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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

FESTCINE 2017 PREMIA A FORÇA E A DIVERSIDADE DO AUDIOVISUAL PERNAMBUCANO


Jan Ribeiro/CulturaPE
Jan Ribeiro/CulturaPE
Vencedores e realizadores do 19º Festival de Curtas de Pernambuco
Por Camila Estephania

A 19ª edição do Festival de Curtas de Pernambuco chegou ao fim na noite deste sábado provando mais uma vez a força do cinema pernambucano. Neste ano, o evento alcançou um dos maiores públicos da sua história, somando cerca de 3.400 espectadores ao longo da semana. A programação, que se iniciou no dia 4 de dezembro, exibiu 69 curtas que teceram um amplo panorama da produção contemporânea do Estado. Realizado pelo Governo de Pernambuco, através da Secult e da Fundarpe, em parceria com a Prefeitura do Recife, o evento trouxe múltiplas narrativas.

Formatos como a ficção, o documentário e o videoclipe, deram voz a diversidade de temas, que debateu diferentes expressões religiosas, políticas e comportamentais. Além de trazer títulos de realizadores experientes na Mostra Competitiva Geral, o evento também abriu espaço para novos diretores com a Mostra Competitiva de Formação. O cuidado em levar pra tela do Cinema São Luiz tantos pontos de vista diferentes sobre a nossa sociedade, também se refletiu nas origens das produções que, indo além do Recife, também abrangeu o interior, tendo representantes de cidades como Belo Jardim, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira.

A homenagem ao produtor João Vieira Jr. abriu a cerimônia de premiação do Festival. “Embora esse momento seja de alegria, a gente vive um momento um tanto assustador no país. Acho que nós todos temos que nos unir contra a censura, porque ela é muito danosa, ela silencia e persegue. Quero agradecer a todas as pessoas que colaboraram comigo ao longo dos anos e que ajudaram a construir esses sonhos que a gente chama de cinema”, disse ele, que é considerado um dos principais nome do cenário pernambucano, onde assinou longas como “Cinema, Aspirinas e Urubus”, “Tatuagem”, “Era Uma Vez Verônica” e “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, este último ganhou nova cópia em DCP, que ganhou sessão especial neste sábado, encerrando a programação do FestCine.
Jan Ribeiro/CulturaPE
Jan Ribeiro/CulturaPE
João Vieira Jr. exibe troféu em reconhecimento à sua dedicação ao audiovisual pernambucano e nacional

O homenageado também destacou a importância de espaços como o FestCine enquanto ambiente de liberdade de expressão e acolhimento, reafirmando a observação de outros realizadores que passaram pelo evento neste ano. “Conseguir exibir um filme do interior no São Luiz, no festival específico de curta-metragem de Pernambuco, onde está concentrada a produção, pra gente é fantástico, é uma forma de mostrar também para o próprio Estado, que há voz fora do Recife”, disse William Tenório, diretor de “Cine São José”, de Afogados de Ingazeira.

PREMIAÇÃO:
Confira os vencedores do 19º FestCine

Prêmio ABD-PE/APECI: “Uma Balada para Rocky Lane”, de Djalma Galindo.
Menção Honrosa: “Fotograma”, de Luís Henrique Leal e Caio Zatti, e “Cores Femininas”, de Barbara Hostin, Gil, Júlias Karam, Juliana Trevas, Maria Cardozo, Roberta Garcia e Sylara Silvério.

MOSTRA COMPETITIVA DE FORMAÇÃO
Prêmio de R$ 2.000 para cada obra

DOCUMENTÁRIO
- “Fora Presídio”, do Coletivo Ficcionalizar

ANIMAÇÃO
- “Dia Um”, de Natália Lima, Júnior Ramos e Itamar Silva

FICÇÃO
- “P575”, de Lais Rilda

MOSTRA COMPETITIVA GERAL
Primeiros lugares: R$ 4.500/ Segundos lugares: R$ 3.500/ Terceiros Lugares: R$ 2.500

TROFÉU FERNANDO SPENCER
- Melhor Atriz: Nash Laila, pelo filme “O Delírio é a Redenção dos Aflitos”
- Melhor Ator: Heraldo Carvalho, pelo filme “Edney”
- Melhor Som: Lucas Caminha, pelo filme “Frequências”
- Melhor Trilha Sonora: Daniel Silva, Tiquinho Lira e Carlos Sá, pelo filme “Estás Vendo Coisas”
- Melhor Direção de Arte: Carla Sarmento, pelo filme “Orbitantes”
- Melhor Produção: A equipe do filme “Lampião e o Fogo da Serra Grande”
- Melhor Montagem: Paulo Santo, pelo filme “Casa Cheia”
- Melhor Fotografia: Pedro Sotero, pelo filme “Estás Vendo Coisas”
- Melhor Roteiro: João Cintra, pelo filme Edney
- Melhor Direção: Tila Chitunda, pelo filme “Nome de Batismo: Alice”

VIDEOCLIPE
1º lugar: “Lia de Camaragibe”, de Erlânia Nascimento e Úrsula Freire
2º lugar: “Diz o Leão”, de Pedro Maia de Brito
3º Lugar: “Ficamos Assim”, de Lorena Calábria e Mariana Zdravca

VIDEOARTE/EXPERIMENTAL
1º lugar: “Dança Macabra”, de Filipe Marcena e Marcelo Sena
2º lugar: “Imanência”, de Breno César
3º lugar: “Teta Lírica”, de Marie Carangi

ANIMAÇÃO
1º lugar: “Fazenda Rosa”, de Chia Beloto
2º lugar: “A orelha encantada ou alma de gato”, de Paulo Leonardo
3º lugar: “O consertador de coisas miúdas”, de Marcus Buccini

DOCUMENTÁRIO
1º lugar: “Nome Batismo: Alice”, de Tila Chitunda
2º lugar: “Entre Andares”, de Aline Van der Linden e Marina Moura Maciel
3º lugar: “Cores Femininas”, de Barbara Hostin, Gil, Júlia Karam, Juliana Trevas, Maria Cardozo, Roberta Garcia e Sylara Silvério

FICÇÃO
1º lugar: “O Porteiro do Dia”, de Fábio Leal
2º lugar: “Edney”, de João Cintra
3º lugar: “O delírio é a redenção dos Aflitos”, de Fellipe Fernandes

LAMPIÃO E O FOGO DA SERRA GRANDE, filme de Serra Talhada, no interior recebeu boas críticas e levou o Troféu Fernando Spencer de Melhor Produção pela sua grandiosidade, desde o elenco, as locações e o tipo abordagem histórica revelando os pernambucos existentes nos 4 cantos do Estado. O Filme têm roteiro e direção de Anildomá Willans e a Produção Executiva da Fundação Cultural Cabras de Lampião, na pessoa de sua presidente Cleonice Maria, que não mediu esforços para realizar mesmo com poucos recursos uma produção digna de festivais. Um Viva ao Cinema Pernambucano e vida longa aos seus realizadores. 

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