ateliê de PAROSI e a sede da centenária Filarmônica Vila-belense, fundada em 1905 para animar a festa da Padroeira, que conta com muitas histórias e lendas que permeiam o imaginário popular e a Casa da Cultura/Museu da Cidade, onde os jovens terão contato com o acervo cultural da cidade.
O Projeto termina no Museu do Cangaço, o maior do gênero no Brasil, que funciona na antiga estação ferroviária e que tem relíquias do personagem sertanejo (Lampião), como utensílios domésticos, armas, fotografias, livros, filmes e documentários sobre os cangaceiros, volante (como era chamava a polícia que perseguia Lampião) e outros personagens que foram parte forte da história do cangaço. Os visitantes serão recebidos por monitores que contarão a vida de Lampião e ainda irão acompanhar uma palestra do pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza, que tem quatro livros publicados sobre o tema.
O grupo poderá saborear a culinária sertaneja e apreciar a apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, dança criada pelos cangaceiros. Lampião deu uma grande contribuição para a cultura do sertão. “O Xaxado é uma dança que foi criada por Lampião e seus cangaceiros. Outra faceta pouco divulgada da vida dele é que ele era poeta e nos versos retratava o dia a dia do cangaço, as suas angústias, o que ele sentia falta enquanto cangaceiro e as durezas desta vida”, revela Karl Marx, coordenador técnico do evento.
O projeto conta com o patrocínio da Caixa Cultural - Governo Federal e já recebeu escolas dos municípios de Iguaraci, Afogados da Ingazeira, Tuparetama e Ingazeira, cidades que formam a macro região do Sertão do Pajeú  que inclui Calumbi, Santa Terezinha, Solidão, Itapetim, Brejinho, Carnaíba, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo, São José do Egito, Flores, Tabira que a partir de julho vivenciaram essa experiencia.
da Assessoria
Fotos Sebastião Costa

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